segunda-feira, 30 de novembro de 2009


Texto: Gustavo do Carmo
Foto: Divulgação


O carro que inspirou a leve reestilização do Fox brasileiro é o melhor do ano na Europa. O Volkswagen Polo ganhou a tradicional eleição do continente, que é realizada desde 1964.

A nova geração do compacto premium da montadora alemã, mais encorpada e moderna que a fabricada no Brasil desde 2002, ganhou o direito de usar por um ano o selo Car of the Year 2010 graças a 59 jurados de 23 países europeus, sendo que 25 deles o colocaram em primeiro lugar na preferência.

O Volkswagen Polo somou 347 pontos, dez a mais que o microcarro japonês Toyota iQ, concorrente do Smart. O campeão só deve chegar ao Brasil em 2012, ainda assim, na versão sedã. Outro carro que o brasileiro não terá tão cedo, a quarta geração do Opel Astra (hatch mais evoluído que o nosso Vectra GT) ficou em terceiro, com 221 pontos. O tcheco Skoda Yeti, utilitário esportivo totalmente desconhecido por nós, ficou em 4º lugar, totalizando 158 pontos. Nos três últimos lugares entre os finalistas ficaram o Mercedes Classe E (155), o Peugeot 3008 (144) e o Citroën C3 Picasso (113). Entre estes, o Mercedes é o único já vendo por aqui. O Peugeot será importado no ano que vem e o Citroën poderá ser fabricado aqui no estado do RJ em 2011.

A Volkswagen precisou esperar 18 anos para conquistar o seu segundo título do Car of the Year. O primeiro foi com a terceira geração do Golf (a primeira que foi vendida no Brasil, importada do México e da Alemanha) em 1992.

Entre os finalistas derrotados, se o iQ tivesse ganho seria a terceira vitória da Toyota (campeã com o Yaris em 2000 e o híbrido Prius em 2005). A Opel repetiria o feito da Fiat em 1995 e 1996 e seria bicampeã, já que venceu no ano passado com o Insignia. A Peugeot voltaria a ganhar depois de oito anos, a Citroën depois de vinte e a Mercedes só ganhou uma vez em 1974. A Skoda conquistaria um título inédito. A maior vencedora continua sendo a Fiat com nove vitórias.

A eleição do Carro do Ano europeu é organizada pelas revistas Auto (italiana), Autocar (inglesa), Autopista (espanhola), Autovisie (holandesa), L'Automobile (francesa), Vi Bilägare (sueca) e a alemã Stern, única que não é exclusivamente voltada para os automóveis. O concurso é um exemplo para as nossas maiores publicações organizarem juntas (Autoesporte, Carro e Quatro Rodas) e escolherem apenas um único vencedor, já que aqui temos três eleições do gênero com um monte de categorias que só as montadoras e as organizadoras se lembram depois de alguns anos.

Já falei do Polo aqui no Guscar em março. Sua grade dianteira, seus faróis, as linhas do painel, o quadro de instrumentos e o volante foram adotados na reestilização parcial do nosso Fox.


Todos os campeões:


1964 - Rover 2000 / 1965 - Austin 1800 / 1966 - Renault 16 / 1967 - Fiat 124 (deu origem ao Lada Laika, um dos primeiros importados populares no Brasil) / 1968 - NSU Ro 80 (primeiro carro com motor rotativo Wankel) / 1969 - Peugeot 504 (sua versão picape fez sucesso por aqui nos anos 90) / 1970 - Fiat 128 / 1971 - Citroën GS / 1972 - Fiat 127 (o nosso 147) / 1973 - Audi 80 I (deu origem ao Passat. É antecessor do atual A4) / 1974 - Mercedes 450S/ 1975 - Citroën CX / 1976 - Simca 1307-1308 / 1977 - Rover 3500 / 1978 - Porsche 928 (único cupê esportivo a levar o título) / 1979 - Simca Horizon / 1980 - Lancia Delta / 1981 - Ford Escort (BR) /1982 - Renault 9 / 1983 - Audi 100 (sua versão reestilizada foi o primeiro Audi importado por Ayrton Senna dez anos depois) / 1984 - Fiat Uno (BR)/ 1985 - Opel Kadett (BR com face-lift) / 1986 - Ford Scorpio (um sedã luxuoso do porte do Fusion) / 1987 - Opel Omega (BR) / 1988 - Peugeot 405 (I) / 1989 - Fiat Tipo (BR) / 1990 - Citroën XM (I) / 1991 - Renault Clio 1 (I) / 1992 - VW Golf III (I)/ 1993 - Nissan Micra / 1994 - Ford Mondeo 1 (I) / 1995 - Fiat Punto (primeira geração do nosso, que é a terceira) / 1996 - Fiat Bravo/Brava (O Bravo quase foi importado. O Brava foi fabricado aqui) / 1997 - Renault Scénic I (BR) / 1998 - Alfa Romeo 156 (I) / 1999 - Ford Focus 1 (I) / 2000 - Toyota Yaris / 2001 - Alfa Romeo 147 (I) / 2002 - Peugeot 307 (I) / 2003 - Renault Mégane II (BR)/ 2004 - Fiat Panda / 2005 - Toyota Prius / 2006 - Renault Clio II / 2007 - Ford S-Max / 2008 - Fiat 500 / 2009 - Opel Insignia / 2010 - VW Polo

(BR) - Fabricado no Brasil
(I) - Importado para o Brasil

Para ver as fotos de todos os campeões acesse: www.caroftheyear.org e clique no link "Previous winners"
Errei feio: Com todo alarde anunciei que o Chevrolet Agile manteve a hegemonia nacional no Carro do Ano Autoesporte. Nota zero para mim. Erro crasso com CRA maiúsculo, como diria o Edu César do Papo de Bola. O pior que eu só me toquei depois de uma semana. O Agile é fabricado na Argentina e se tornou sim o primeiro Carro do Ano principal da Autoesporte em 43 anos importado. A façanha foi possível com a mudança do regulamento de 2007, que mudou a eleição do Importado do Ano em Premium.
E com a matéria sobre o Polo Carro do Ano na Europa encerro a temporada 2009 do Guscar. Gostaria de falar de outros modelos, mas preciso descansar. Agradeço a todos que comentaram neste ano e desejo a todos um Feliz Natal e um 2010 de sucesso! Voltarei na segunda quinzena de janeiro com novo layout. Até lá.
0

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Textos: Gustavo do Carmo

Fotos: Divulgação

Logo: Revista Autoesporte



Foram anunciados no dia 09/11, em um evento no Credicard Hall em SP, os vencedores da promoção Carro do Ano, organizada há quarenta e um anos pela revista Autoesporte. Nos dois primeiros anos a eleição foi organizada pela extinta Mecânica Popular.

Vinte e sete jornalistas escolheram os vencedores nos Carros, Utilitários e Picape, que voltou este ano. Alguns jornalistas e engenheiros escolheram também os motores. Além das sete categorias: Motor até 2.0, Motor acima de 2.0, Utilitário (que custa até 160 mil reais), Utilitário Premium (acima da faixa), Picape, Carro Premium (mais de R$ 110 mil) e o tradicionalíssimo Carro do Ano a revista passou a promover também o Carro Verde do Ano (Renault Sandero), o Site do Ano (http://www.fiat.com.br/), 0 Comercial de TV do Ano (Fiat 500), o Executivo do Ano (Paulo Sérgio Kakinoff) e criou o hall da fama para homenagear grandes nomes da indústria automobilística brasileira, como João Paulo Gurgel e Carlos Chiti, este sócio da Romi, indústria que fabricou o Romi-Isetta, primeiro carro nacional, nos anos 50.


Os vencedores: Fiat 1.4 T-Jet (motor até 2.0), Audi 3.0 Compressor (acima de 2.0), Toyota Hilux SW4 a gasolina (utilitário), Audi Q5 (utilitário premium), Fiat Strada Cabine Dupla (picape), Audi A5 (carro premium) e Chevrolet Agile (Carro do Ano).


Nos posts abaixo confira a classificação e o comentário histórico de cada categoria.

0



No ano passado acabou o jejum de 18 anos sem vitória da Volkswagen com o novo Gol. Em 2009 foi a vez da Chevrolet. Treze anos depois, a General Motors, que quase foi extinta em seu país de origem por causa da crise econômica na virada para este ano, voltou a ser laureada, agora com o hatch compacto Agile, lançado em outubro, marcando a nova fase da montadora. E os tempos não mudaram apenas para a montadora. Fabricado na Argentina, o Agile é o primeiro campeão da história da Autoesporte importado de outro país.


