quarta-feira, 31 de janeiro de 2018


Para o Brasil, o Alfa Romeo 164 marcou a volta, em 1990, da marca italiana ao país, quatro anos depois de encerrar a produção do antigo modelo 2300ti em Betim, Minas Gerais. E também o reinício das importações, após quinze anos de proibição. Inicialmente, custava 135 mil dólares e era praticamente inacessível. Mas a partir de 1993, com a redução da alíquota de importação, seu preço caiu para 55 mil dólares, o que o colocou como um forte concorrente do Chevrolet Omega nacional.

Na Europa, o 164 está comemorado, em 2017, 30 anos de produção. Fazia parte do projeto Tipo 4, uma plataforma que seria usada, além da Alfa Romeo, pela sueca Saab (9000, de 1984 - única marca fora do grupo Fiat a fazer parte do projeto), a Fiat (Croma, lançado em 1985), a Lancia (Thema, de 1986) e finalmente o 164, último a ser apresentado, no Salão de Frankfurt de 1987, quando a Alfa Romeo já pertencia à Fiat desde o ano anterior, mas o projeto havia começado em 1978, quando a marca da Lombardia ainda era independente.

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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018


A Opel Kadett Caravan A é a versão perua da primeira geração do Kadett e tataravó da nossa Chevrolet Ipanema.

Primeiro compacto da marca alemã criado depois da Segunda Guerra Mundial, o Kadett foi idealizado em 1957. Hans Mersheimer, engenheiro-chefe da Opel, foi convocado para projetar o carro que deveria ser o anti-Fusca. Em outubro de 1962 o carro ficou pronto e resgatou o nome usado em 1938, um ano antes do conflito interromper a produção desta versão. O Kadett do pré-guerra também seria o concorrente do Fusca de Hitler, mas a fabricação foi suspensa e a fábrica da Opel confiscada pelo governo nazista.
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018


O mercado brasileiro só conheceu apenas uma geração do compacto espanhol Seat Ibiza: a que foi lançada na Europa em 1993, já sob o controle da Volkswagen, e chegou aqui em 1995, pouco depois da sua versão sedã Cordoba, que depois serviu de base para o três volumes Polo Classic, da marca alemã. Outras duas variações da carroceria do Ibiza também foram vendidas por aqui: a perua Cordoba Vario e o furgão Inca, que também conviveu com o seu clone da Volks, chamado de Van no país. 

Mas o Ibiza foi lançado em 1984, em uma carroceria quadrada, desenhada por Giorgetto Giugiaro. Foi o primeiro SEAT com estilo próprio após tantos anos reproduzindo modelos da Fiat, sua antiga dona, como o 500, 124, 131 e o antigo Panda (chamado de Marbella).

A terceira geração do Ibiza surgiu em 2001 e quarta, em 2008, também se antecipando ao Volkswagen Polo, dono da sua plataforma. Estas nunca vendidas no Brasil.

TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO

Publicado originalmente em 4 de fevereiro de 2017

1a Geração (1984)






O SEAT Ibiza de primeira geração tinha 3,68m de comprimento e 2,44m de distância entre-eixos. Teve carrocerias de duas e quatro portas. Seu primeiro motor era um  de 900 cm³ de 44 cavalos. A seguir veio uma parceria com a Porsche que lhe deu motores 1.2 (62 cv), 1.5 (84 cv), 1.5 Turbo (100 cv), 1.7 (97 cv) e 1.7 a diesel (sem turbo e 54 cv). O 0.9 nunca chegou a ter injeção eletrônica. O 1.2 começou com carburador, mas ganhou injeção. Já os demais sempre com injeção. As versões iniciais eram L, GL e GLX,. Posteriormente surgiram séries especiais como Disco, Design, Del Sol e Fashion. A sua versão sedã se chamava Málaga, lançada em 1985, este sim uma reprodução do Fiat Regata. Em 1991 ganhou um face-lift que também lhe deu um novo painel. 









