Em meio a tantos carros elétricos chineses, o Suzuki e Vitara (escreve-se assim mesmo, com letra e minúscula e sem hífen) elétrico 4x4 é um oásis mais acessível entre as marcas fora do país que criou a Covid-19. Custa R$ 220 mil. A outra opção é o sul-coreano Kia EV3, que será vendido no mercado brasileiro, mas que ainda não tem preço.
Recém-lançado no país, o Toyota Bz4x é muito caro, na faixa dos R$ 400 mil, assim como o Ford Mustang Mach-E. Para quem quer fugir dos chineses, também tem no mercado o Kia EV5 (R$ 310 mil), o Chevrolet Equinox EV (R$ 350 mil), o Mercedes EQA (R$ 370 mil), o Chevrolet Blazer EV (R$ 503.190) e o Kia EV9, que custa R$ 710 mil, tão caro quanto os outros carros das marcas premium que eu não vou nem citar.
O Chevrolet Spark, que custa R$ 145 mil, realmente é mais barato que o Suzuki, mas é chinês, tal como o Captiva EV (R$ 200 mil). A Volvo é controlada por uma marca chinesa, a Geely. Por isso, faz parte da minha lista de boicote.
Neste texto vou analisar ponto a ponto o e Vitara 4x4, que agora é o único Suzuki vendido no Brasil, já que o S-Cross e o Jimny deixaram de ser importados. O nome é apenas uma homenagem ao clássico utilitário da marca e não se trata de uma nova geração. Vou compará-lo com o Kia EV3, apenas como referência, pois não é um comparativo.
Estilo
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Acabamento
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O painel recorre aos já manjados dois tablets horizontais de 10 polegadas, mas o desenho da bancada é mais elaborado, com quatro saídas de ar quadradas, duas delas no centro e afastadas uma da outra. O problema é que o e Vitara é recheado de plásticos duros: na parte superior do painel, na inferior e nas portas, embora haja alguns detalhes texturizados. Aplique suave ao toque só tem no miolo e de cor marrom claro, que também está presente nas portas dianteiras, que só possuem outro material macio no braço, e um pouco nos bancos, que misturam couro e material sintético. O console central tem dois níveis, com o superior flutuante. E o apoio de braço também tem acabamento marrom claro. Não há alavanca de câmbio, que é operado por um botão.
Espaço interno
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Porta-malas
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Motor, Bateria e Tração
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O e Vitara tem dois motores elétricos: um dianteiro, de 174 cavalos e 19,6 kgfm e outro traseiro, de 65 cv e 11,6 kgfm, que serve para dar a tração nas quatro rodas. A potência combinada é de 184 cv. São vinte cavalos a menos que o Kia EV3, que tem 204 cv. O câmbio tem apenas uma marcha.
A bateria de íons de lítio de 61 kWh de capacidade, também é 20 kWh mais baixa que o modelo sul-coreano, de 81 kWh. Como o único rival comparado é o EV3, decidi dar uma avaliação mediana.
O tempo de carregamento em corrente de 7 kW (AC) é de 9 horas de 10 a 100%. Em corrente de 150 kW (DC) leva 45 minutos para ir de 10 a 80%.
A tração 4x4 ALLGRIPe tem dois modos:Auto e Trail, voltada para o off-road. Ele também tem três modos de condução: Sport, onde foi obtida a aceleração pela Quatro Rodas, Normal e Eco.
Desempenho
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Consumo
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Segurança
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A frenagem de 27,1 metros a 80 km/h e 61 metros a 120 km/h é razoável, mas ainda fica atrás do Kia EV3, que para em 25,7 m e 53,8 m, respectivamente. Os números são da Quatro Rodas. A boa classificação de estrelas é mais pelos equipamentos do que pela frenagem.
Conforto
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Preço
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Com um preço promocional de R$ 219.990, o Suzuki e Vitara é mais barato que os modelos não-chineses, mas é mais caro do que os próprios. Quando a promoção acabar, ele passará a custar R$ 269.990. O Kia EV3 ainda não tem um valor definido.
Equipamentos
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Disponível em versão única de equipamento e sem opcionais, o e Vitara tem boa lista de itens de série, mas cheios de limitações. Para começar, o ar condicionado digital é de apenas uma zona e sem saídas para o banco traseiro. Apenas o banco do motorista tem ajustes elétricos. O teto solar é fixo e com cortina manual. O sistema de câmeras 360° tem baixa qualidade de imagem e vem sem auxílios no off-road. E a central multimídia tem 10,1″ polegadas, Android Auto e Apple CarPlay, mas o funcionamento é lento e a qualidade de imagem visivelmente inferior à do quadro de instrumentos. Outros itens não têm limitações, como bancos dianteiros com aquecimento, carregador de celulares por indução, retrovisor interno eletrocrômico, chave presencial e sistema de som Harman Kardon, de boa qaalidade.
Assistência
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A Suzuki tem apenas 54 concessionárias no Brasil, um número razoável para quem tem apenas um modelo à venda no país.
Conclusão
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O Suzuki e Vitara foi muito bem avaliado no estilo, no espaço interno, desempenho, segurança e equipamentos, nos quais só conquistou no máximo quatro estrelas. Acabamento, motor, preço e assistência são medianos. Consumo e conforto são os pontos fracos desse SUV elétrico que na média ficou com uma boa avaliação.
TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO
DADOS DE TESTE: REVISTA QUATRO RODAS














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