E foi uma vitória por apenas quatro pontos sobre o importado italiano Fiat 500, o vice-campeão: 158 contra 154 pontos. Em terceiro ficou o Honda City, único nacional entre os finalistas, com 132. O argentino Citroën C4 hatch de quatro portas ficou em 4º com 119. E encerrando a classificação o mexicano Ford Fusion, renovado este ano, somou 112.


Mesmo com 12 anos de jejum, a Chevrolet continuou como a maior vencedora do certame criado em 1966 pela extinta revista Mecânica Popular e herdado pela Autoesporte, que organiza desde 1969, e agora aumenta a vantagem para a Fiat por 14 a 1o. Com sete títulos cada uma, Volkswagen e Ford dividem o terceiro lugar. Esta passa a ficar mais tempo sem vencer: cinco anos.




Todos os campeões:

1966 - Picape Willys / 1967 - Ford Galaxie / 1968 - Não houve / 1969 - Ford Corcel / 1970 - Dodge Dart / 1971 - VW TL / 1972 - Chevrolet Opala / 1973 - Ford Corcel / 1974 - Chevrolet Chevette / 1975 - VW Passat / 1976 - Chevrolet Caravan / 1977 - Dodge Polara / 1978 - Fiat 147 / 1979 - Ford Corcel / 1980 - VW Passat / 1981 - Chevrolet Chevette / 1982 - VW Voyage / 1983 - Chevrolet Monza / 1984 - Ford Escort / 1985 - Fiat Uno / 1986 - Fiat Prêmio / 1987 e 1988 - Chevrolet Monza / 1989 - VW Santana / 1990 - VW Gol / 1991 - Chevrolet Kadett / 1992 - Fiat Uno / 1993 - Chevrolet Omega / 1994 - Chevrolet Vectra / 1995 - Chevrolet Corsa / 1996 - Chevrolet Corsa Sedan / 1997 - Chevrolet Vectra / 1998 - Ford Ka / 1999 - Fiat Marea / 2000 - Audi A3 / 2001 - Fiat Palio / 2002 - Não houve / 2003 - Fiat Stilo / 2004 - Fiat Palio / 2005 - Ford Fiesta Sedan / 2006 - Fiat Idea / 2007 - Honda Civic / 2008 - Fiat Punto / 2009 - VW Gol / 2010 - Chevrolet Agile
0


Os alemães dominaram a eleição do Carro Premium do Ano 2010. O vencedor foi o Audi A5, que deu o tricampeonato à marca dos quatro anéis. O cupê baseado no sedã A4, campeão do ano passado, somou 215 pontos. O vice-campeão foi o cupê de quatro portas Volkswagen Passat CC, com 192. O terceiro lugar ficou para a nova geração da Mercedes Classe E, com 184. Por fim, o hatch médio BMW 135i totalizou apenas 84 pontos.

Com a vitória do A5, já falado aqui no blog, a Audi consolidou-se como a maior vencedora desta premiação criada em 1993, com o nome de Carro Importado do Ano, mas que desde 2007 é restrita aos modelos acima dos 110 mil reais (limite atual) e chamada de Premium. No ano de estreia a montadora iniciou o seu tricampeonato com o cupê TT.





Galeria de campeões:

1993 - BMW 325i / 1994 - Honda Accord / 1995 - Citroën Xantia / 1996 - Audi A4 / 1997 - Honda Civic / 1998 - Audi A6 / 1999 - BMW Série 3 / 2000-01 - Mercedes Classe C / 2002 - Não houve / 2003 - Alfa Romeo 147 / 2004 - Audi A8 / 2005 - Mercedes SLK / 2006 - Mercedes CLS / 2007 - Mercedes Classe E / 2008 - Audi TT / 2009 - Audi A4 / 2010 - Audi A5
0


A vitória da primeira picape compacta de cabine dupla fabricada em série no país marcou a volta da eleição da Picape do Ano da revista Autoesporte, após dois anos misturada aos utilitários.

A Fiat Strada derrotou a renovada Volkswagen Saveiro - que imitou a rival na cabine estendida, uma novidade lançada pela marca italiana em 1999 - por 205 a 200 pontos. Em terceiro ficou a Ford Ranger (campeã em 1998 e 2004), que adotou uma nova frente com faróis maiores e grade cromada para a linha 2010, com 148 pontos. A ex-bicampeã Toyota Hilux, última a vencer a categoria em 2006 e 2007 e que este ano ganhou motor a gasolina de 2.7 litros, ficou apenas com a quarta posição, somando 114 pontos.

Já falei da Strada Cabine Dupla em julho. Foi a primeira vitória da picape derivada do Palio e da própria Fiat na terceira eleição mais antiga da Autoesporte, criada em 1994 e suspensa nos últimos dois últimos, mas que regressa agora. Se a Strada foi pioneira na adoção das cabines estendida e dupla nas picapes compactas, não conseguiu o mesmo feito na eleição . A primeira pequena foi a Montana em 2003 (eleita a melhor para 2004). A Chevrolet também foi uma das duas marcas que mais venceram, ao lado da Ford, com quatro conquistas.




Galeria de campeãs:

1994 - Ford F1000 (nacional) / 1995 e 1996 - Chevrolet S10 (nacional) / 1997 - Chevrolet Silverado (Argentina) / 1998 - Ford Ranger (Argentina) / 1999 - Dodge Dakota (nacional) / 2000-2001 - Ford F-250 (nacional) / 2002 - Não houve / 2003 - Nissan Frontier (nacional) / 2004 - Chevrolet Montana (nacional e primeira compacta) / 2005 - Ford Ranger e 2006/2007 - Toyota Hilux (Argentina) / 2010 - Fiat Strada Cabine Dupla

0


A Hilux tinha sido a última vencedora da Picape do Ano que não acontecia desde 2007. Aliás, bicampeã. A picape argentina da Toyota teve a chance de ser tri na volta da categoria este ano, mas ficou em último lugar entre as quatro finalistas.

Para salvar a reputação da marca japonesa, a sua irmã "perua" SW4 foi eleita o Utilitário Esportivo do Ano (até 160 mil reais), conquistando um título inédito para ela e a Toyota na quarta categoria mais antiga da Autoesporte, criada em 1997.

A Hilux SW4 foi eleita graças ao lançamento dos motores a gasolina de quatro cilindros 2.7 litros 16v VVTi e V6 4.0, lançados este ano e ao pequeno face-lift efetuado no ano passado. O utilitário também está disponível com motor diesel D-4D 3.0. Já falei da SW4 no antigo fotolog Guscar 2, antes da reestilização da grade. Mais informações em http://www.toyotasw4.com.br/

A Hilux SW4 somou 170 pontos. O vice-campeão foi o renovado Pajero TR4, com 154. O japonês Suzuki SX4 e o cearense Troller T4, que foi comprado no início do ano pela Ford. dividiram o terceiro lugar com 122. A estreante chinesa Chery com o seu Tiggo importado do Uruguai ficou em quinto lugar com 99 pontos.


Galeria:

1997 - Ford Explorer / 1998 - Chevrolet Blazer / 1999 - Mercedes ML / 2000-2001 - BMW X5 / 2002 - Não houve / 2003 - Honda CR-V / 2004 - Ford Ecosport / 2005 - Volkswagen Touareg / 2006 - Land Rover Discovery / 2007 - Audi Q7 / 2008 - Ford Ecosport / 2009 - Chevrolet Captiva / 2010 - Toyota Hilux SW4

0



O luxuoso Audi Q7 foi eleito duas vezes o utilitário esportivo do ano pela Autoesporte. É um bicampeão em categorias diferentes. Em 2006 ele venceu na única premiação existente para o gênero na época, criada em 1997. No ano seguinte ganhou de novo, mas estreou a galeria de vencedores da categoria Premium, criada para modelos acima de 160 mil reais (150 na ocasião).

A partir do ano passado o Q7 deixou de ser novidade e ele ficou de fora dos finalistas, dando oportunidade para o rival BMW X6. Este ano, a Audi voltou, mas com um novo representante: o médio Q5, lançado no início deste ano no Brasil. E com ele, um utilitário esportivo da marca alemã dos quatro anéis volta a ser eleito o melhor do segmento.