2a Geração (1993)







A segunda geração do Seat Ibiza, a primeira sob o controle da Volkswagen, foi apresentada no Salão de Barcelona de 1993. O comprimento subiu para 3,81m. Lá, teve motores 1.05 (44 cv), 1.3 (54 cv), 1.6 (74 cv), 1.8 (89 cv), 1.8 de dezesseis válvulas (129 cv) e 2.0 de oito válvulas (115 cv). Os dois últimos equipavam a versão esportiva GTi. O Ibiza foi o primeiro compacto equipado com motor turbodiesel, no caso, um 1.9 de 74 cv. Havia outro diesel aspirado, de 63 cv. Chegou ao Brasil em 1995, praticamente junto com a sua versão sedã Cordoba, este substituto do Marbella. Aqui em nosso país chegou apenas com o motor 1.8 na versão GLX, depois SXE. Mais informações em http://novoguscar.blogspot.com.br/2013/09/lembra-da-gente-seat-ibizacordobainca.html.








Em 1999, na Europa, o Ibiza e seus derivados passaram por um face-lift mais profundo do que o realizado em 1996. A frente passou a ser dividida em três partes, a traseira ficou mais limpa e o interior foi renovado. Por lá, o GTi trocou o motor 1.8 pelo 2.0 16v de 150 cv. Aqui no Brasil, em 2000, finalmente foi lançada a perua Vario, já com a nova frente. Ibiza e Cordoba também trocaram o 1.8, só que pelo 1.6 de 101 cv do Golf. O hatch, por sua vez, ganhou o 1.0 16v do Gol. E todos ganharam opção de câmbio automático. A segunda geração foi a única da linha Ibiza vendida no Brasil. 

3a Geração (2001)







Desde que a SEAT passou ao controle da Volkswagen, em 1990, todas as gerações do Ibiza foram lançadas antes do Volkswagen Polo, que sempre lhe forneceu a plataforma. A terceira foi o único caso em que chegou quase simultaneamente. Projetada sobre a plataforma PQ24, foi desenhada pelo designer português Walter De Silva. O comprimento subiu para 3,95m e o entre-eixos para 2,46m. A linha perdeu a perua Vario e o furgão Inca, mas um grande destaque foi a versão esportiva Cupra R, já presente na geração anterior e agora com motor 1.8 16v de 180 cv. 


4a Geração (2008)










A quarta geração do Ibiza rompeu a barreira dos quatro metros, passando a medir 4,05m, com 2,47m de distância entre-eixos. A plataforma passou a ser a PQ25, mais evoluída que a 24 usada até hoje no Gol. O sedã Cordoba saiu de cena para dar lugar à retomada perua, agora chamada Sport Turismo (ST). A carroceria de três portas ganhou o sobrenome SC, de Sport Coupé. Os motores a gasolina passaram a ser 1.2 de 70 cv, 1.4 de 85 e 1.6 de 105 cv. Além das versões esportivas FR e Cupra R, foi lançada a série especial Bocanegra, uma homenagem ao conceito que deu origem a esta geração. As três tinham motor 1.4 TSI, com turbo e injeção direta de gasolina. Na FR tinha 149 cv, mas na as duas últimas a potência era de 180 cv do mesmo 1.4, com direito a câmbio automatizado DSG de dupla embreagem e sete marchas. Em 2012. a linha ganhou um face-lift que lhe deu faróis retangulares e grades trapezoidais. 


5a Geração (2017)


 




A recém-lançada quinta geração do Seat Ibiza manteve as linhas do modelo anterior,.mas reforçando vincos na grade, laterais e traseiras. A grande novidade é a plataforma modular MQB do Volkswagen Golf, com distância entre-eixos de 2,56m e 355 litros de porta-malas. Só terá o motor 1.0 TSI e 1.6 turbodiesel TDI, ambos com várias opções de potência. Em breve será lançado o 1.5 TSI. Recursos tecnológicos como piloto automático adaptativo, alerta de congestionamento e sistema de frenagem de emergência são os destaques deste modelo que a imprensa brasileira está especulando que ele vai antecipar o estilo do nosso novo Gol. Eu duvido.
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018


Em 1990, o Chevrolet Opala já tinha quase 22 anos e três plásticas (contando só as mais profundas) no corpo, digo, na carroceria, quando a General Motors decidiu que não adiantava mais tentar disfarçar a idade. Era preciso substituí-lo.

