terça-feira, 26 de dezembro de 2017


Em 2017 fiz seis comparativos, um a mais em relação ao ano passado, mas longe da meta de um ou mais comparativos por mês. O primeiro do ano, em março, foi o Chevrolet Cruze Sport6, versão hatch do sedã da GM contra Golf e Focus. Foi o melhor aproveitamento do ano, com 87,1%.


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domingo, 17 de dezembro de 2017


Amigos leitores, 

O Guscar vai dar uma parada até o fim de janeiro para recarregar as baterias deste editor, porque o ano foi pesado e sofrido. Esperamos voltar no início ou meados de fevereiro. Ou até antes, se eu estiver enjoando das férias. 
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No último dia 11 de dezembro, a revista Autoesporte, da Editora Globo, anunciou em um espaço de eventos de São Paulo, os vencedores do Carro do Ano 2018. Este ano foi a 51a edição. A premiação é anunciada desde 1965. Pela lógica seriam 53 nomeações, mas em 1968 (quando a antiga organizadora Mecânica Popular fechou) e em 2001 (quando a Editora Globo reestruturou a Autoesporte) não houve.

O Carro do Ano é o Volkswagen Polo, que voltou a ser fabricado no Brasil após uma geração de ausência. Venceu pelo estilo, segurança (ganhou cinco estrelas no teste de impacto do Latin NCAP), tecnologia do motor TSI 1.0 (rebatizado para 200 por causa do torque) e o quadro de instrumentos virtual. Ainda bem. Poderia ter perdido para o ordinário Renault Kwid, que ficou em penúltimo entre os finalistas. O vice-campeão foi o emergente Hyundai Creta, que é oferecido no Brasil enquanto os europeus e até argentinos terão o caprichado Kona. 

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Após o hiato de uma geração, o Volkswagen Polo voltou a ser fabricado no Brasil. De 2002 a 2014 foi produzido no Paraná na quarta geração. Agora retornou na sexta, fabricada em São Bernardo do Campo, com plataforma modular MQB, que permite a adoção de equipamentos mais modernos de segurança como bloqueio eletrônico do diferencial, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, assistente de frenagem de emergência e discos de freio autolimpantes. Outra grande atração do modelo que conquistou os 28 jornalistas especializados que votaram foi o quadro de instrumentos eletrônico (opcional). 



O Polo chegou ao país em novembro, praticamente em simultâneo com o europeu, mas com detalhes mais simplificados nos faróis - claramente inspirados no médio Golf - e para-choque dianteiro mais aerodinâmico. Está sendo oferecido com três tipos de motor: 1.0 aspirado, 1.6 e 1.0 turbo com injeção direta, que foi comercialmente batizado de 200 TSI em alusão ao torque em Newton-Metro (Nm). As versões são a básica 1.0 e 1.6, Comfortline e Highline, ambas com o motor TSI. Em janeiro começa a ser vendido a sua versão sedã, o Virtus, mais elegante que o hatch. 


O sedã Volkswagen Virtus

Apesar do acabamento simples e do estilo não muito original, o Polo venceu o último comparativo do ano do Guscar. E agora é, também merecidamente, coroado com o inédito título de Carro do Ano 2018, o mais tradicional da Autoesporte, criado em 1966 pela extinta revista Mecânica Popular, assumido em 1968 pela então publicação da editora carioca FC (Fernando Chinaglia) e atualmente integrante da Editora Globo desde 1998. 

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Não fossem as vitórias de vários outros modelos ao longo da história, o Carro Premium do Ano da Autoesporte poderia se chamar "O Audi Premium do Ano", tamanha a superioridade da marca alemã das quatro argolas na categoria. Na edição 2018, o A5 Sportback é o vencedor, sendo o segundo título do esportivo derivado do A4 (venceu em 2010 como Coupé, que ainda não chegou ao país na nova geração) e décimo-primeiro da Audi (1996. 1998, 2004, 2008, 2009, 2010, 2011, 2014, 2015, 2017 e agora 2018). No entanto, é a primeira vitória da versão fastback de quatro portas. A segunda que mais venceu foi a Mercedes, com "apenas" cinco títulos, que não vêm desde 2012. 
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sábado, 16 de dezembro de 2017


Com a chegada e o aumento dos importados na década de 1990, a revista Autoesporte desdobrou, pela primeira vez, a sua já tradicional premiação de Carro do Ano com a criação, em 1993, do Carro Importado do Ano. Logo no ano seguinte passou a eleger a Picape do Ano. Em 1997 surgiu o Utilitário do Ano.