O Q5 é vendido no Brasil com duas opções de motor: 2.0 TFSI Quattro, que custa R$ 229.230, e 3.2 FSI Quattro, de R$ 263.300. Logicamente entrou na categoria Premium, derrotando o "irmão" Volkswagen Tiguan por 199 a 164 pontos. De terceiro a quinto ficaram Volvo XC60 (127 pontos), Mercedes-Benz GLK (114 pontos) e o Mitsubishi Pajero Dakar (71 pontos), único de uma categoria maior. Todos já foram falados no Guscar, aqui ou no antigo endereço, inclusive o campeão Q5, do qual você pode obter mais informações no site http://www.audibrasil.com.br/pacotes/q5_spec.pdf


Outros vencedores:

0


A Audi sairia da noite do Carro do Ano com três tricampeonatos (Premium, Motor acima de 2.0 e Motor abaixo de 2.0) se o atual bicampeão 2.0 TFSI estivesse, ao menos, entre os finalistas, o que não aconteceu.


Na sua ausência quem fez a festa foi o 1.4 Turbo T-Jet da Fiat, vice-campeão do ano passado, perdendo exatamente para o 2.o da Audi. Projetado pela Fiat Powertrain Technologies (FPT), equipa o Punto e o Linea. Importado da Itália, o propulsor é a nova tendência para os próximos motores esportivos da marca italiana: potente (rende 152 cavalos), ágil e econômico. Seu torque máximo é de 21,1 kgfm entre 2.250 rpm e 4.500 rpm.


O motor T-Jet foi eleito entre os 11 jurados especializados (jornalistas e engenheiros) com 72 pontos. O vice-campeão foi o 2.0 VTEC do Honda Civic Si, com 61. O 1.0 Turbo do Smart foi o terceiro com 57 pontos. O Mini 1.6 Turbo com 52 pontos e o 1.8 VVTi do Toyota Corolla, que somou 33 pontos completam a classificação dos finalistas.




Outros campeões:

2007 - Chevrolet 1.4 Econo.Flex
2008 - VW/Audi 2.0 TFSI
2009 - VW/Audi 2.0 TFSI

0



Como na categoria Carro Premium a Audi também faturou o tricampeonato no Motor do Ano acima de 2.0. O vencedor foi o propulsor 3.0 V6 TFSI Compressor, que equipa o Audi A6. No ano passado venceu o 3.2 V6 e em 2007 o V8 4.2 do A8. Em 2006 ganhou o Boxer 3.6 da Porsche.

Pesando 189 kg e abastecido somente com gasolina o motor campeão tem exatamente 2.995 cm³ de cilindrada e rende uma potência de 290 cavalos, com torque máximo de 42,86 kgfm. Somou 81 pontos na premiação.

Em segundo lugar ficou o também seis cilindros em V da Volkswagen, de 3.6 litros, que equipa exclusivamente o Passat CC, aquele cupê de quatro portas inspirado no Mercedes CLS, com 59 pontos. Com quatro pontos a menos ficou em terceiro o 3.0 Biturbo da BMW, que está presente nos modelos 135i (hatch médio), 335i (sedã médio) e X6, o utilitário esportivo com forma de hatch eleito o Carro Premium do ano passado.

Com respectivos 42 e 38 pontos ficaram o Honda V6 3.5 do Accord e 0 V6 3.6 Alloytec do Captiva e do Omega, na quarta e quinta colocações.


Outros vencedores:


2007 - Porsche Boxer 3.6

2008 - Audi/VW V8 4.2

0

segunda-feira, 23 de novembro de 2009



Este ano a Autoesporte criou novas premiações como o Hall da Fama, o Carro Verde do Ano, o Executivo do Ano, Site do Ano e o Comercial de TV do Ano.


Para o primeiro foram homenageados João Augusto Conrado do Amaral Gurgel e Carlos Chiti. O primeiro, foi o engenheiro que quis criar o primeiro carro 100% brasileiro e morreu no início de 2009. Do sonho de Gurgel nasceram os jipes X-12, Xavante, Carajás, o elétrico Itaipu e os microcarros BR-800, Supermini e Motomachine. Infelizmente o lobby das grandes montadoras impediu a cobrança de impostos menores e seus carros, de construção artesanal, saíram pelo mesmo preço de um carro tradicional, de melhor qualidade. A Gurgel entrou em dificuldades financeiras e foi fechada em 1994. João Gurgel entrou em depressão e desenvolveu o Mal de Alzheimer. Foi representado na cerimônia de premiação no Credicard Hall por sua viúva Carolina Barbosa do Amaral Gurgel.

Já Carlos Chiti é administrador de empresas e sócio das indústrias Romi, que ainda existe como fabricante de ferramentas de usinagem, mas teve seu auge nos anos 50 quando fabricou o que seria o primeiro carro nacional. O Romi-Isetta, cuja fabricação foi incentivada por Chiti, só não ganhou a primazia porque não foi enquadrado como um carro de passeio, que deveria ter, no mínimo, duas portas. O Isetta só tinha uma na frente. Foi outro que sofreu com o lobby das grandes montadoras estrangeiras. Com problemas de saúde, Carlos Chiti, de 95 anos, foi representado pelo filho Eugênio Chiti.


O Renault Sandero inaugurou a galeria do Carro Verde do Ano de 2010. O presidente da Audi do Brasil, Paulo Sérgio Kakinoff foi o primeiro Executivo do Ano indicado pela revista, hoje pertencente à Editora Globo. A Fiat foi lembrada duas vezes nas novas categorias. O projeto interativo Mio Carro, que convida o usuário a criar um carro, foi o diferencial. Outro troféu da marca italiana foi para o divertido comercial do seu novo compacto importado Cinquecento, no qual o carrinho passeia por uma cidade futurista.





0

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Texto: Gustavo do Carmo
Fotos: Divulgação



O Rio de Janeiro precisou esperar seis meses para ter uma concessionária oficial da Smart, a marca de microcarros da Mercedes-Benz.

Por puro preconceito disfarçado de estratégia de mercado, a chegada oficial do compactíssimo de dois lugares smart fortwo (escrito assim mesmo, com letras minúsculas), nome do único modelo da marca criada pela Mercedes em parceria com a fábrica de relógios Swatch, aconteceu em apenas duas concessionárias instaladas em São Paulo. Uma a cinco metros da outra.

Agora o carioca não precisa mais sair da cidade e o fluminense do estado para comprar o carrinho. Na última quinta-feira foi inaugurado o primeiro ponto de venda no Rio de Janeiro, mais precisamente na Barra da Tijuca: o Smart Center AGO - tradicional concessionária do grupo Mercedes no Rio.

O smart fortwo tem um desenho irreverente e incomum comparado aos carros populares nacionais. Mede apenas 2,70m de comprimento e 1,56m de largura. O Ford Ka antigo, por exemplo, que ainda circula muito pelas ruas, media 3,62m e 1,63m. Isso facilita o estacionamento, pois o Smart cabe em qualquer vaga. Já a altura de 1,54m o deixa com uma aparência desengonçada, que pode fazer com que ele tombe em uma curva mais fechada se não for dirigido com cuidado. E não é exagero. Um simples vento lateral o faz balançar. Para garantir a segurança a Mercedes endureceu a suspensão e equipou o fortwo com controle eletrõnico de estabilidade.


Voltando a falar do estilo: o que o faz chamar atenção, além do tamanho, são os faróis pequenos e elípticos, as lanternas traseiras divididas em duas e as colunas de cor cinza ou preta. É que a proposta original do Smart, lançado em 1997 e já na segunda geração, era trocar a cor da carroceria como as pulseiras dos relógios Swatch (no Brasil, este conceito ficou mais popular nos relógios Champion). Porém, a legislação brasileira exige a combinação da cor original do carro com o documento e esta modularidade fica restrita a manutenção, como a troca de uma peça amassada ou arranhada.


Por dentro, um painel de desenho simples, forração das portas com montagem jovial e bem cuidada com bancos altos. O teto do Coupé é transparente fumê e em plástico como as portas da carroceria. O teto é fixo, mas se o sol estiver muito forte há uma tela retrátil. Na versão conversível, também disponível no Brasil, a capota de lona é elétrica e tem vidro na traseira. O porta-luvas não tem tampa, mas se prolonga até o lado do motorista, embora seja separado pelo console central, que é afastado do quadro de instrumentos. Este só tem o velocímetro, um display digital com informações da marcha utilizada, marcadores de combustível, temperatura do motor e as luzes indicadoras. Conta-giros e relógio estão acima do console central e são giratórios.

No assoalho está o módulo que abriga a alavanca do câmbio automatizado de cinco marchas e a chave de contato. A transmissão pode ser feita automaticamente ou de modo sequencial na alavanca ou nas borboletas do volante.