O escolhido, porém, já não era nenhuma novidade na Europa. O Opel Omega, que sucedeu o Rekord de quinta geração (o Opala foi baseado na terceira), já tinha quatro anos na época da decisão de fabricá-lo em São Caetano do Sul. Mas para o nosso "humilde" país, que reabria os portos para os veículos importados, seria um carro "ultra" moderno para enfrentá-los.
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018


O segmento de hatches médios tem sido bastante desvalorizado no Brasil há muito tempo. A Citroën abandonou o segmento em 2014, quando parou de importar o C4 de primeira geração e sequer trouxe a segunda. Mesma coisa com a Nissan com o Tiida um ano antes. A Peugeot ainda vende o velho 308 com uma gambiarra estética. Honda e Toyota nunca trouxeram as versões hatch de Civic e Corolla, respectivamente. A Renault só vendeu a primeira geração do Mégane do gênero de 1998 até 2005. A Fiat acabou de encerrar a produção do Bravo. A Hyundai já está com o i30 desatualizado e não sinaliza que vai trazer a nova geração. Já os produtos das marcas premium, como Audi (A3 Sportback), BMW (Série 1), Mercedes (Classe A) e Volvo (V40) estão em outra faixa de preço.

Mas de vez em quando surge uma boa novidade, como a segunda geração do Chevrolet Cruze Sport6, que segue as linhas arredondadas do sedã que lhe deu origem, traz os mesmos equipamentos de tecnologia e também passa a vir da Argentina.

Claro que eu considerei a versão completa LTZ, com opcionais, para enfrentar o Volkswagen Golf Highline (que também tem motor flex 1.4 turbo e injeção direta como o Cruze) e o Ford Focus Titanium Plus, que também é flex, tem injeção direta, mas não tem turbo e é 2.0. Com tão poucas opções em sintonia com o mercado externo (regra para participar dos comparativos do Guscar, exceto modelos queridos no Brasil), mais uma vez um comparativo de hatchs médios tem apenas três participantes.
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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018


O Bentley Continental GT foi o responsável pelo renascimento da sofisticada marca britânica que, até 1998, quando foi vendida para a alemã Volkswagen, era apenas uma preparadora esportiva da ainda mais nobre Rolls Royce, que foi vendida para outra alemã, a BMW, naquele mesmo ano.

A primeira geração, desenhada pelo brasileiro Raul Pires, foi lançada em 2003 e a segunda em 2011 (e foi falada aqui no Guscar). Seu sucesso motivou o crescimento da marca e a sua entrada em um inédito segmento: o de SUVs (de luxo, claro) com o Bentayga.

Para não perder o compromisso com os tradicionais clientes, a Bentley lançou, no último Salão de Frankfurt, a terceira geração, ainda fabricada em Crewe, Reino Unido, que é uma carroceria totalmente nova, moldada com alumínio aquecido a 500 graus num processo chamado Super Former.

Embora baseada no conceito EXP 10 Speed 6, de 2015, o novo Continental GT conserva as linhas esculpidas das duas gerações anteriores, assim como a enorme grade em tela losangular e os faróis redondos, inspirados em óculos de cristal de corte fino, com bordas bem definidas que capturam a luz como diamantes. Na lateral, o "culote" ficou mais acentuado. A grande novidade estética está na traseira, com as lanternas trocando o banalizado formato retangular pelo charmoso oval pequeno. As rodas são de 21 polegadas, com o 22" opcionais. Os pneus traseiros também são maiores. 


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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018


Não acho que o novo Volkswagen T-Roc, apresentado pela primeira vez como conceito há três anos no Salão de Genebra 2014, no qual estive pessoalmente, tenha um estilo atraente. Muito reto, com teto baixo e colunas largas, parece um buggy fechado. Só gostei do desenho da frente. O roadster do conceito era mais atraente, pois seria um carro de nicho. 

O T-Roc também lembra bastante o Audi Q2, com o qual divide a plataforma modular MQB. Digamos que o Volks seja uma versão mais simples do primo da marca premium. 

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018


A espanhola SEAT, marca do grupo Volkswagen, esteve no Brasil na década de 90 com um pequeno sucesso com os seus Ibiza e Cordoba quando 0 km, mas bastante rejeitada no mercado de usados e manutenção. Este ano, ela volta a ter importância para nós por dois motivos.

O primeiro foi o hatch Ibiza que antecipou o Polo, construído sobre a mesma plataforma. Dito e feito. O Volkswagen já foi revelado, inclusive aqui no Guscar, que também falou do modelo espanhol. Agora é a vez do utilitário esportivo compacto Arona, que vai dar origem ao SUV da marca alemã e também utiliza a base modular MQB A0 dos hatches já apresentados. 
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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018


A Peugeot agora pode dizer que tem um SUV autêntico. Pelo menos no estilo do 3008, recém-convertido ao segmento da moda. Pois o ex-monovolume pretende passar longe das trilhas enlameadas e muito menos tem tração integral e nem o Grip Control (que seleciona os tipos de terreno) do compacto 2008. Mas das esburacadas ruas brasileiras o agora utilitário de shopping francês não vai escapar.