Os anos se passaram e a preferência do consumidor mudou. Os carros importados já estavam enraizados no mercado e até concorrendo com os populares. Assim, em 2008, a Autoesporte mudou o nome do Importado do Ano para Premium do Ano, estabelecendo como condição uma faixa de preço superior a 100 mil reais. No ano seguinte, criou o Utilitário Premium.

Desde 2016, com os utilitários dominando os lançamentos e tomando o lugar de sedãs e hatches, as categorias de Utilitário e Utilitário Premium do Ano foram extintas e seus representantes incorporados aos Carros do Ano. Com a inflação, a faixa de R$ 100 mil começou a se tornar comum e, assim, a Autoesporte criou, para 2018, o Carro Superpremium do Ano, com piso de R$ 200 mil. O primeiro vencedor é o Série 5, da BMW, marca que venceu a primeira edição do Carro Importado do Ano com o Série 3 (então chamado de 325i).

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017


A exemplo da Renault Duster Oroch em 2016, a Nissan Frontier é a Picape do Ano 2018 da Autoesporte por antecipação, como candidata única. Foi o único modelo realmente novo do segmento lançado em 2017. 

Ao contrário da Oroch, a Frontier merece o título. E teria chances de conquistá-lo mesmo se tivesse concorrentes. Em comparativo feito em junho aqui no Guscar, a Frontier ficou em segundo lugar, perdendo apenas para a S10. Fabricada inicialmente no México, passará a vir da Argentina no ano que vem, mesma fábrica de onde também sairá a gêmea Renault Alaskan e Mercedes Classe X, as duas da mesma base. 
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017



Umas das novidades do face-lift do Ford Ecosport, lançado em agosto, além do novo conjunto frontal, do acabamento refinado e do motor 2.0 de injeção direta do Focus, foi outro propulsor, o 1.5 Dragon, que equipa as versões SE e Freestyle e agora foi eleito o Motor do Ano abaixo de 2.0 pela revista Autoesporte.

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Recém-lançado no Brasil, o utilitário esportivo médio Chevrolet Equinox disputou o título de Carro Premium do Ano da revista Autoesporte. Não ganhou. Ficou em terceiro lugar. Mas o seu propulsor 2.0 Ecotec Turbo, inédito no país, honrou o carro que impulsiona e deu o título para o seu anfitrião. 

Com 262 cavalos de torque e 37 kgfm de torque, o motor é alimentado por turbo e injeção direta, dosado por um câmbio automático de nove marchas. Ele ajuda o Equinox a acelerar de 0 a 100 km/h em 7,57 segundos e retomar a velocidade entre 80 e 120 km/h em 4,72 segundos. Os números são da revista Carro, uma concorrente da Autoesporte, organizadora do título. O motor campeão equipa as duas versões do Equinox: a LT (R$ 134.900) e a Premier (R$ 149.900). Nos Estados Unidos é usado também pelo cupê esportivo Camaro.


O motor 2.0 Ecotec Turbo somou 656 pontos e superou o Audi TDI 3.0 diesel do também utilitário Q7 por apenas 18 pontos (638). Em terceiro ficou o 2.3 biturbo da Nissan Frontier, a nova picape do ano, com 585 pontos. Em quarto o Ingenium 2.0 da Jaguar-Land Rover, usado no Jaguar F-Pace e nos Land Rover Discovery Sport e Evoque. O Fiat 2.4 Tigershark flex da picape Toro fecha a classificação dos finalistas com 557 pontos. 