Como o nome já diz em inglês e até foi citado anteriormente, o fortwo só comporta dois passageiros, que ficam apertados lado a lado, em compensação dispõem de bom espaço para as pernas e cabeça. E o porta-malas de 220 litros tem boa capacidade para o seu porte. Agradeça isso à ausência do estepe, que foi substituído por um líquido de vedação do pneu para ser usado em caso de emergência. A tampa ainda é bipartida: abre o vidro (apenas no Coupé) e o para-choque, sendo que este ainda possui um porta-trecos em seu interior.

Abaixo do bagageiro - na traseira, mesmo - está o motor de três cilindros de 999 cm³ de volume, com turbocompressor e intercooler, duplo comando de válvulas, que são quatro por cilindro e rende 84 cavalos de potência. O capô frontal só guarda reservatórios de água e o filtro de ar.

O bloco de alumínio do motor associado ao plástico da carroceria deu leveza ao Smart, que pesa apenas 770 kg. Isso fez dele um carro ágil, que acelera de 0 a 100 km/h em 11,6 seg. e econômico, com média de 13,3 km/litro na cidade e 16,6 km/ na estrada. Só não abuse muito da velocidade, pois ele não passa dos 145 km/h. Os números são da revista Quatro Rodas.

O Smart fortwo vem equipado de série com ar condicionado automático, direção assistida eletromecânica, vidros, travas e retrovisores elétricos, travamento das portas em movimento, ajuste de altura do banco do motorista, rádio CD-Player com MP3, imobilizador, freios ABS, airbag duplo, controle de estabilidade e sistema automático de assistência no arranque em declive. Mas faltaram itens como alarme, regulagens de alcance e altura do volante e transmissão de dados via bluetooth.

O smart fortwo é importado nas versões Coupé e Cabriolet. Infelizmente é um brinquedinho de rico. O fechado custa, no Rio, R$ 59.900. O conversível é ainda mais caro: R$ 69.900. A versão Xclusive, mais esportiva, da Brabus, famosa preparadora alemã da Mercedes-Benz, também está no catálogo brasileiro. Tem motor de 98 cavalos e custa a partir de 80 mil reais.

Dos concorrentes do Smart só o Fiat 500 é vendido no Rio de Janeiro. Agora falta chegar o Mini.

1

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Texto: Gustavo do Carmo
Fotos: Divulgação, Pedro Simões, pelo Wikipedia (500 original) e Gustavo do Carmo (500 original em miniatura)

Carro econômico e barato, voltado para as classes mais baixas, ressuscita com equipamentos modernos, requinte, muito conforto e custando caro. Essa história começou com o Fusca, que virou New Beetle, e se repetiu com o inglês Mini Cooper e o italiano Fiat 500.

Este último foi lançado na Europa em 2007. Já falei dele no meu antigo fotolog Guscar 2 e foi até eleito o Carro do Ano no seu continente meses depois. Agora o Fiat 500 (chamado verbalmente de Cinquecento) chegou ao Brasil com dois desafios: se apresentar para o brasileiro, que mal conheceu a versão de 1957, e fazer valer a pena os seus 3,55m de comprimento, 1,63 m de largura, 1,49 m de altura e 2,30 m de distância entre-eixos, que acomodam apenas quatro passageiros e custam mais de 63 mil reais.

O Cinquecento é quase fiel ao 500 original, a não ser pelas arestas mais modernas nas janelas laterais com seus vidros e colunas escurecidos e na tampa traseira que antigamente abrigava o motor e tinha entradas de ar. Agora é apenas a porta do diminuto porta-malas de 185 litros. As lanternas também mudaram. Cresceram e ganharam moldura cromada em seu interior.


O motor Fire 1.4 de 16 válvulas e 100 cavalos de potência, único disponível no país, está na frente, como nos carros atuais e, por isso, o para-choque dianteiro tem grade. O antigo transformou-se num friso cromado ou na cor da carroceria, que só é dividido para abrigar a placa de licença. A frente fechada em relevo com o emblema e o friso 'bigode' cromado no centro também estão lá. Os faróis, antes redondos, agora são ovais e abrigam as luzes do pisca que no modelo antigo ficavam abaixo deles, onde hoje estão os faróis de neblina, também ovalados.


O interior também mescla visual retrô com moderno. O painel é clássico, com apliques na cor da carroceria externa, quadro de instrumentos pequeno, como aquele que o Fox acabou de abandonar, concentrando velocímetro, conta-giros, visor do computador de bordo e outros marcadores. A modernidade está no display do sistema de som, nos comandos de rádio e climatização no tablier, no volante de três braços, na alavanca de câmbio em posição elevada no console, nos porta-objetos e nos bancos anatômicos com apoios de cabeça redondos e revestimentos das portas.



Para justificar os R$ 63.860 pedidos pela versão Sport, a mais barata, com câmbio manual de seis marchas, a Fiat incluiu equipamentos de série dignos de carros maiores como freios ABS com EBD, sete air bags, Blue&MeTM, ESP + ASR + Hill Holder, ar-condicionado, direção elétrica Dual Drive (que tem dois modos de direção), trio elétrico, CD MP3, função Sport para o motor e direção, faróis de neblina, sensor de estacionamento, banco traseiro bipartido 50/50, volante em couro com comandos de rádio e rodas de alumínio aro 15. Com o câmbio automatizado Dualogic, que já equipa boa parte da linha nacional da Fiat, o Sport sai por R$ 67.980.

A outra versão é a Lounge, que se diferencia pelos frisos nos para-choques e suporte dos espelhos retrovisores externos cromados, as rodas de liga-leve estreladas e o teto de vidro fixo. Seus equipamentos de série são os mesmos do Sport adicionados ao ar-condicionado automático digital, banco do motorista com regulagem de altura, banco do passageiro com porta-objetos, retrovisores externos elétricos e volante revestido em couro. Custa entre R$ 65.920 (manual) e R$ 70.040 (Dualogic).



Os opcionais são os mesmos para as duas versões, como as rodas de 16 polegadas, o teto solar elétrico Sky Wind, retrovisor interno eletrocrômico e revestimento em couro. O kit adiciona mais R$ 7.375, o que pode jogar o Lounge com pintura metálica para R$ 78.241. As opções de cores são as sólidas Amarelo Birichino (exclusiva da Sport), Branco Caldo, Vermelho Sfrontado, as metálicas Azul Magnetico, Cinza Sfrenato e Preto Provocatore. Há ainda a perolizada Branco Gioioso, também só na Sport.

O Fiat 500 também pode ser incrementado com acessórios como minissaias laterais, spoilers dianteiro e traseiro, aerofólio na tampa traseira, frisos cromados, faixas adesivas laterais nas versões Itália e Sport (vermelha e preta) e faixa (vermelha e preta) no teto e no capô.

Montado na transversal, o motor Fire 1.4 16v, com seus 100 cv, encaixou no Cinquecento apenas para dar um fôlego na cidade. Seus destaques dinâmicos são o consumo e a frenagem. Pena que o nível de ruído é um pouco elevado.

Importado da Polônia, o Fiat 500 chega com garantia de dois anos para somente 150 concessionárias da marca nas principais cidades do Brasil, mas todas as concessionárias poderão fazer a manutenção.

Não será um carro para entrar nesse mercado competitivo de hatches que nós temos e sim para dar uma sofisticação à imagem da Fiat no país, mostrando que ela é capaz de oferecer veículos em sintonia com o exterior. Mas o nicho em que o Cinquecento se insere não está vazio, não. Em todo o Brasil vai enfrentar a concorrência do mexicano Volkswagen New Beetle. Em Curitiba e em São Paulo tem o Mini. Nosso estado vizinho também tem o Smart, de apenas dois lugares, sem visual retrô, que finalmente vai começar a ser vendido no Rio de Janeiro.

O Fiat 500 também vem para contrariar a minha previsão de que ele não seria importado oficialmente pela própria montadora.


0

sábado, 24 de outubro de 2009

Texto: Gustavo do Carmo
Fotos: Divulgação
Chevrolet Montana Conquest 1.4 vs. Fiat Strada Trekking Cab. 1.4 Estendida vs. VW Saveiro Trooper Cab. Est. 1.6
As picapes compactas são sempre as últimas da família a serem renovadas. Para transportar no mínimo 700 kg de carga com a mesma estabilidade e conforto dos hatches dos quais derivam, a suspensão e a estrutura da carroceria exigem muito trabalho dos projetistas. Por isso demoram tanto e raramente são modernizadas junto com as concorrentes.

