sábado, 25 de outubro de 2008

HISTÓRIA - VOLKSWAGEN VOYAGE (1981-1995)


Viagem Histórica
Por Gustavo do Carmo / Fotos: Divulgação, Editora Três e Revista Quatro Rodas

O sedã da nova geração do Gol, lançado este ano, não resgatou apenas o nome Voyage. Trouxe de volta uma história que ainda deixa muitos dos seus fãs saudosos, mesmo a Volkswagen tendo relançado o nome. Afinal, o Voyage 2008 não é o mesmo Voyage do passado.
O Voyage foi lançado em 1981 como o segundo modelo da nova família de compactos BX da VW. O primeiro foi o Gol, nascido no ano anterior. A perua Parati e a picape Saveiro viriam em 1982. Como no Fiat Siena em relação ao Palio, a montadora alemã também caprichou mais no sedã. Suas luzes de direção ladeavam os faróis e o motor era o 1.5 refrigerado a água do Passat. No hatch elas ficavam no pára-choque, deixando os faróis menores, e o propulsor era o mesmo 1.3 a ar do Fusca. O Gol esperou quatro anos para receber a novidade.

Em seu ano de estréia o Voyage foi eleito o Carro do Ano da Revista Autoesporte. Até para receber essa premiação o irmão mais velho precisou esperar (ganhou em 1990).

Em 1983 o Voyage ganhou as primeiras modificações: motor MD270 1.6 a água com mais torque (também havia o 1.6 a ar), câmbio de quatro velocidades com sobremarcha econômica, o chamado 3+E, e a carroceria de quatro portas. Pena que, naqueles tempos, carros de quatro portas ainda eram vistos como táxi. Por isso o Voyage nessa configuração foi rejeitado e saiu do mercado brasileiro em três anos. Durou até bastante.
Para festejar os jogos olímpicos de 1984 foi lançado o Voyage Los Angeles (em alusão à cidade-sede), que tinha rodas esportivas, discreto aerofólio, bancos anatômicos (os famosos Recaro) e pintura azul metálica bem chamativa.
Fora do mercado brasileiro o Voyage 4 portas continuou em produção porque a partir de 1987 passou a ser exportado para os Estados Unidos com o nome de Fox. Para atender as exigências do mercado norte-americano (foi vendido também no Canadá) ganhou ainda brake-light, injeção eletrônica, catalisador e cinto de segurança automático. Quem o acompanhou foi a perua Parati, lançada lá com o nome de Fox Wagon. Pelo menos duas alterações foram disponibilizadas logo para o nosso mercado: a nova frente (ligeiramente diferente, com os faróis alinhados à grade aqui e recuados lá, para mais segurança) e o novo painel. A terceira luz de freio só chegou em 1990, o catalisador em 92 e a injeção eletrônica no ano seguinte. O cinto de segurança automático nunca existiu por aqui.
No Brasil o Voyage já tinha motor 1.8 desde 1986 e a versão GLS desde o início. No final dos anos 80, junto com os seus irmãos Gol, Parati e Saveiro, recebeu o motor AE 1600 da Ford e mais uma reestilização parcial na linha 91. Pouco antes, o mercado interno já recebera de volta o modelo quatro portas no nível GL.
Em 1992 os norte-americanos pararam de comprar o Voyage. Em 94 ele deixou de ser fabricado no Brasil para ser importado da Argentina. Lá era chamado, primeiro, de Gacel, depois de Senda. No resto da América do Sul seu nome era Amazon. Suas vendas se encerraram de vez aqui no final de 1995 com a série especial Special. O objetivo foi abrir espaço para o Polo Classic, também fabricado lá, mas que nunca fez sucesso entre nós. O Voyage foi o único da família que não acompanhou a segunda geração do Gol.

Agora em 2008, para corrigir o que muitos consideram uma grande burrice, o Voyage volta para ajudar a Volkswagen a reconquistar a liderança do mercado.

13 comentários:

Guilherme disse...

A Volks errou e não tem como voltar no tempo, é tarde...

jrmaverick disse...

Eu vou aproveitar a oportunidade pra desabafar: eu sou fã incondicional do Voyage, só fico triste e lamento por uma coisa: não sei que diabos ocorre na mente dos voyageiros em colocar 200kg de turbo, rebaixam suspensão e não sei o que mais... Parem com isso, senão não haverá mais veículos originais...