Foi o segundo título da Chevrolet nesta categoria criada em 2007. O primeiro foi com o 2.5 SIDI Flex da picape S10 em 2015. Se a Audi tivesse vencido conquistaria o nono título e terceiro consecutivo, incluindo os cinco seguidos entre 2008 e 2012. Mas a marca alemã ainda domina a categoria. Aliás, o motor do Equinox é apenas o quarto a derrotar a Audi. E a Chevrolet, Ford e Porsche continuam sendo as únicas que a superaram.

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Nesta categoria de prêmios especiais, a revista Autoesporte escolheu para o Hall da Fama o famoso projetista Toni Bianco. Homenageou também um Executivo (Steve St. Angelo, CEO da Toyota para a América Latina, que também ganhou o título de Marca Verde do Ano (aliás, Steve foi o responsável pela conquista). Além do título principal de Carro do Ano, a Volkswagen também ficou com a melhor ação digital do ano, incluindo Twitter, Facebook, Instagram e You Tube. Pela primeira vez em oito anos, o prêmio de Publicidade não foi anunciado no evento. 

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sábado, 9 de dezembro de 2017


Criadora de esportivos com nomes de touros, a Lamborghini começou a fabricar automóveis desde que o seu dono, Ferruccio Lamborghini, fabricante de tratores, foi desafiado pelo arrogante dono da montadora do seu problemático carro, Enzo Ferrari, a produzir o seu próprio veículo, já que reclamava tanto da sua Ferrari. Assim nasceu o cupê Miura, em 1966. 

Passado pouco mais de meio século, a Lamborghini lança o seu segundo utilitário esportivo. Não para responder à provocação de um mau atendimento pós-venda, até porque reclamante e ouvidor (provocador) já não vivem mais. Mas para aderir a uma moda que provocou a extinção das peruas e minivans, já ameaça hatches, sedãs... cupês esportivos e ainda contaminou marcas de esporte e luxo como a Audi, BMW, Mercedes, Porsche, Alfa Romeo e inclusive a Bentley. Seu nome, Urus, que representa uma raça de touros selvagens extinta no século XVII, também chamada Auroque. 
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017


Apresentados os dois novos hatches compactos lançados em 2017, Volkswagen Polo e Fiat Argo, chegou a hora de compará-los com os líderes do mercado: respectivamente Chevrolet Onix e Hyundai HB20. Os quatro foram analisados em suas versões mais completas (Highline, Precision e Premium) com câmbio automático e opcionais. No caso do Onix, na versão esportiva Activ. As cilindradas dos motores são variadas. Temos um 1.0 turbo (Polo), 1.4 (Onix), 1.6 (HB20) e até um 1.8 (Argo). Será que os novatos são mesmo superiores como aparentam? É o que veremos agora.


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quinta-feira, 30 de novembro de 2017


Sete meses depois de completar 21 anos e entrar para a maioridade, o Palio teve a sua produção encerrada pela Fiat, que o substitui oficialmente pelo Argo. Na sua história, há uma liderança de mercado em 2014, após destronar o Volkswagen Gol, líder por 26 anos. Pena que o reinado foi curto. No ano seguinte foi superado pelo Chevrolet Onix.

Tudo começou no início dos anos 90, quando o Uno, que tanto tentou tirar a liderança do Gol, já pedia um sucessor por causa do surgimento de concorrentes mais modernos, como os reestilizados Corsa e o próprio compacto da Volkswagen. 
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domingo, 26 de novembro de 2017


Entre os modernos importados que desembarcaram no Brasil, no início da década de 1990, depois da reabertura decretada pelo ex-presidente da República Fernando Collor de Mello, um deles chamava atenção pelo vidro: o Subaru SVX, que tinha as janelas laterais divididas por um imenso quebra-vento, que reduzia a área abaixável pela metade. A parte superior era fixa. 

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sexta-feira, 24 de novembro de 2017


Assim como o Chevrolet Equinox, outro carro mostrado na seção Em Breve no Brasil já está no Brasil. Na verdade seriam dois, mas na prática é um único utilitário com duas marcas: os monovolumes Citroën Jumpy e Peugeot Expert.