Assim forma-se um ciclo no qual tem sempre a mais moderna e a mais ultrapassada. Claro que os outros carros também têm, mas as chances são maiores de lançamentos simultâneos. Atualmente a veterana e, aparentemente, mais frágil é a Courier, que não foi incluída neste comparativo. Como a Ford até hoje não se decidiu se sua picape será inspirada no Ecosport ou no Fiesta, a Courier ficou esperando mais de cinco anos pela sua sucessora e acabou abandonada e desatualizada.

A bola da vez, ou melhor, a mais moderna do momento é a Volkswagen Saveiro, que adotou o estilo do novo Gol, com a mesma frente e interior do hatch e do sedã Voyage mais toques esportivos próprios e pinçados das concorrentes como a cabine estendida da Fiat Strada e o apoio para o pé embutido na lataria externa da Chevrolet Montana, suas desafiantes nesta matéria. De inspiração da Volkswagen ela tem a área da caçamba e traseira robusta e arredondada, que a deixou com uma leve aparência da futura picape média Amarok. A assinatura do modelo fica no centro, acima do grande emblema VW.

A Montana é a segunda mais moderna com a sua carroceria de 2003 que só ganhou máscaras escuras nos faróis (também presentes na Saveiro e na Strada) e friso cromado na grade. O projeto da Strada é de 1998, com a última reestilização do ano passado, surgida no Siena em 2007. No entanto, além de inovar com a cabine estendida em picapes compactas, o modelo da Fiat é a primeira do porte também com cabine dupla, que já está disponível nas versões Adventure e Working, mas não foi levada em conta neste comparativo baseado no teste da revista Quatro Rodas de setembro.

As três picapes consideradas são a Strada Trekking 1.4 Flex, a Montana Conquest 1.4 Econo.Flex e a Saveiro Trooper 1.6 TotalFlex. Esta versão da Saveiro chama a atenção pelas rodas de aço pintadas de cinza escuro, máscaras negras nos faróis e adesivo como identificação. Na versão mais barata esta é feita de metal. Como a Strada, a picape da Volkswagen tem opção de cabine simples ou estendida como a analisada.

A Strada só se destacou na lista dos equipamentos de série que inclui direção hidráulica, computador de bordo, faróis de neblina, follow me home (que mantém os faróis acesos por alguns segundos), imobilizador, volante com regulagem de altura, entre outros. Custa R$ 42,478, mas neste preço estão incluídos ar condicionado, vidros e travas elétricas e pintura metálica. Só não é mais cara que a Saveiro, que sai por R$ 43.355, com os mesmos opcionais e equipamentos de série mais a regulagem de profundidade do volante e o banco do motorista com regulagem em altura que a Strada não tem. Enfim, a picape da Fiat ainda teve que dividir a única vitória com a Saveiro. A mais barata é a Montana, também equipada com os itens quase obrigatórios, que custa R$ 37.433, mas a sua direção hidráulica é opcional.

A Montana venceu cinco itens. Além do preço, tem o motor mais potente. Seu Econo.Flex 1.4 tem 105 cavalos abastecido com álcool e 101 cv com gasolina. O 1.4 da Fiat rende apenas respectivos 86/85 cv. O 1.6 da Saveiro tem 104 e 99 cv. No desempenho e no consumo a Montana empatou com a Saveiro. No primeiro, repetiu o empate na aceleração de 0 a 100 km/h, foi melhor na retomada e ficou atrás da VW na velocidade máxima. No consumo, levou vantagem, mas houve empate técnico. O quinto título da Montana é o de maior capacidade para a caçamba: 1.143 litros contra 800 lts da Strada e 734 lts da Saveiro, cuja tampa abre em dois estágios.

Por outro lado, a Saveiro tem a cabine interna mais espaçosa para as pernas e a cabeça do motorista e carona. Apesar do desenho simples do painel, seu acabamento também é o mais caprichado, tanto na qualidade do plástico, quanto na montagem do painel e forração de tecido nas portas. Dividindo as honras de desempenho e consumo com a Montana e no pacote de equipamentos com a Strada, voltou a ganhar sozinha no também já citado estilo, na frenagem e no nível de ruído, estes dois a 120 km/h, e na rede de concessionárias da Volkswagen, formada por 605 postos.
Com nove vitórias contra cinco da Montana e apenas uma da Strada, a Volkswagen Saveiro mostrou mais uma vez que a novidade é sempre a favorita, mas a Chevrolet deu um pouco de trabalho. A decepção foi a picape da Fiat, que já foi uma das mais modernas. O pior é que nem ela e nem a Ford Courier serão as próximas a se modernizarem: estão mais próximas as picapes do Peugeot 207 e do recém-lançado Chevrolet Agile, que se substituir a Montana pode tomar à frente do ciclo de modernidade.

Melhor em cada item:

PREÇO - Montana
MOTOR - Montana
DESEMPENHO - Montana e Saveiro
CONSUMO - Montana e Saveiro
SEGURANÇA - Saveiro
CONFORTO - Saveiro
CAÇAMBA - Montana
ESTILO - Saveiro
ACABAMENTO - Saveiro
ASSISTÊNCIA - Saveiro
ESPAÇO INTERNO - Saveiro
EQUIPAMENTOS - Strada e Saveiro

5

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Texto: Gustavo do Carmo
Fotos: Divulgação


A partir de agora, com o Agile, os brasileiros vão precisar se acostumar com modelos mais Chevrolet e menos Opel. E com um toque da sul-coreana Daewoo.

Projetado no Brasil, mas fabricado na Argentina, de onde é importado, o Agile teve as suas linhas antecipadas no protótipo GPix, apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo no ano passado. A frente é tipicamente Chevrolet: enorme, imponente, com grade dividida por uma barra na cor do carro e o emblema engravatado dourado no centro. A lateral que me desagradou com aquele aplique preto imitando caída cupê do teto. Mas é o que dá personalidade ao novo modelo. As lanternas invadem a lateral do carro. É aí que começam a aparecer os traços asiáticos. Ah! E nos faróis de desenho irregular, também, claro. O Agile mede 3,99m de comprimento, 1,68 m de largura; 1,47 m de altura e 2,54 m de entreeixos.



Por dentro a influência norte-americana é ainda maior. Saem o painel e os revestimentos bem acabados dos Opel para darem lugar a um console simples e forrações idem. A cabine dividindo claramente o ambiente entre passageiro e motorista, inspirado no Corvette, será o padrão estético interno da futura linha. Mas a qualidade do acabamento está mais próxima dos coreanos. As portas, por exemplo, têm muito plástico e pouco tecido.

No quadro de instrumentos, que lembra um manche de avião por causa do formato hexagonal, a novidade é a iluminação azul, chamada Ice Blue. Velocímetro e conta-giros foram organizados em cada extremidade, sendo que o último divide espaço com o marcador de combustível . No meio, o display do computador de bordo e do marcador digital de óleo. No console duas curiosidades: a primeira, no alto, é o GPS, vendido como acessório, com compartimento exclusivo. O ar condicionado tem display digital mas não é automático. Indica apenas o fluxo de ar. É mais pra enfeitar.
O maior atributo interno do Agile é o espaço interno, prioridade dos engenheiros da GM. E os alvos foram o VW Fox e o Renault Sandero, seus principais concorrentes. O porta-malas de 327 litros também é o maior da categoria, mas supera em apenas 7 litros o Sandero. Rebatido chega a 1.440 litros.


O único motor disponível, por enquanto, no novo compacto é o 1.4 EconoFlex, de oito válvulas que rende 102 cavalos quando abastecido com álcool e 97 cv com gasolina. No final do ano chega o 1.0. O câmbio é manual de cinco marchas. Sem querer fazer o trocadilho já clichê com o nome do carro, o novo Chevrolet não é tão ágil assim. Mas também não é uma carroça. Segundo a revista Quatro Rodas, o Agile acelera de 0 a 100 km/h em 12,8 segundos. A retomada entre 80 e 120 km/h é feita em 21,2 seg. A velocidade máxima, seu resultado mais decepcionante, é de 165 km/h.

Também decepcionou o consumo. Mesmo com gasolina fez média de 9,6 km com um litro. E olha que o número é da fábrica. Voltando a consultar a Quatro Rodas, o nível de ruído de 70 decibéis a 80 km/h também foi alto. Da mesma publicação a frenagem dos mesmos 80 km/h ficou em 26,9 metros. Seria pior se não tivesse freios ABS. O que pode ter prejudicado a dinâmica do Agile é a ausência do subchassi usado no Corsa 2, deixando o novo carro com a mesma plataforma do Celta, que por sua vez. é a mesma do Corsa de 1994.

