BABA, BRASIL! - VOLKSWAGEN MULTIVAN T7



Já chegou ao Brasil a nova geração da van Ford Transit, agora importada do Uruguai. Falarei dela nos próximos posts. Mas não agora. O tema deste texto também é uma van, só que menor e mais focada no transporte de passageiros com mais luxo. 

A sétima geração da Kombi tem o nome atual de Multivan, mas com o sobrenome informal T7, que a Volkswagen não pode explorar comercialmente porque os direitos são da Volvo. Ela concorre na Europa com modelos luxuosos similares da Stellantis como Peugeot Traveller, Citroën Space Tourer, Opel Zafira Life e a nova Fiat Ulysse, além da Renault SpaceClass. Ford Tourneo Custom (uma versão luxuosa da Transit) e a Mercedes Classe V. 

A Multivan continua com o estilo pão de forma usado desde os tempos da Kombi. O que mudou nesses anos, claro, foram os detalhes estéticos como grade, faróis, para-choques e lanternas traseiras. que, pela primeira vez, desde a T3, de 1973, são horizontais.


Também desde a terceira geração a frente passou a seguir a filosofia estética da época, como os faróis redondos dos anos 70, os retangulares dos 80, a grade com moldura em U dos anos 90, a saliente dos anos 2000, a contínua dos anos 2010 e, agora, a grade recuada e em preto brilhante, com direito ao friso iluminado, e os faróis delineados por LED da atual década. 


Com uma versão alongada da plataforma modular MQB usada também pelo SUV Tiguan, a Multivan T7 terá duas opções de carroceria: uma com 4,98 metros de comprimento e outra com 5,17 m. Largura (1,94 m), altura (1,91 m) e distância entre-eixos (3,12 m), no entanto, são as mesmas nas duas versões. Na geração anterior, a T6, havia diferença de entre-eixos (variava entre 3 e 3,40 m) nas versões curta e longa. 


Por dentro, o painel segue o estilo de quadro de instrumentos virtual e tela multimídia horizontal de 10 polegadas protegidos por moldura trapezoidal do Golf, mas numa posição mais elevada. Não há mais alavanca de câmbio e nem de freio de mão. É tudo eletrônico, com os respectivos comandos no gabinete. 


A Multivan oferece sete lugares, todos dispostos em bancos individuais, no arranjo 2+2+3. É possível retirar e até comprar o utilitário sem um ou dois dos bancos. Como a fileira do meio só tem dois lugares, não é mais possível fazer um dos bancos rebatidos de "mesa de centro", embora todos os bancos ainda possam ser rebatidos. É que o banco do meio da terceira fileira não tem mais espaço para correr até o centro do habitáculo. Assim, a tal mesinha foi substituída pelo console dianteiro, que é deslizável e tem suporte para uma mesa de verdade. O teto solar panorâmico, disponível na versão intermediária, é de cristal, dividido em duas partes, sem persiana, mas bem filtrado contra os raios solares.


Em relação ao conforto, a Multivan oferece, desde a versão básica, sem nome, iluminação interna em LED, sensores auxiliares de estacionamento, o sistema multimídia e o quadro de instrumentos eletrônico, chamado Virtual Cockpit. A intermediária Life tem o teto panorâmico, acesso e travamento sem chave e quadro de instrumentos eletrônico mais completo. Itens como faróis com iluminação matricial IQ.Light, portas corrediças elétricas, bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento, ventilação e massagem e assistente de condução Travel Assist, que funciona em conjunto com o sistema de manutenção em faixa, a leitura de placas e o programador de velocidade ativo para permitir uma condução semi-autônoma em viagens de longa distância. Também há frenagem autônoma de emergência.


A Multivan também pode ter câmeras ao redor do veículo, o sistema de comunicação com outros veículos Car2X, projeção de informações no para-brisas, sistema de som premium Harman Kardon com 840 watts de potência e 14 alto-falantes, carregador por indução e tomada de 230 volts. 


Para os passageiros de trás há comando digital do ar condicionado no teto, saídas de ar condicionado em duas filas e no teto, luzes de leitura, quatro tomadas USB-C, uma tomada de 12 v e porta-objetos e copos. Com os sete lugares em uso, a Multivan tem capacidade de 380 litros na versão curta e 587 litros na versão longa. Com apenas cinco lugares, a capacidade sobe para 1.400 e 1.634 litros, respectivamente.


A Multivan T7 será vendida no mercado europeu com um motor 1.5 TSI de 136 cavalos e um 2.0 TSI de 204 cv, ambos a gasolina, um 2.0 turbodiesel TDI de 150 cv e uma híbrida recarregável na tomada (plug-in), com 218 cv de potência combinada entre o elétrico de 116 cv e o 1.4 TSI a gasolina de 150 cv. 

A chamada e-Hybrid é a única da linha com tração integral e tem bateria com apenas 10,4 kWh de capacidade líquida e 13 kWh brutos. A autonomia em modo elétrico é de apenas 50 km, mesmo após três horas e quarenta minutos de recarga em corrente mais forte. A transmissão é a automatizada DSG de dupla embreagem e seis marchas. As demais versões têm sete e tração dianteira. 


Como somos tratados como lixo pelas multinacionais, dificilmente veremos da Multivan rodando de forma oficial no Brasil. E o fiasco das antigas Eurovan e Caravelle, de quarta geração (T4), que já foram importadas e vendidas aqui no final da década de 1990, acabou dando um pouco de razão para a Volkswagen. 


TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO

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