Montados na empresa terceirizada Nordex, em Montevidéu, Uruguai, sobre a base modular EMP2, usada nos novos Citroën C4 Picasso e no Peugeot 3008, os dois, por enquanto, só chegaram na versão comercial (furgão para cargas), com o mesmo motor 1.6 HDi 8v (turbodiesel de injeção direta) de 115 cavalos e câmbio manual de seis marchas. Está previsto o automático de mesma quantidade de marchas.
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quarta-feira, 22 de novembro de 2017


Conforme esperado em matéria publicada em fevereiro aqui no Guscar, o utilitário esportivo médio Chevrolet Equinox já está à venda no Brasil, importado do México. Ele chega para substituir, em nosso mercado, o Captiva Sport, que vinha do mesmo país norte-americano.

Lançado, em primeira geração, nos Estados Unidos em 2004, o terceiro Equinox, que agora chega para nós, tem um estilo mais conservador pela caída vertical do teto, com vidro traseiro e terceira janela lateral de moldura escura degradê, as lanternas horizontais inspiradas no Camaro e a grade imensa com a gravata dourada da Chevrolet inserida num filete horizontal cromado, agora mais próximo dos faróis finos e pontiagudos. Tudo dentro do atual padrão estético da marca, usado também pelo sedã Cruze, com quem o Equinox compartilha a plataforma D2XX.
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sábado, 18 de novembro de 2017


No início dos anos 70, um pequeno cupê, construído em fibra de vidro sobre o chassi do Fusca por um modesto fabricante, era o sonho de consumo dos brasileiros na época: o Puma. A própria Volkswagen tinha o Karmann-Ghia, vendido na época em duas versões de carroceria: a original, de 1962, e a reestilizada TC, que era até mais barato e vendia mais. 

Mesmo assim, Rudolf Leiding, então presidente da Volks no Brasil, decidiu criar um novo esportivo, que teria de ser melhor e mais barato que o Puma. Em novembro de 1970, o departamento de estilo da VW brasileira entrou em ação e desenvolveu o “Projeto X”, guardado a sete chaves. 


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sexta-feira, 17 de novembro de 2017


Peruas, station wagons, carrinhas ou caminhonetes... seja qual for o nome, os carros de altura normal e porta-malas gigante praticamente foram extintas no Brasil, que está preferindo mesmo os utilitários esportivos compactos. Nem as minivans estão em alta.

A Palio Weekend não foi renovada junto com os seus irmãos Palio e Siena, que já vão sair de linha para darem lugar ao Argo e ao Cronos, respectivamente. Especulou-se uma SUV pequena, mas quem ocupou esse segmento dentro da Fiat foi o Jeep Renegade, marca americana de propriedade da marca italiana. A Peugeot 207 SW (na verdade a 206 maquiada) morreu na época da primeira publicação deste texto, em 2012. Fracassado como hatch, a segunda geração do Hyundai i30 não teve clima para ter por aqui a bela versão perua, vendida na Europa. A Renault Mégane Grand Tour também saiu de linha. A única que ainda continua no mercado é a Golf Variant, que ganhará um face-lift no ano que vem.

Um dos ícones do segmento no Brasil, junto as Chevrolet Caravan e Marajó, Ford Belina e a Volkswagen Quantum, a Volkswagen Parati saiu de linha em 2012, justamente quando completava trinta anos. Agora, ela volta a ser lembrada pelo blog nos seus 35 anos. 
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quinta-feira, 16 de novembro de 2017


O Volkswagen Gol foi lançado em 1980 para tentar suceder o Fusca. O hatch compacto quase morreu antes de completar um ano, mas teve alguns dos seus problemas corrigidos, ganhou outras três variações de carroceria e emplacou como o carro mais vendido do país durante 27 anos.

Seu primeiro derivado, o sedã Voyage, foi lançado apenas em 1981. Somente no ano seguinte, em 1982, a planejada família BX (nome do projeto) ficou completa com o lançamento da perua Parati, em junho e da picape Saveiro, em outubro.