Gustavo do Carmo disse...

Concordo com você, Maverick. Além dos rebaixados tem os caindo aos pedaços.

felipe disse...

ae galera... rebaixar é arte raspar faz parte.É um estilo proprio, carro original não tem graça de andar na rua,ou seja é carro de coleção... sem falar q quando se pensa em voyage, na hora vem na cabeça akela imagem de RACHADOR... ele é o melhor carro de todos os tempos...
eu tenhu um com motor tachado e comando 277 e meu motor era 1.6 agora é 1.9 com maior parte do santana 1.8... e todo mundo gosta...
eu tenhu estilo naum ando igual aos vélhos q andam com carrinho original...

DK disse...

Gosto de carro original, mas sendo esse um aBMW ou algo do tipo, claro que um Voyage original é bonito, mas ele equipado ou melhor tunado fica bem legal, tenho um 1987 Vermelho Flash - Banco Recaro - Teto Solar - Rodas 19" (é isso mesmo dezenove polegadas) Suspenção a Ar, Lambo Dors e talz ele é meu Carshow Amo esse carro...

Paam disse...

voyage ja foi um carro!! hoje ele é mais que um carro é uma vida uma historia,voyage estar no sangue e no coração e sempre será minha paixão... falou!!! mais ñ vivo sem meu voyage,kkkkk

Rafael disse...

É ISSO AI GALERA VOLKSWAGEN PARATI SEMPRE VAII PREVALECER É NOIS EU AMO AMINHA PARATI 86 1.8 ELA NUNCA ME DEIXOU NA MÃO E TBÉM JÁ COLOCOU MUITOS CARROS NOVOS NO BOLÇoO RSRS ASS:Rafinha bonde nervoso tedrafa@hotmail.com

Lisiane disse...

o carro original tem muito mais valor (não monetário) do que os mexidos, pena que a grande maioria vai na pilha e acabam "estragando" os voyages querendo mexer aqui e ali...mas NADA se compara com um voyage antigão original...
> quem é de verdade sabe quem é de mentira <

arnaldo disse...

EU TENHO UM VOYAGE 1981 PRETO CADLAK, RODA 17,MOTOR 1.6 COM 1,200KG DE TURBO, CARBURADOR ELETRONICO, SUSPENSAO A AR.
E REALMENTE O MARVADINHO JA DEIXOU MUITO NOVO PARA TRAS.
OS NOVINHOS QUE SE CUIDEM QUANDO EU TO NA PISTA CARRO ANTIGO E MUITO MELHOR!!!!!!!!!!
K!K!K!K!K!K!K!K!K!K!K!K!K!

Colorado Bulldog disse...

o que os técnicos da volkswagen demoraram 10 anos para criar vcs destroem em 1 semana

PXinho disse...

Eu tenho um 83, 2 portas azul e motor 1.6 refrigerado á água, herança de família, meu vô foi o único dono. E não vou vender, nem rebaixar ou colocar turbo, jamais !

Vice disse...

Gosto e estilo não se descute. carro bem preparado por quem entende não estraa nem destrói nada. Hoje em dia existe inúmers recursos para fazer a coisa certa e bem feita sem danificar o monobloco. é que na maioria o pessoal não manja de mecânica e só quer sair espirrando para tirar onda e se esqueçe de presevar a segurança e integridade do veículo. Eu gosto dos quadrados tanto que tenho três eu mesmo faço minha preparação e pesquiso demais antes de aplicar no carro, essa de estroir é para quem não entende de prearação e não sabe nada de nada , visto a maioria da tecnoligis dos carros de ruas sao oriundas dos carros de pista como fomula , etc. Sou a favor de carro preparados por quem conheçe. Quem gosta curte , quem não gosta nem entende tem que andar de carro original de velhinho . Um abraço para todos que curtem acelerar !!

Leonardo Acario disse...

O Voyage é o meu carro preferido e sempre vai ser, sou muito mais um Voyage original que um tunado. Carro tunado é legal, mas o Voyagee tunado não. Meu avô tem um Voyage 94 novinho, muito lindo! Depois que eu vi aquele carro, pensei "vou comprar esse possante". Esse Voyage é GL, 1.8 e tem banco de couro! XD Eita carro bão!