O Chevrolet Agile é vendido em duas versões de acabamento: LT e LTZ. Outra inovação na nomenclatura para uma marca que já teve os nomes Joy, Maxx e Premium; GL e GLS e, num passado mais distante, SL, SE e SL/E.

Inicialmente, a versão básica LT não teria ar condicionado e nem vidros elétricos dianteiros e custaria cerca de R$ 35 mil. Mas de última hora a GM decidiu incluir os equipamentos no pacote com direção hidráulica, travas elétricas, banco do motorista com regulagem de altura, limpador traseiro, computador de bordo e controlador de velocidade (piloto automático). O preço subiu para R$ 37.708.

A LTZ custa R$ 39.601 e vem de série com os mesmos equipamentos do LT mais rodas de alumínio aro 15", faróis de neblina, MP3 player com Bluetooth e entradas USB e auxiliar, travas e vidros elétricos, alarme, volante com regulagem de altura, banco traseiro rebatível e dianteiro com encosto do passageiro reclinável.

O airbag frontal é o único opcional do LT e com ele seu preço sobe para R$ 38.930. O LTZ pode ser equipado também com bolsas infláveis, ABS com EBD (distribuição eletrônica de frenagem), luz de neblina e vidro elétrico traseiro. Sai por R$ 42 706.

As opções de cores sólidas são Branco Mahler, Preto Liszt e Vermelho Lyra. As metálicas, que custam R$ 809, são Prata Polaris, Bege Artio, Cinza Artemis, Verdes Hera e Hades, Azul Eros e Amarelo Carman, algumas delas ótimas oportunidades para fugir da ditadura do preto e prata.

O Agile não substitui o Corsa de imediato. Vai posicionar-se entre ele e o também cansado Astra. Mas tanto pode acontecer como não acontecer. E o exemplo não é só do Mille. Na própria GM tem o Classic que era o primeiro Corsa Sedan e que vai ganhar visual baseado no Chevrolet Sail chinês.

Primeiro fruto do projeto Viva, o Agile terá também uma versão picape como a Montana, um sedã e um crossover para concorrer com o Ford Ecosport. Pra começar, taí o hatch de quatro portas para concorrer de imediato com o Renault Sandero e a partir de novembro com o renovado VW Fox.

CONCORRENTES

Citroën C3 1.4 - R$ 38.960
Fiat Punto 1.4 ELX - R$ 40.900
Ford Fiesta - R$ 38.290
Renault Sandero 1.6 - R$ 39.290
VW Fox (atual) -R$ 43.o13


PONTOS FORTES

+ Estilo
+ Espaço interno
+ Porta-malas
+ Posição de dirigir
+ Preço e equipamentos


PONTOS FRACOS

- Desempenho
- Consumo
- Nível de Ruído
- Acabamento

Vale a pena? Sim.

0

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Texto: Gustavo do Carmo
Fotos: Divulgação
Dados de Teste: Revistas Quatro Rodas e Carro

Soul e Cerato são dois exemplos de que a Kia mudou radicalmente a imagem de carros rústicos, mal-acabados e de manutenção difícil que tinha no mercado brasileiro nos anos 1990. Tirando a Besta, da qual todo mundo guarda recordações, quem se lembra dos sedãs Sephia e Clarus?

O Soul é uma estranha novidade e o Cerato é a nova geração de um sedã médio que tinha participação muito discreta. Ambos chegaram badalados pelo eficiente marketing e dispostos a enfrentar em igualdade os japoneses da Honda.

Por isso eu decidi fazer um desafio dessas duas novidades da Kia contra os seus respectivos concorrentes fabricados no Brasil pela Honda: o monovolume Fit e o sedã City, ambos com motor 1.5 no acabamento EXL .

HONDA FIT EXL 1.5 16v x KIA SOUL 1.6 16v


A Kia lançou no último Salão de Frankfurt, na Alemanha, o monovolume Venga, com a missão de enfrentar o Jazz (como o Fit é conhecido na Europa). Aqui no Brasil a função de concorrer com o Honda, por enquanto, ainda cabe ao Soul, importado (mas que pode ser fabricado no país) que tem um design muito estranho para os padrões brasileiros e até mesmo para os europeus. Por isso, perde para o Fit no quesito design.

Seu perfil nitidamente 'caixote', na verdade, o coloca em um outro segmento que faz muito sucesso nos Estados Unidos e no Japão: o dos carros-cubo: aqueles visivelmente quadradões que são ao mesmo tempo um hatch, uma perua, uma minivan e um crossover. Seus verdadeiros concorrentes são o Honda Element, o Nissan Cube e o Scion xB ou Toyota bB.


Entrando no Soul você esquece do seu desenho estranho e passa a se sentir em um carro normal. O acabamento evoluiu bem, comparado aos antigos carros da Kia. Os plásticos têm boa aparência, mas o fabricante pecou por não fazer nenhum revestimento de tecido nas portas. O que estraga também são os porta-objetos pintados internamente de vermelho. Muito chamativos como a carroceria. Mas vejamos pelo lado prático: têm tampas para esconder o mico e ajudam na localização dos objetos em lugares com pouca luz. Assim, o Fit venceu a primeira.

O Soul começa a reagir e é mais silencioso e espaçoso do que o Fit. No interior o "carro-design" da Kia só perdeu no porta-malas de 340 litros. O Fit tem 384, ainda assim pequeno para a proposta que tem.

O motor 1.6 16v do Soul tem 124 cavalos de potência. Superior a do Honda, que tem 115 cv com gasolina e 116 com álcool. Pena que o coreano só é movido a gasolina. O bicombustível só chega no final do ano que vem. Como o critério é a potência, o Soul leva. Leva também a vitória no consumo. Média de cerca de 12 km/litro, segundo a revista Quatro Rodas. No desempenho houve o primeiro empate do comparativo. Como só obtive números de câmbios diferentes, o Kia manual foi melhor na aceleração e o Honda automático na retomada.

A quarta das seis vitórias do Fit ocorreu na frenagem, que define o quesito da segurança. Pisando no freio a 80 km/h o monovolume da Honda parou em 26,1 metros, segundo a Revista Carro. contra 27,2 do Soul na mesma velocidade, mas pela Quatro Rodas.



Entrando na reta final do comparativo, vamos para o pós-venda. A Kia oferece mais garantia: cinco anos ou 100.000 km contra três anos ilimitados do Honda, que vence na assistência por ter uma rede de concessionárias maior, sendo 142 contra 104 da marca sul-coreana. Não considero a garantia por causa da estratégia de marketing.

O Fit confirma a vitória no comparativo por ter mais equipamentos de série exclusivos e interessantes do que o Soul. Ambos têm ar condicionado, direção elétrica progressiva, trio elétrico, volante com regulagem de altura, banco do motorista com regulagem de altura, rádio com CD Player, mp3, entrada para USB e iPod e comandos no volante, faróis de neblina, apoio de cabeça para todos os ocupantes, airbag duplo e freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem. Entretanto, o Honda se destaca por ter ar condicionado digital, regulagem de profundidade do volante, computador de bordo, piloto automático e cintos de segurança para todos os ocupantes. O Kia Soul só se destaca pela interessante câmera no para-choque traseiro com projeção no retrovisor interno quando acionada a marcha-a-ré.

Para quem está satisfeito com os equipamentos do Kia Soul ele é mais barato do que o Honda Fit, mesmo na versão mais completa: R$ 60.900 com câmbio manual e R$ 66.900 com transmissão automática contra R$ 62.670 e 68.455, já com o IPI aumentado.

Separando o preço dos equipamentos na contagem geral o Soul não resistiu ao Fit e perdeu por 6 a 5.

PREÇO - Soul / MOTOR - Soul / DESEMPENHO - EMPATE / CONSUMO - Soul / SEGURANÇA - Fit / CONFORTO - Soul / PORTA-MALAS - Fit / ESTILO - Fit / ACABAMENTO - Fit / ASSISTÊNCIA - Fit / ESPAÇO INTERNO - Soul / EQUIPAMENTOS - Fit


HONDA CITY EXL x KIA CERATO 1.6 16v

A primeira geração do sedã Kia Cerato, lançada em 2006, queria concorrer com os recém-lançados Renault Mégane e Honda Civic, mas não tinha qualidade a altura dos rivais. Acabou com uma participação discreta no mercado brasileiro. A versão reestilizada chegou este ano totalmente diferente na carroceria de 4,53m de comprimento e 2,65m de entre-eixos, e também no interior, mas com o mesmo objetivo: enfrentar novamente o Civic, o Mégane e também, desta vez, o renovado Toyota Corolla e o estreante Fiat Linea.