Gol, Parati e Voyage já têm seus perfis registrados aqui no Guscar. Faltava falar da Saveiro. Peço perdão por um carro voltado para o trabalho não ter o mesmo destaque, pois preferi fazer um texto mais resumido, na seção História em Miniatura, ilustrada por uma réplica da minha coleção particular, que faz parte da série Carros Inesquecíveis do Brasil.
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017


Fazia muito tempo que a Volkswagen não fabricava um carro no Brasil tão rápido em relação à sua apresentação no exterior. Se não estou enganado, desde o antigo Polo, em 2002, nove meses depois de ser apresentado no Salão de Frankfurt do ano anterior.

O Polo volta a ser produzido no país, agora em São Bernardo do Campo, SP, duas gerações depois do que era fabricado em São José dos Pinhais, no Paraná. E isso em menos de cinco meses depois do texto de apresentação internacional publicado aqui no Guscar. Ao mercado, ele está chegando apenas dois meses depois de começar a ser vendido na Alemanha. Lançamento praticamente simultâneo. 

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domingo, 5 de novembro de 2017


Ausentes do comparativo de utilitários esportivos compactos do ano passado, Chevrolet Tracker e Ford Ecosport voltam com mudanças no estilo frontal, motores e acabamento para brigar com novos concorrentes como Renault Captur, Hyundai Creta, o reestilizado Suzuki Vitara e o JAC T40, que toma do T5 o posto de menor utilitário da marca chinesa, sem tirá-lo do mercado.

Outros foram mantidos, mas com novidades nesse ano que passou. Bicampeão dos comparativos do segmento aqui no blog, o Honda HR-V ganhou uma nova versão top, a Touring, que acrescentou faróis com leds diurnos, sensores de chuva e estacionamento traseiro e airbags de cortina. O Jeep Renegade ganhou sete cavalos na potência do motor e o Nissan Kicks agora é fabricado em Resende e tem outras duas versões: S e SV, mas foi considerada a top SL. Desta vez, o Peugeot 2008 ficou de fora, em razão da demora da vinda do seu face-lift ao país e o Guscar não aceita carros desatualizados em relação ao seu país de origem.

Já o estreante Creta quase ficou de fora, pois, quadrado e de acabamento pobre, é fruto da subvalorização do consumidor brasileiro pela marca sul-coreana, que na Europa lançou o Kona, um modelo mais estiloso e de melhor qualidade para ser vendido até na Argentina. Dei uma chance a ele porque este comparativo estava planejado quando ele ainda parecia moderno, mas no próximo comparativo não entra mais. Todos os dados de teste são da revista Carro, que avalia os automóveis com álcool no tanque.


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quinta-feira, 26 de outubro de 2017


O Bentley Continental GT foi o responsável pelo renascimento da sofisticada marca britânica que, até 1998, quando foi vendida para a alemã Volkswagen, era apenas uma preparadora esportiva da ainda mais nobre Rolls Royce, que foi vendida para outra alemã, a BMW, naquele mesmo ano.

A primeira geração, desenhada pelo brasileiro Raul Pires, foi lançada em 2003 e a segunda em 2011 (e foi falada aqui no Guscar). Seu sucesso motivou o crescimento da marca e a sua entrada em um inédito segmento: o de SUVs (de luxo, claro) com o Bentayga.

Para não perder o compromisso com os tradicionais clientes, a Bentley lançou, no último Salão de Frankfurt, a terceira geração, ainda fabricada em Crewe, Reino Unido, que é uma carroceria totalmente nova, moldada com alumínio aquecido a 500 graus num processo chamado Super Former.

Embora baseada no conceito EXP 10 Speed 6, de 2015, o novo Continental GT conserva as linhas esculpidas das duas gerações anteriores, assim como a enorme grade em tela losangular e os faróis redondos, inspirados em óculos de cristal de corte fino, com bordas bem definidas que capturam a luz como diamantes. Na lateral, o "culote" ficou mais acentuado. A grande novidade estética está na traseira, com as lanternas trocando o banalizado formato retangular pelo charmoso oval pequeno. As rodas são de 21 polegadas, com o 22" opcionais. Os pneus traseiros também são maiores. 