O Peugeot 3008 já está à venda no país em versão única, A Griffe THP,  custando R$ 135.990. O motor já é o banalizado 1.6 THP com turbo e injeção direta. Como é um produto importado, vem com a versão apenas a gasolina, com potência de 165 cavalos. Para ter demorado a chegar, deveria já ter trazido a versão Flex, de 166 e 173 cv. O câmbio é automático de seis marchas, com alavanca no console semelhante a um joystick.


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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018



Os hatches médios estão em baixa no Brasil, mas ainda tem montadora que acredita no segmento. Ainda bem que a Chevrolet é uma dessas e deu uma segunda geração ao Cruze Sport6, mantendo inclusive o nome, de olho nos consumidores que querem luxo, mas com um estilo esportivo.

Fabricado na Argentina, como o sedã, o novo Cruze Sport6 ganhou em estilo e modernidade. Ficou com aparência mais alta (embora a medida de 1,48m tenha se mantido) e arredondada. Mas perdeu em personalidade. Ficou muito parecido com o Kia Cerato Hatch. Pelo menos, aqui no Brasil ele ainda é diferente.




Lá se vão treze anos desde que os carros da SEAT, marca espanhola de propriedade da Volkswagen, perderam a graça, ou melhor, a personalidade. Do lançamento do Altea, em 2004, para cá, só apresentou modelos exatamente iguais, diferenciado-se apenas pelo formato de carroceria (monovolume, hatch, sedã, perua e agora SUV) e tamanho.

Houve uma variação de estilo em 2012, quando surgiu a atual geração do médio Toledo, que voltou a ser um sedã depois de uma experiência mal sucedida como um feioso "monovolume e meio". Desde então, todos os SEAT passaram a ter absolutamente a mesma frente.

Até o compacto Ibiza (que foi vendido no Brasil nos anos 90 com estilo próprio) ganhou a frente de faróis e grades retangulares no face-lift da sua geração de 2008. Na época em que foi lançado, a imprensa dizia que ele anteciparia o estilo do nosso atual Gol. Não antecipou.




Lançada com algum sucesso em 2008, mas esquecida desde o lançamento do compacto Tracker, o SUV Chevrolet Captiva, finalmente, conheceu o seu sucessor no Brasil no final do ano. 

É o Equinox, que tem estilo moderno e arrojado, com a grade padrão da marca da gravata em dimensões bem maiores, faróis afilados com leds diurnos, janelas arredondadas, coluna C bem inclinada e vidro traseiro envolvente, mas com teto e traseiro retos e as manjadas lanternas horizontais.




Depois de três gerações (duas delas vendidas no Brasil com a marca Chevrolet), o Opel Vectra deu lugar, em 2008, ao Insignia, que, pelo seu estilo arredondado, elegante e ousado, aliado aos atributos de conforto, logo conquistou o título de Carro do Ano na Europa em 2009.

Oito anos depois, o Insignia chega à sua segunda geração, agora com o sobrenome Grand Sport, e somente nas carrocerias fastback e perua, chamada Sports Tourer. O sedã de três volumes foi aposentado, pois não faria sentido já que seria um cupê de quatro portas do mesmo jeito.




Um ano depois de apresentar o esportivo de quatro lugares GTC4Lusso, um meio caminho entre um face-lift e uma nova geração do antigo FF, a Ferrari atualiza mais um modelo. A F12 Berlinetta , de 2012, ganhou grandes modificações estéticas na frente, lateral e traseira, mudou de nome para 812 Superfast, mas manteve a estrutura do cupê anterior, precedido, em ordem cronológica para o passado, pela 599 GTB Fiorano (2006), 575 Maranello (2002), 550 Maranello (1996), 512M (1994), 512TR (1991), Testarossa (1984), 512i Berlinetta Boxer (1981), 512M BB (1976), 365 GT4 BB (1973), 365 GTB e GTS4 Daytona (1968), 275 GTB, GTS e GTB4 (1964) e finalmente 250 (1953).