Acontece que a Honda lançou um novo sedã para disputar o segmento dos compactos, mas saiu tão caro que se tornou um concorrente inesperado para o Cerato: o City, de 4,40m de comprimento e 2,55m de entre-eixos. Lançado em agosto, seria fabricado na Argentina mas acabou virando nacional de Sumaré (SP). Poderia ser chamado de Civic Júnior.

Os dois carros são modernos e bonitos mas não têm desenho muito original. Criado por um ex-designer da Audi, o estilo do Cerato tem faróis que lembram o Civic japonês (cujo quais são mais recortados), perfil do antigo Citroën Xsara e lanternas traseiras lembrando a antiga patroa de Peter Schreyer. Construído sobre o chassi do monovolume Fit, o City ganhou faróis do irmão maior Civic, grade do híbrido estrangeiro Insight e perfil e traseira do BMW Série 3.

Ao compará-lo a um modelo que saiu de linha há mais de cinco anos não quis dizer que o Cerato é antiquado, mas tende a se desatualizar mais rápido que o rival, que empolga mais quando é visto, principalmente ao vivo.

O City venceu de novo no acabamento, pois tem mais revestimento nas portas. O Cerato, infelizmente, não repetiu a boa qualidade do Soul, mas também não é rústico como os modelos da Kia nos anos 90. O console central e outros detalhes têm cobertura em aço escovado, o display vertical dos comandos do rádio e climatização é inspirado nos carros da Volvo e o braço central do volante é vazado como virou moda.


A Honda corrigiu o deslize do porta-malas de hatch compacto do Civic e caprichou na capacidade de bagageiro do City, disponibilizando 504 litros, bem mais que os 415 litros do Cerato que compensa no espaço para os passageiros de trás, embora esta vitória tenha vindo na altura e na largura.

O Cerato dominou os itens de mecânica e comportamento. Como o Soul, ele também ainda não tem um motor flex, o que o prejudica no mercado, mas seu motor a gasolina 1.6 16v, o mesmo do utilitário, tem 126 cavalos, onze a mais que os 115cv do City com gasolina. Com álcool a potência é de 116cv. Testados pela revista Quatro Rodas com câmbio automático (de quatro marchas no Kia e de cinco com controle borboleta no volante no Honda), a vantagem do Cerato foi tão mínima que eu declarei empate. A maior diferença foi na aceleração de 0 a 100 km/h: 12,4 contra 12,9 seg. Na arrancada até 1 km a vitória de 33,9 a 34 seg. e na retomada de 80 a 120 kmh, 9,5 contra 9,7 seg. Outras duas vitórias do Cerato foram no consumo e na frenagem. Na cidade, ele andou 10,5 quilômetros com um litro de gasolina contra 8 km/l de álcool do Honda, testado apenas com este combustível. Na estrada, a média foi de 13,9 km/l contra 10,4 km/l. A 120 km/h ele para totalmente em 57,1 metros contra 58 do City, segundo a Quatro Rodas.

A Kia também oferece cinco anos ou 100 mil km de garantia para o seu sedã médio, contra três anos ilimitados da Honda, mas a marca japonesa tem mais revendas do que a sul-coreana: 156 contra 104.

Com o fim do desconto do IPI, os preços dos carros subiram. Completo, o Cerato agora custa R$ 58,8 mil, muito mais barato que os R$ 71.860 pedidos pelo City. Ambos trazem de série ar-condicionado digital, direção assistida, vidros, travas e retrovisores elétricos, airbag duplo, CD player compatível com MP3 dotado de entradas auxiliar e USB, comandos do som no volante, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo e alarme na chave, repetidores de seta nos retrovisores, freios ABS (antitravamento) com EBD (distribuição da força de frenagem), faróis de neblina e rodas de liga leve de 16”.

O City tem a mais assistência elétrica de direção (que é mais confortável em manobras), ajuste da profundidade da coluna de direção e revestimento dos bancos em couro, mas ainda assim a diferença de preço é muito grande.

Na segunda parte do desafio comparativo entre Honda e Kia houve um empate em 5 a 5 nos quesitos. Só que entre os sedãs o melhor custo-benefício foi do sul-coreano Cerato, que mesmo se tivesse os itens que o City tem a mais não custaria tão caro assim.


PREÇO - Cerato / MOTOR - Cerato / DESEMPENHO - EMPATE / CONSUMO - Cerato / SEGURANÇA - Cerato / CONFORTO - EMPATE / PORTA-MALAS - City / ESTILO - City / ACABAMENTO - City / ASSISTÊNCIA - City / ESPAÇO INTERNO - Cerato / EQUIPAMENTOS - City