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sexta-feira, 20 de outubro de 2017


O Toyota Yaris foi lançado no Japão, em 1998, com o nome de Vitz. Mas o que a marca japonesa queria mesmo era disputar o forte mercado europeu com Volkswagen Polo, Fiat Punto, Ford Fiesta, Opel Corsa, Renault Clio e Peugeot 206. O objetivo foi realizado em 1999, quando foi apresentado no Salão de Frankfurt daquele ano. 

Com o seu estilo arredondado e alto, desenhado pelo jovem designer grego Sotiris Kovos, foi logo, em seu primeiro ano, eleito o Carro do Ano da Europa de 2000, título que ele já havia conquistado no Japão em 1998. Teve também uma versão monovolume chamada Verso (Fun Cargo no Japão), que se tornou uma linha independente e foi separada do Yaris. Foi vendido em outros mercados, como a Austrália, com o nome de Echo. Na América do Norte e México teve também a versão sedã com este mesmo nome. Desde então começou a ser especulado no Brasil.

A fábrica da Toyota em Indaiatuba, SP, estava recém-inaugurada produzindo o Corolla e a marca japonesa pretendia produzir um segundo veículo. Mas o dólar disparou, a economia esfriou e a produção do Yaris foi adiada para a segunda geração, que só seria lançada em 2005. Com Lula já no poder, os investimentos em modelos modernos foram reduzidos e o Yaris ficou mais caro.

Já com o país sob o poder da presidente Dilma, a crise econômica ficou mais forte e, em vez da terceira geração, apresentada em 2011, a Toyota decidiu fabricar um modelo mais barato: o indiano Etios, nas versões hatch e sedã, com painel de instrumentos centralizados que o Yaris abandonou nesta carroceria atual. O três volumes do Yaris 3, fabricado na Ásia, chegou a ser cogitado, com o nome de Vios, mas também não vingou por causa dos custos e do predomínio de SUVs.

O sonho do Yaris brasileiro será realizado no ano que vem. Não com o europeu, mas, sim, com  a segunda geração do tailandês, que é maior, mais espaçoso e ainda usa a nova plataforma modular TNGA, mas tem estilo mais comportado e acabamento pobre. Já o europeu ganhou dois face-lifts na sua terceira geração (2014 e 2017). 

TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO


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segunda-feira, 16 de outubro de 2017


Ao lado do Kia Rio, o Toyota Yaris é um daqueles modelos prometidos há anos para o mercado brasileiro, mas que nunca chegaram. Já se passaram umas três gerações e nada deles. Entretanto, parece que em 2018 vai... ou melhor, vem. Os dois.

O Rio será importado do México com o fim do Inovar Auto, que impunha cotas para ser vendido sem imposto sobre produtos industrializados (IPI) de 30% adicionais. Já o Yaris, de quem vou falar nesta matéria, será fabricado em Sorocaba, junto com o "indiano" Etios, nas versões hatch e sedã. 

Mas a boa notícia termina por aqui. Sabe aquele ditado "Quando a esmola é tanta até o santo desconfia"? Pois é, o Yaris a ser fabricado no Brasil não é a versão europeia, de estilo mais arrojado e melhor qualidade de arquitetura e acabamento, mas, sim, a asiática, de estilo mais comportado e produção mais barata, lançada na Tailândia. 
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terça-feira, 10 de outubro de 2017


Sete meses depois de ser apresentado no Salão de Genebra 2017, a segunda geração do SUV XC60, o carro mais vendido da história da sueca Volvo, já está à venda no Brasil em três versões de acabamento: Momentum, Inscription e R-Design.
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quarta-feira, 4 de outubro de 2017


Com a segunda geração, em 2014, do seu primeiro utilitário esportivo, o XC90, a Volvo lançou uma nova interpretação de suas tradicionais linhas retas. A grade frontal ganhou aletas verticais e os faróis luzes em LED em formato de T, que representa o martelo de Thor. O conceito já foi usado, em seguida, no sedã e perua S90 e V90, que até agora não chegaram ao Brasil. No ano passado foi a vez de renovar o XC60, o seu SUV mais vendido da história, este sim já em nosso país. Todos esses com a plataforma SPA. 

