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sábado, 21 de janeiro de 2017

RETROSPECTIVA 2016 - LEMBRA DE MIM - CITROËN ZX

TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO E QUATRO RODAS
Publicado originalmente em 20 de março de 2016



A Citroën abandonou o segmento de hatches médios há dois anos. Seu último modelo na categoria foi a primeira geração do C4, que deixou de vir da Argentina em 2014. O hatch de geração equivalente ao sedã Lounge é um desconhecido para os brasileiros.

Seu antecessor, o Xsara até que fez bastante sucesso por aqui. Foi importado da França, do Uruguai e da Argentina nas carrocerias hatch de quatro e duas portas (pelo seu estilo era considerado um cupê) e perua Break. A primeira geração da minivan Picasso, que usava a sua plataforma, foi fabricada em Porto Real, aqui no estado do Rio de Janeiro.

Mas o primeiro hatch médio comercializado em nosso país foi o ZX. Seu estilo reto, de amplas janelas e cheio de quinas pode ser considerado velho nos dias de hoje, mas em 1991 estava na moda. Faróis e lanternas traseiras eram retangulares e a grade dianteira quase fechada. Apresentado no Salão de Genebra, na Suiça, há 25 anos, chegou oficialmente aqui em 1992, importado direto da França, apenas na versão Volcane, com carroceria de quatro portas e motor 1.9 de oito válvulas e 125 cavalos. Sua plataforma seria usada dois anos depois no Peugeot 306.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

RETROSPECTIVA 2016 - HISTÓRIA EM MINIATURA - FIAT ELBA 30 ANOS

TEXTO E FOTOS: GUSTAVO DO CARMO 
Publicado originalmente em 03/05/2016


Há 30 anos, em 1986, a perua Fiat Elba chegava ao mercado. Foi o segundo modelo derivado do Uno, lançado dois anos antes. Em 1985, já tinha sido lançado o sedã Prêmio (também homenageado pelos seus 30 anos nesta mesma seção). Faltava, ainda, para completar a nova linha de compactos da marca italiana, a Fiorino, nas versões picape e furgão, que viriam em 1988.

Se, esteticamente, com o Prêmio foi preciso adicionar um terceiro volume, na Elba bastou apenas esticar a carroceria hatch do Uno em 40 cm. O comprimento ficou em 4,04m e a janela lateral traseira cresceu, mas foi dividida por uma coluna. As lanternas traseiras eram verticais como no Uno e no Prêmio, só que um pouco mais finas. O lado negativo era que, inicialmente, a perua só tinha duas portas.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

RETROSPECTIVA 2016 - HISTÓRIA EM FOTOS - MERCEDES CLASSE E



TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO
Publicado originalmente em 15 de março de 2016

Até 1992, a letra E designava as versões com injeção eletrônica (Einspritzung, injeção de combustível em alemão) da série W124 da Mercedes, lançada em 1984, e vinha sempre no final do número que representava a cilindrada do motor (ex.: 320E, motor de seis cilindros 3.2).

Como a então nova tecnologia se expandiu para toda linha de sedãs médio-grandes da marca alemã, a letra acabou se tornando uma série, batizando todas as versões de carroceria, exceto as com motores a diesel, que recebiam a letra D. O sedã era simplesmente o 300E ou 300D (número como exemplo). A perua 280TE ou 280TD, e o cupê e conversível CE ou CD. 

Com o face-lift de 1992, a letra E foi oficializada como Classe, passando a vir antes do número, como E220 (motor quatro cilindros 2.2, 150 cv), E280 (seis cilindros em linha, 2.8, 197 cv), E420 (V8 4.2, 279 cv). 

Em 1995, o chamado Classe E foi reestilizado, ganhou linhas arredondadas e duplos faróis ovais. A terceira geração surgiu em 2002 (com face-lift em 2006), a quarta em 2009 (com face-lift em 2013) e agora a quinta geração, apresentada no post anterior. 


domingo, 15 de janeiro de 2017

RETROSPECTIVA 2016 - SONHO DE CONSUMO - BMW i8


TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO
DADOS DE TESTE: REVISTA QUATRO RODAS
Publicado originalmente em 12 de maio de 2016
Preço não atualizado


Se estivesse na década de 1980, o BMW i8 seria chamado de o carro do futuro. Mas já estamos no Século XXI e o futuro já começou, como diz a música da mensagem de fim de ano da Rede Globo de Televisão. E o i8 também já está à venda no Brasil. Os R$ 799.000 pedidos pelo cupê fazem dele um verdadeiro sonho de consumo.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

RETROSPECTIVA 2016: BABA, BRASIL! - FIAT TIPO

TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO
Texto originalmente publicado em 19 de maio de 2016


Esta seção, normalmente, é frequentada por modelos da Renault e da Opel, mas agora é a vez da Fiat fazer a sua terceira participação com o ressuscitado Tipo (já falei do "novo" Doblò em 2011 e do 500X em 2014). Uma parte da culpa pela sua presença no Baba, Brasil! é a incerteza político-econômica do Brasil. A outra é a arrogância da marca italiana com fábricas em Betim (MG) e Goiana (PE).