6

últimos posts

Tópicos

Lançamento Nacional (206) História (132) Volkswagen (126) Chevrolet (120) Ford (107) Lançamento Internacional (87) Fiat (86) Carro do Ano (83) Comparativos (81) Retrospectiva (71) Em Breve no Brasil (64) Honda (52) Renault (49) Toyota (49) Hyundai (47) Peugeot (47) Sonhos de Consumo (45) Citroën (44) Nissan (42) Especial (38) Audi (37) Baba Brasil (35) Mercedes (35) Kia (31) BMW (29) História em Fotos (26) História em Miniatura (23) Lembra de mim? (23) No Mercado (22) Cruze (20) Motor do Ano (19) Gol (18) Volvo (18) Corolla (17) Focus (17) JAC (17) Mário Coutinho Leão (17) Opel (17) Editorial (16) Ka (16) Pré-estreia (16) Rádio Motor (16) Analisando (15) Civic (15) Fiesta (15) Golf (15) Ecosport (14) Jeep (13) Mitsubishi (13) Fox (12) Palio (12) Salão de Genebra 2014 (12) Carro do Ano 2013 (11) Carro do Ano 2014 (11) Carro do Ano 2015 (11) Fit (11) Guscar em Genebra (11) HB20 (11) Polo (11) Retrospectiva 2016 (11) Retrospectiva 2018 (11) Uno (11) up! (11) 3008 (10) Carro do Ano 2010 (10) Carro do Ano 2011 (10) Corvette (10) Jaguar (10) Suzuki (10) Utilitário do Ano (10) Avaliação (9) Carro do Ano 2012 (9) Carro do Ano 2018 (9) Chery (9) March (9) Onix (9) Retrospectiva 2017 (9) i30 (9) 500 (8) C3 (8) Carro Premium (8) Carro do Ano 2016 (8) City (8) Dodge (8) Duster (8) McLaren (8) Mustang (8) Prêmios Suplementares (8) Retrospectiva 2015 (8) Siena (8) Sportage (8) 208 (7) Alfa Romeo (7) CR-V (7) Cerato (7) Fluence (7) Jetta (7) Land Rover (7) Melhores do Ano (7) Mini (7) Porsche (7) Ranger (7) Renegade (7) S10 (7) Salão de Genebra 2012 (7) Seat (7) Versa (7) Voyage (7) 308 (6) Accord (6) Aircross (6) Bentley (6) C4 (6) Carro do Ano 2017 (6) Etios (6) Ferrari (6) Fusion (6) Lamborghini (6) Passat (6) Picape do Ano (6) Punto (6) Salão de Xangai (6) Sandero (6) Saveiro (6) Sentra (6) Strada (6) Toro (6) Tracker (6) 408 (5) 508 (5) A3 (5) A5 (5) Campeões de Audiência (5) Classe A (5) Classe E (5) Clube dos Quinze (5) Cobalt (5) Eles são 10! (5) Equinox (5) Escort (5) Frontier (5) Guscar MOTO (5) HR-V (5) Hilux (5) Lifan (5) Logan (5) RAV4 (5) Salão de Pequim 2014 (5) Série 3 (5) Teste de pista (5) 2008 (4) A4 (4) Agile (4) Amarok (4) Astra (4) Captiva (4) Captur (4) Classe C (4) Corsa (4) DS4 (4) Edge (4) Especial Crossovers (4) Fusca (4) GLE (4) HB20S (4) Hilux SW4 (4) Ibiza (4) Jumpy (4) Kicks (4) L200 (4) Livina (4) Mini Cooper (4) Mégane (4) Opala (4) Optima (4) Picanto (4) Polara (4) Prisma (4) Q3 (4) S60 (4) Sonic (4) Swift (4) Série 1 (4) Vitara (4) Willys (4) XE (4) 911 (3) A1 (3) AMG GT (3) Ayrton Senna (3) Bravo (3) Camaro (3) Camry (3) Celta (3) Chevette (3) Classe ML (3) Clio (3) Compass (3) Continental GT (3) Creta (3) DS3 (3) Direto do Arquivo (3) Discovery (3) Expert (3) Fim de Temporada (3) GLC (3) Giulia (3) J3 (3) Kadett (3) Malibu (3) Mobi (3) Monza (3) Omega (3) Outlander (3) P1 (3) Panamera (3) Parati (3) Prius (3) QQ (3) Salões (3) Santa Fe (3) Sorento (3) T-Roc (3) T5 (3) TT (3) Tiggo (3) Tiguan (3) Tucson (3) Utilitário do Ano 2011 (3) Vectra (3) Veloster (3) X60 (3) XC40 (3) XC90 (3) Yaris (3) 147 (2) 164 (2) 405 (2) 5008 (2) 507 (2) A8 (2) ASX (2) Adam (2) Aero (2) Altima (2) Argo (2) Arona (2) Azera (2) Bentayga (2) Bolt (2) Brasília (2) C1 (2) C4 Cactus (2) C4 Lounge (2) C4 Picasso (2) CLA (2) Calibra (2) Carro Verde do Ano (2) Challenger (2) Chrysler (2) Classe B (2) Classe S (2) Classic (2) Corcel (2) Cronos (2) DS5 (2) Daewoo (2) Datsun (2) Dauphine (2) Elantra (2) Elba (2) Espero (2) Estão comentando (2) Fiorino (2) GLA (2) Genesis (2) Go (2) Golf Variant (2) Importados de Ontem (2) Insignia (2) J2 (2) J5 (2) J6 (2) Journey (2) Kadjar (2) Kombi (2) La Ferrari (2) Lancia (2) Leaf (2) Linea (2) Logus (2) Maverick (2) Mazda (2) Mille (2) Mini Clubman (2) Mondeo (2) Montana (2) Motor do Ano 2011 (2) Motor do Ano 2013 (2) Motor do Ano 2014 (2) Motor do Ano 2015 (2) Motor do Ano 2016 (2) Motor do Ano 2017 (2) Motor do Ano 2018 (2) Oroch (2) Pajero Dakar (2) Pontiac (2) Pré-estréia (2) Q5 (2) Qoros (2) RS6 (2) Range Rover (2) Rinspeed (2) S-Cross (2) Santana (2) Senna (2) Silverado (2) Skoda (2) Smart fortwo (2) Soul (2) Spacefox (2) Symbol (2) Série 2 (2) Série 4 (2) Série 5 (2) Série 8 (2) T-Cross (2) T6 (2) Tipo (2) Touareg (2) Transit (2) Twingo (2) Utilitário do Ano 2010 (2) Utilitário do Ano 2013 (2) Utilitário do Ano 2014 (2) Utilitário do Ano 2015 (2) V40 (2) V90 (2) Vectra GT (2) Veneno (2) Virtus (2) Volkswagen Jetta (2) Volt (2) X1 (2) X3 (2) X6 (2) ZX (2) i8 (2) 107 (1) 108 (1) 124 Spider (1) 155 (1) 156 (1) 159 (1) 203 (1) 206 (1) 207 Passion (1) 2CV (1) 300C (1) 301 (1) 4008 (1) 401 (1) 402 (1) 403 (1) 404 (1) 406 (1) 407 (1) 4C (1) 500X (1) 504 (1) 505 (1) 530 (1) 570GT (1) 650S (1) 75 (1) A Concept (1) A6 (1) Alaskan (1) Ami (1) Ampera (1) Anísio Campos (1) Apollo (1) Arteon (1) As Belas do Salão (1) Aston Martin (1) Audi A3 Sedan (1) Aygo (1) B-Max (1) BMW K 1300 R (1) Bertone (1) Blazer (1) Brivido (1) Bugatti (1) C-Elysée (1) C-XR (1) C3 Picasso (1) C5 (1) Cadenza (1) Cambiano (1) Capri (1) Carens (1) Carro Premium 2010 (1) Carro Premium 2011 (1) Carro Premium 2012 (1) Carro Premium 2013 (1) Carro Premium 2014 (1) Carro Premium 2015 (1) Carro Premium 2016 (1) Carro Premium 2017 (1) Carro Premium 2018 (1) Carro Superpremium do Ano (1) Carro Superpremium do Ano 2018 (1) Carro do Ano 2019 (1) Carros Antigos (1) Cee'd (1) Celer (1) Cherokee (1) Citigo (1) Classe G (1) Classe X (1) Clubman (1) Colorado (1) Concept Coupé (1) Concept Estate (1) Concept XC Coupé (1) Continental (1) Cordoba (1) Cross Coupé (1) Crossland X (1) Cullinan (1) D-Max (1) DS 6WR (1) Dacia (1) Dacia Logan (1) De olho na Notícia (1) Del Rey (1) Delta (1) Direto da Tela (1) Divulgação (1) Doblò (1) Dock+Go (1) E-Pace (1) E-Type (1) EC7 (1) Eclipse (1) Eclipse Cross (1) Emerge-E (1) Enjoy (1) Entre linhas (1) Eos (1) Equus (1) Espace (1) Evoque (1) Explorer (1) F-Type (1) FF (1) Face (1) Faróis (1) Ferrari 812 Superfast (1) Fiat Coupé (1) Fiat Uno Turbo i.e. (1) Fiat. Ford (1) Firebird (1) Ford GT (1) Ford T (1) Ford. Ka (1) Freemont (1) GS (1) GT4 Stinger. Soul (1) GTC4Lusso (1) Geely (1) Ghibli (1) Giulietta (1) Guscar 10 Anos (1) Hall da Fama Autoesporte (1) Hi-Cross (1) Hoggar (1) Honda CB 600F Hornet (1) Huracan (1) I-Oniq (1) I-Type (1) Idea (1) Inca (1) Infiniti (1) Intrado (1) Invitation (1) Isuzu (1) Italdesign (1) KAWASAKI Z300 (1) KTM 390 Duke (1) Karl (1) Kawasaki (1) Kawasaki Ninja 250R (1) Kawasaki Ninja 300 (1) Koleos (1) Kona (1) Kuga (1) LF320 (1) LF620 (1) Lexus (1) Lincoln (1) Lodgy (1) Lotus (1) MX3 (1) Maserati (1) Matérias Especiais (1) Mercedes. A3 (1) Meriva (1) MiTo (1) Mii (1) Miura (1) Model S (1) Mokka (1) Motor do Ano 2010 (1) NMC (1) NS4 (1) NSX (1) New Beetle (1) Nexon (1) Notícias (1) Nuccio (1) Oldsmobile (1) Pacifica (1) Pajero (1) Picape do Ano 2010 (1) Picape do Ano 2011 (1) Picape do Ano 2013 (1) Picape do Ano 2014 (1) Picape do Ano 2015 (1) Picape do Ano 2016 (1) Picape do Ano 2017 (1) Picape do Ano 2018 (1) Pininfarina (1) Ponto a Ponto (1) Proace (1) Prêmio (1) Pulsar (1) Q2 (1) Qoros 2 (1) Qoros 3 (1) RX (1) RX7 (1) Raridade (1) Rolls-Royce (1) Romi (1) Romi Isetta (1) S18 (1) S90 (1) SL (1) SLK (1) SP2 (1) SVX (1) SX4 (1) SXC (1) Scirocco (1) Scudo (1) Scénic (1) Smart (1) Smart forfour (1) Sonata (1) Spin (1) Ssangyong (1) Subaru (1) Sunny (1) Série 6 (1) Série 7 (1) T40 (1) T8 (1) Talisman (1) Tata (1) Tempra (1) Tempra Pick-up (1) Tesla (1) Teste de Consumo (1) Tigra (1) Tiida (1) Toledo (1) Toronado (1) Tourneo (1) Toyota Corolla (1) Trailblazer (1) Trax (1) Urus (1) Utilitário do Ano 2012 (1) V60 (1) Vale a Pena? (1) Vario (1) Vedette (1) Veraneio (1) Versailles (1) Vezel (1) Viaggio (1) Vision C (1) Vito (1) Volkswagen GOLF (1) Volkswagen Gol Comfortline 1.0 (1) Vídeos (1) Wrangler (1) X-ChangE (1) X2 (1) XC60 (1) XF (1) XIV-2 (1) Yamaha XT 600Z Ténéré (1) Yamaha YBR 250 Fazer (1) Z4 (1) Zest (1) Zoe (1) ix35 (1) recall (1)