
Avaliado virtualmente pelo Guscar na matéria anterior, o SUV elétrico e Vitara não é oficialmente uma nova geração do tradicional jipe da Suzuki, mas pode ser incluído na sua história, que começou em 1988 e tem quatro gerações. O Vitara já teve motores 1.0, 1.6 e 2.0 a gasolina. 2.0 e 1.9 diesel e V6 2.0, 2.5, 2.7 e 3.2, esta última chegando a 232 cavalos. O câmbio automático começou com três marchas e chegou a seis. A tração integral era de série, depois passou a ser opcional, com reduzida, operada pela alavanca até chegar ao All Grip de hoje, também usada no elétrico. Já a tração normal era traseira e na quarta geração passou a ser dianteira.
1a Geração (1988-1997. 1991 no Brasil)
O Suzuki Vitara nasceu como um pequeno jipe valente de 3,62m de comprimento, 2,20m de entre-eixos e duas portas, baseado no chassi do Samurai (o antecessor do Jimny) e era chamado de Escudo no Japão. Tinha motor 1.0 de 56 cavalos na versão básica JA e 1.6 8v de 80 cv com tração integral na JX e JLX. O câmbio automático, oferecido no mercado norte-americano e japonês, tinha três marchas.
Em 1995, o mercado europeu ganhava um motor turbodiesel 2.0 de 71 cv. Nos Estados Unidos surgia no ano seguinte a versão Sport do Sidekick, com motor 1.8, 16 válvulas e 120 cv, rodas de alumínio de 16 pol, pintura em dois tons e bolsas infláveis frontais, enquanto ABS nas quatro rodas estava disponível para todos. Essa não foi a versão mais potente do modelo, pois em 1994 havia sido lançada a unidade de seis cilindros em “V”, 2.0 litros, 24 válvulas e 136 cv para o jipe de cinco portas.
| GEO Tracker, modelo vendido na América do Norte pela extinta divisão de baixo custo da General Motors. |
Já na primeira geração, o Vitara foi vendido na América do Norte pela General Motors como Tracker, mas usando uma marca barata do grupo, a GEO.
2a Geração (1998-2005. 1999 no Brasil)
A segunda geração, chamada Grand Vitara, lançada em 1998, tinha estilo mais arredondado e aumentou o comprimento para 4,14 metros na versão de quatro portas. O estepe continuava na tampa traseira, que abria para o lado da calçada no Japão. A versão de duas portas, com teto de lona continuou na linha, mas não veio para o Brasil. Nos Estados Unidos, a versão curta era chamada simplesmente de Vitara.
Os motores eram o 1.6 16v de 97 cv, o 2.0 de 128 cv e um V6 2.5 de 155 cv, todos a gasolina. Alguns mercados também tinham o 2.0 turbodiesel. O câmbio automático de quatro marchas era opcional. A mudança de tração traseira para integral com reduzida ainda era feita com uma alavanca.
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| Grand Vitara XL7 |
O Grand Vitara da Suzuki chegou aqui em 1999. Dois anos depois chegou o Grand Vitara XL7, uma versão esticada de 7 lugares, com motor V6 2.7 de 173 cv, com opção de câmbio manual ou automático e tração traseira ou integral, esta temporária e com reduzida..
| Chevrolet Tracker |
O segundo Vitara passou a ser, com extinção da bandeira Geo da General Motors, a primeira geração do Chevrolet Tracker, que foi lançado no Brasil em 2001, importado da Argentina até 2004, voltando depois em 2006 e ficando até 2009.
3a Geração (2005-2015. 2008 no Brasil)
Em 2002, a Suzuki deixou o Brasil, mas voltou seis anos depois, exatamente com o Grand Vitara, já na terceira geração, retomando as linhas retas. Ainda tinha estepe na tampa do porta-malas, mas sua aparência já era de um SUV luxuoso de quatro portas e o protetor do pneu sobressalente era de alumínio. No face-lift de 2014, chegou sem o estepe externo. No exterior, continuou sendo produzido na versão de carroceria curta.
A terceira geração trocou a construção sobre chassi por uma estrutura monobloco, deixando-o mais confortável, como vários dos seus concorrentes. A carroceria passou a ter 4 metros na versão curta de duas portas e 4,47 metros na de quatro, a distância entre-eixos aumentou para 2,44 e 2,64 m, respectivamente.
Os motores eram o 1.6, de 16 válvulas de 106 cv, oferecido no modelo curto, o 2.0 de 140 cv, o 2.4 de 169 cv (com quatro cilindros) e um V6 2.7 com 24 válvulas e 185 cv para a longa. A versão turbodiesel usava uma unidade Renault 1.9 e 129 cv. Para o Brasil, onde chegou em 2008, veio com o motor 2.0 com câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro. A tração era 4x4 integral com opção de reduzida, agora acionado eletronicamente por um botão.