No ano passado, a Fiat turca lançou o Aegea, um moderno sedã - construído sobre a plataforma do Renegade, da picape Toro e do 500x - que pretende substituir o Linea, derivado do Punto, que também nasceu lá. A matriz italiana gostou tanto do projeto, apesar da traseira muito curta e da caída um pouco brusca do teto, que decidiu vendê-lo em todo o continente europeu, mantendo a fabricação na Turquia. Mas para isso era preciso um nome mais apelativo e novas carrocerias.


Assim, ela decidiu resgatar o Tipo, que batizou o hatch médio da Fiat entre as décadas de 80 e 90 (mais precisamente 1988-1995), agora também num sedã. Curiosamente, a montadora já tinha feito isso com o antecessor do Novo Tipo, o Bravo, que por sua vez resgatou a versão de três portas do sucessor do velho Tipo. Deu pra entender? Só falta batizar o sucessor do novo Tipo de Stilo.

Fiat Tipo, vendido na Europa entre 1988 e 1995 e no Brasil entre 1993 e 1997

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

RETROSPECTIVA 2016: COMPARATIVO - FIAT TORO 1,8 x RENAULT DUSTER OROCH 2.0

TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO
DADOS DE TESTE: REVISTAS QUATRO RODAS E CARRO
Texto originalmente publicado em 28 de maio de 2016
Texto não atualizado. Preços até o fechamento do texto original



Praticamente juntas, Renault e Fiat criaram um novo segmento no mercado: o de picapes médio-compactas. É verdade que a marca francesa saiu na frente com a Oroch, mas isso porque já tinha um projeto pronto, tendo o trabalho apenas de enxertar uma caçamba no habitáculo do seu rústico SUV romeno Duster com os devidos reforços estruturais e na suspensão. Ambos são fabricados em São José dos Pinhais, PR. 

Já a Fiat precisou começar do zero com o projeto a partir da plataforma do Jeep Renegade (afinal, a marca italiana é dona da Chrysler). Com desenho mais elaborado, a Toro chegou depois, fabricada em Goiana, Pernambuco. Mas não demorou tanto. Foram apenas cinco meses, aproximadamente, de espera.

Entre as outras concorrentes do mercado, especula-se que a Ford seja a próxima a entrar no segmento que é uma evolução das antigas picapes compactas, como a Saveiro (que ganhou um face-lift diferenciado justamente para enfrentar estas novas picapes) e a velha Strada. Pensei em colocar a primeira, mas a picape da Volks está mais próxima em porte da Oroch, que também tem motor 1.6 e comprimento menor que a Toro (4,69 contra 4,92m).

Como as duas, por enquanto, ainda não têm concorrentes diretíssimas. podem ser consideradas grandes rivais, embora haja um desequilíbrio. Para atenuá-lo coloquei frente a frente a versão básica da Toro, a Freedom, com motor 1.8 Flex e a versão completa da Oroch, a Dynamique, com motor 2.0, também flex. O problema é que Fiat não oferece câmbio manual com este motor e a Renault ainda não oferece o automatizado Easy'R para a Oroch. 

Pensei em colocar a Toro a diesel, que é 2.0, mas a diferença de preço, que já é grande com o 1.8 (R$ 77.800 contra R$ 73.790 da Duster), ficaria abismal com a Freedom 2.0 4x2, que custa R$ 95.500. Ela até tem o câmbio manual (é a única versão com ele), mas aí já não tenho dados de teste. Assim, optei por um modelo de cilindrada menor com câmbio automático contra um de maior cilindrada com câmbio manual.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

RETROSPECTIVA 2016: LANÇAMENTO INTERNACIONAL - VOLVO V90

TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO
Originalmente publicado em 11 de abril de 2016


Em dezembro de 2015, eu apresentei, aqui no Guscar, a nova geração do sedã Volvo S90, sucessor do S80, já mencionando a versão perua que ainda seria lançada sobre a mesma plataforma modular SPA. E aqui está ela: a V90, um modelo para honrar a tradição da marca sueca neste tipo de carroceria.

Cada perua da história da Volvo teve a sua personalidade, mesmo a maioria tendo linhas retas e traseira vertical, como a 760, 850 e 960. Algumas até tiveram linhas arredondadas, como a V40, V50 e a V60. A V90 inscreve o seu nome na história com um estilo próximo do "shooting brake", mais esportivo e de teto baixo. As lanternas representam uma outra ousadia: um complexo L, que começa no vidro traseiro, invade a lateral e termina na tampa do porta-malas, com vincos convexos e a placa de licença entre elas. A designação VOLVO aparece próxima ao vidro. O resultado ficou um pouco poluído. O restante é igual ao do S90.