EM BREVE NO BRASIL - NISSAN SENTRA


Os sedãs (por enquanto) ainda recebem investimento das grandes montadoras em meio a tantos SUVs. Principalmente da Nissan. Ela efetuou um face-lift no compacto Versa, que ficou com a frente parecida com a do nosso velho Kicks recauchutado e rebatizado como Kait. Mas o assunto aqui é a nova geração do médio Sentra, a nona em 44 anos de história.

Versão esportiva SR

Mesmo ainda atraindo compradores, os sedãs estão mudando. Eles agora assumem linhas futuristas e próximas a cupês de quatro portas. É o caso do novo Sentra, que também adotou uma frente tridimensional, com faróis ultrafinos alinhados à parte superior da grade bem larga (que abandonou o formato em V), dividida por um friso cromado, e várias ranhuras diagonais no para-choque, como nos modelos da Peugeot. A versão esportiva SR tem um aplique preto que faz a grade parecer enorme. A lateral tem caída suave do teto, como um fastback. Um friso cromado emoldura a área das janelas e vai até a coluna traseira. As maçanetas são tradicionais por segurança. É que a Nissan atendeu à nova legislação do mercado chinês (onde ele também será vendido), que proibiu aquelas maçanetas retráteis, exatamente para facilitar o resgate em caso de acidente. A traseira é curta e também tem lanternas finas unidas por um friso preto que não acende. Na SR há um pequeno aerofólio sobre a tampa do porta-malas. 

Versão esportiva SR

O interior... adivinha! Segue o já manjado conceito das duas telas (de 12,3 polegadas cada uma nas versões mais caras) sobre bancada horizontal, usado no nosso Kicks. O anterior era tão criativo! Embaixo, o que parecem ser três saídas centrais de ar, na verdade são apenas duas. A do meio tem botões funcionais como o pisca-alerta, controles do volume, da faixa da música e da câmera 360ª. Mais embaixo, os comandos do ar condicionado são sensíveis ao toque. Aliás, há muitos comandos físicos, que estão voltando por segurança e praticidade. O console do assoalho é largo e tem alavanca tradicional de câmbio. O volante tem apenas dois braços. A iluminação ambiente tem 64 opções de cores. O espaço interno parece ser razoável pelas fotos, assim como o acabamento. 


No México, onde ele será fabricado para exportação para o Brasil, ele é vendido em quatro versões: Sense, Advance, SR e SR Platinum. Dependendo da versão ele é equipado com carregador de celulares por indução, teto solar elétrico, volante aquecido, bancos dianteiros com aquecimento, Android Auto e Apple Carplay sem fio, sistema de som premium Bose com oito alto-falantes, chave com travamento/destravamento por aproximação e 10 airbags. 

Ele também tem recursos de auxílio a condução como alerta de pontos cegos, piloto automático adaptativo, frenagem automática de emergência com detecção de pedestres, assistente de permanência em faixa, faróis altos automáticos e leitura de placas de velocidade. 


Se o Sentra ficou tão estiloso e tecnológico, o mesmo não podemos dizer da plataforma e da mecânica. A base é a mesma da geração anterior, o que pode fazer pensar que as mudanças de estilo são um mero face-lift mais profundo. Mas é uma nova geração, mesmo mantendo a maioria das medidas da carroceria passada: 4,65 metros de comprimento 1,82 m de largura e 2,71 m de entre-eixos. Só a altura de 1,44 m ficou dois centímetros mais baixa. Em todas as versões, o motor é o mesmo 2.0 aspirado de quatro cilindros e injeção direta de 151 cavalos e o câmbio um automático CVT de segunda geração com as mesmas oito marchas simuladas. 

Talvez por economizar na estrutura, a nona geração do Sentra deve chegar mais rápido ao Brasil, mesmo com o domínio dos SUVs. A anterior demorou quatro anos. 
 

TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO 

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