
Por Gustavo do Carmo / Fotos: Divulgação
Com apenas dois anos o Renault Mégane brasileiro, que ainda usa o capô da primeira reestilização européia de 2002, já está desatualizado. O mundo já conhece a terceira geração do médio. Por enquanto, apenas a versão hatch, que não é vendida aqui desde 2005, ainda na primeira geração fabricada na Argentina (lançada na França em 1995 e chegando até nós três anos depois). A esportiva RS chegou a ser anunciada para importação no início deste ano, junto com o Cabriolet e a Grand Scénic, mas acabou não vindo.



A nova carroceria mede 4,30 m de comprimento e 2,64m de distância entre-eixos. A capacidade do porta-malas é de 405 litros. Vidro e tampa são arredondados, sendo que o primeiro tem um recorte em V em sua base. As lanternas cresceram e envolvem, em formatos distintos, a própria traseira e as laterais. Falando nelas, as janelas posteriores e a coluna ficaram melhor resolvidas. As linhas do novo Mégane perderam originalidade, ficando muito parecidas com as do Fiat Bravo, mas o resultado ficou bem melhor. A polêmica, na minha opinião, passou para a dianteira. Achei estranhas a ranhura para a abertura do capô e os dois vincos: um transversal arqueado, na altura dos faróis e do emblema, e o longitudinal que atravessa toda a tampa. Os faróis (herdados do luxuoso Laguna) também envolvem laterais, capô e frente, que passa a ser fechada como o Peugeot, deixando a grade de ar no pára-choque. É mais um com o novo padrão estético da Renault, o que deixa o nosso Sandero bem demodèe.

Por dentro, um painel de linhas simples, mas ao mesmo tempo modernas. O friso que vai do console até a altura do porta-luvas é ascendente e visto de lado parece que a parte superior desce como uma onda. O quadro de instrumentos do lado do motorista é composto por três elementos: no centro o velocímetro digital e dentro dele os marcadores de combustível e óleo, o display do computador de bordo à direita e o conta-giros - único analógico - à esquerda. Até as luzes de seta são em alta definição. Os painéis do ar condicionado e do CD são horizontais com formato levemente trapezoidal. O volante tem três braços, sendo que o inferior é vazado. O painel segue o padrão atual da Renault na Europa, que ainda não chegou ao país.
De equipamentos de segurança e conforto, o novo Mégane mantém a partida por cartão e botão e traz CD-player com MP3, Bluetooth e entrada USB como item de série. DVD-player e navegador via satélite são opcionais. Como novidade, ele oferece cintos de segurança fabricados especialmente para evitar lesões na região do abdômen, além de faróis de xenônio, airbag, freios ABS e EBD. O controle de estabilidade também é opcional, assim como o ar condicionado de controle digital de uma ou duas zonas, freio de mão eletrônico e programador de velocidade.




Por enquanto foram divulgadas apenas as imagens do hatch de quatro portas. O de três também estará no salão francês. A linha Mégane ainda terá, na seqüência, as Scénic de cinco e sete lugares, a perua Grand Tour, o Coupé-Cabriolet e o sedã para mercados emergentes como o nosso. Isso até 2010, quando o hatch de quatro portas poderá chegar ao Brasil, embora a Renault já tenha corrido pra desmentir a notícia e dizer que pensa em lançar o face-lift que já aparece no Cabriolet. Provavelmente deveremos ter apenas o sedã (talvez a perua) e o hatch sósia do Bravo, que também vem no próximo ano.


Neste sábado: tudo sobre o sedã Fiat Linea.
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