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| Suzuki XL7 de segunda geração |
Para a linha 2009, o motor V6 passou a ser 3.2 litros, 24 válvulas e comando variável das válvulas, com 232 cavalos de potência, associado a um câmbio automático de cinco marchas. O motor 2.4 também ganhou variação do comando das válvulas. O XL7 passava a ser um modelo independente da linha Vitara.
4a Geração (2015. 2016-2021 no Brasil)
Em 2015 foi lançada a quarta geração, que perdeu o prenome Grand e chegou ao nosso país no ano seguinte. Seu visual passou a ser de um crossover careta, inspirado nos Land Rover (mas que lembrava o chinês Lifan) e tinha carroceria com pintura "saia e blusa", com a opção de cores vivas, como azul, laranja e vermelho, e, definitivamente, sem o estepe externo. No exterior, ele também perdeu as versões curtas.

A carroceria encolheu, com o comprimento passando a 4,18 metros e a distância entre-eixos baixando para 2,50 m. Havia três opções de grade, uma quadriculada, mais simples, outra com aletas horizontais e a mais sofisticada com filetes verticais, lembrando o face-lift do Suzuki S-Cross, com quem o quarto Vitara dividia a plataforma.
O interior, antes atraente, foi simplificado com plástico duro e aplique na parte central do painel, no console e no volante nas cores cinza e vermelho. As saídas de ar eram redondas e entre as do centro havia um relógio.
A versão vendida no Brasil tinha um motor 1.6 16v de 126 cv e um 1.4 Turbo de 146 cv. Mas no exterior tinha um 1.0 turbo de 111 cv e versões híbridas leves, com motor 1.4 turbo e híbrida plena com um 1.5 de 101 cv e 117 cv de potência combinada, além de um motor a diesel 1.6 de 120 cv. O câmbio podia ser manual de cinco marchas ou automático de seis. A tração era dianteira ou 4x4 com o sistema All Grip, que seleciona a melhor superfície para rodar.
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| Suzuki Vitara 2024 |
No Brasil, o Vitara deixou de ser importado em 2021, mas no exterior ganhou dois face-lifts: um em 2018 e outro em 2024.
Na Índia, o Grand Vitara ressurgiu como um face-lift mais profundo do Vitara, com a mesma plataforma. Tem versões com motores híbridos leve e convencional. No primeiro caso é um 1.5 com uma pequena bateria de íons de lítio para render 102 cavalos. A versão híbrida completa tem um 1.5 de ciclo Atkinson de 92 cv associado a um elétrico de 79 cv, gerando 116 cv de potência combinada. O câmbio é CVT.
Suzuki e Vitara (2024. 2026 no Brasil)
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| Suzuki eVX Concept |
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| Toyota Urban Cruiser |
O e Vitara não é claramente a quinta geração do jipe lançado em 1988. É o primeiro Suzuki elétrico produzido em larga escala. Foi desenvolvido a partir do conceito eVX, apresentado na Índia em 2023. A versão definitiva foi lançada em Milão, no ano seguinte. Tem uma versão Toyota chamada Urban Cruiser.
O estilo é futurista, situado entre um cupê e um hatch. A maçaneta da porta traseira fica na coluna. A carroceria mede 4,28 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,64 m de altura e 2,70 m de distância entre-eixos. O interior tem as habituais telas do multimídia e instrumentos destacadas em formato de tablet, mas o painel tem bancada arredondada com saídas de ar retangulares curvadas.
Tem equipamentos de conforto como ar condicionado digital, mas de uma zona, teto solar panorâmico fixo, ajuste elétrico do banco do motorista, os dianteiros com aquecimento, quadro de instrumentos eletrônico, carregador de celular por indução e sistema de som Harman Kardon. Para a segurança é oferecido o pacote ADAS, com piloto automático adaptativo (ACC), frenagem automática de emergência, alerta de pontos cegos, assistência de permanência em faixa e alerta de tráfego cruzado traseiro, além de sete airbags e freio de estacionamento eletrônico.
O e Vitara tem dois motores elétricos: um dianteiro, de 174 cavalos e 19,6 kgfm e outro traseiro, de 65 cv e 11,6 kgfm, que serve para dar a tração nas quatro rodas. A potência combinada é de 184 cv. São os dois motores que viabilizam a tração integral, que tem o sistema All GripE. O câmbio tem apenas uma marcha. Foi lançado no Brasil agora em 2026 custando R$ 270 mil, mas com preço promocional de R$ 220 mil, mais caro do que carros chineses, que dominam o mercado, mas mais barato do que concorrentes de outros países.
TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO

































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