O segmento de hatches médios tem sido bastante desvalorizado no Brasil há muito tempo. A Citroën abandonou o segmento em 2014, quando parou de importar o C4 de primeira geração e sequer trouxe a segunda. Mesma coisa com a Nissan com o Tiida um ano antes. A Peugeot ainda vende o velho 308 com uma gambiarra estética. Honda e Toyota nunca trouxeram as versões hatch de Civic e Corolla, respectivamente. A Renault só vendeu a primeira geração do Mégane do gênero de 1998 até 2005. A Fiat acabou de encerrar a produção do Bravo. A Hyundai já está com o i30 desatualizado e não sinaliza que vai trazer a nova geração. Já os produtos das marcas premium, como Audi (A3 Sportback), BMW (Série 1), Mercedes (Classe A) e Volvo (V40) estão em outra faixa de preço.

Mas de vez em quando surge uma boa novidade, como a segunda geração do Chevrolet Cruze Sport6, que segue as linhas arredondadas do sedã que lhe deu origem, traz os mesmos equipamentos de tecnologia e também passa a vir da Argentina.

Claro que eu considerei a versão completa LTZ, com opcionais, para enfrentar o Volkswagen Golf Highline (que também tem motor flex 1.4 turbo e injeção direta como o Cruze) e o Ford Focus Titanium Plus, que também é flex, tem injeção direta, mas não tem turbo e é 2.0. Com tão poucas opções em sintonia com o mercado externo (regra para participar dos comparativos do Guscar, exceto modelos queridos no Brasil), mais uma vez um comparativo de hatchs médios tem apenas três participantes.




Há 25 anos, com a chegada do Tempra ao mercado, começava a tentativa da Fiat de emplacar um carro grande com o seu nome no Brasil. Em seus primeiros anos em nosso país, a marca italiana participava do mercado de luxo através da Alfa Romeo, cuja filial brasileira foi comprada pela então rival italiana, que só em 1986 a adquiriu mundialmente.




No ano passado, a Renault lançou, no Brasil, o Kwid, um novo hatch compacto de suspensão elevada que a marca francesa pretende vender como um micro-SUV. Há quase 25 anos, a moda era dos monovolumes e foram eles que influenciaram o estilo do pequeno Renault da época: o Twingo, lançado no Salão de Paris de 1992, iniciando as suas vendas na Europa no ano seguinte.




Próximo de completar 61 anos, o Isetta ganhou fama por ser o primeiro microcarro do mundo e pela sua carroceria em forma de ovo, com apenas dois lugares, uma porta na frente (que incorporava a coluna de direção, pedais e instrumento) e bitola traseira estreita. Ele foi criado na Itália pelo engenheiro Ermenegildo Preti em 1950 e apresentado a Renzo Rivolta, dono da fábrica de motocicletas, motonetas e refrigeradores Iso, que produziu o carro de 1953 a 1954, quando passou a ser fabricado sob licença pela BMW. No Brasil, o fabricante de máquinas agrícolas Romi, do empresário Américo Emílio Romi, de Santa Bárbara D'Oeste (SP), adquiriu, já em 53, a licença para produzí-lo.




O Toyota Camry nasceu no Japão, em 1979, como uma versão sedã de quatro portas do cupê Celica. Somente em 1982 se tornou um modelo independente, com nova plataforma e carrocerias sedã e hatchback de cinco portas. Tinha motores 1.8 (74 cv) e 2.0 (92 cv com gasolina e 74 cv a diesel), montados na transversal, câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro e media 4,44m de comprimento, com 2,60m de distância entre-eixos.




Em 2016, Honda Civic e Chevrolet Cruze foram completamente renovados e o Nissan Sentra ganhou um face-lift. Não os comparei logo no lançamento porque eu estava esperando a renovação frontal do líder do mercado, o Toyota Corolla, que começou a ser vendido somente no início de abril.

Então, finalmente, decidi reunir estes quatro modelos e o Ford Focus Fastback para mais um comparativo de sedãs médios. As versões consideradas, como sempre, foram as top: Civic Touring, Cruze LTZ completa, Sentra SL, Corolla Altis e Focus Titanium Plus. Civic e Cruze usam motor turbo e os demais 2.0, sendo que o do Ford tem injeção direta.

Desta vez, Renault Fluence (vencedor de todos os comparativos que participou), Citroën C4 Lounge e Volkswagen Jetta ficaram de fora. O tempo deles já passou e eles precisam se renovar completamente para voltarem à briga.

TEXTO (TRECHOS DO TEXTO ORIGINAL): GUSTAVO DO CARMO 
FOTOS: DIVULGAÇÃO
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