Em 2017, a Volvo decidiu ousar e, pela primeira vez em seus utilitários, desceu mais um nível (de tamanho, claro!) e apresentou o compacto XC40, fabricado na Bélgica, que estreia a nova plataforma modular CMA (Compact Modular Architeture - Estrutura Modular Compacta em inglês), configurada para uma distância entre-eixos de 2,70m.
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sábado, 30 de setembro de 2017


O Nissan Leaf foi o primeiro modelo totalmente elétrico a se tornar popular no mercado mundial. Toyota Prius e Chevrolet Volt são híbridos. Em 2011 foi eleito o Carro do Ano na Europa, seguido pelo Volt no ano seguinte. Nunca foi vendido oficialmente no Brasil. Apenas emprestado para policiais e taxistas do Rio de Janeiro e São Paulo para ser testado e usado como ação de marketing.

A segunda geração do Leaf foi apresentada no último Salão de Frankfurt e está mais próxima em estilo dos modelos a combustão da Nissan. O novo Leaf continua sendo um hatchback como o anterior. Os faróis ficaram mais afilados. Antes totalmente limpo, o capô ganha seções em vidro escuro, simulando a grade em V tridimensional da marca, com direito a uma textura interna que se ilumina. O para-choque também tem um prolongamento desta seção, só que em preto brilhante. O bocal de recarga, que antes ficava sob o sol nascente da marca, agora fica na ponta do capô. 
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quinta-feira, 28 de setembro de 2017




Há 25 anos o Opala deixava de ser fabricado. Mas ainda é lembrado pelo seu papel importante na história da indústria automobilística brasileira.

Tudo começou no início dos anos 1960, quando a General Motors do Brasil, então com quarenta anos de atividade e desde 1957 produzindo caminhões e picapes, decidiu fabricar um automóvel de passeio.

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terça-feira, 26 de setembro de 2017


Em 1990, o Chevrolet Opala já tinha quase 22 anos e três plásticas (contando só as mais profundas) no corpo, digo, na carroceria, quando a General Motors decidiu que não adiantava mais tentar disfarçar a idade. Era preciso substituí-lo.

O escolhido, porém, já não era nenhuma novidade na Europa. O Opel Omega, que sucedeu o Rekord de quinta geração (o Opala foi baseado na terceira), já tinha quatro anos na época da decisão de fabricá-lo em São Caetano do Sul. Mas para o nosso "humilde" país, que reabria os portos para os veículos importados, seria um carro "ultra" moderno para enfrentá-los.
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017


Não acho que o novo Volkswagen T-Roc, apresentado pela primeira vez como conceito há três anos no Salão de Genebra 2014, no qual estive pessoalmente, tenha um estilo atraente. Muito reto, com teto baixo e colunas largas, parece um buggy fechado. Só gostei do desenho da frente. O roadster do conceito era mais atraente, pois seria um carro de nicho. 

O T-Roc também lembra bastante o Audi Q2, com o qual divide a plataforma modular MQB. Digamos que o Volks seja uma versão mais simples do primo da marca premium. 

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quarta-feira, 13 de setembro de 2017


Até o surgimento do Q3 em 2011, o Q5 era o menor utilitário da Audi. O agora modelo intermediário da marca alemã chega ao Brasil em sua segunda geração, importado do México, com a missão de encantar mais pelo conteúdo do que pelo seu estilo demasiadamente padronizado com outros SUVs da marca das quatro argolas.
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quarta-feira, 6 de setembro de 2017


No ano passado, apresentei a segunda geração do Audi A5 Coupé como lançamento internacional. Alguns meses depois foi revelada a versão de quatro portas, chamada Sportback, atraente pela caída fastback do teto, a traseira curta e o capô ressaltado e vincado. O restante já faz parte do padrão da marca alemã, como a grade mais larga e hexagonal, os faróis horizontais delineados por LED e as lanternas traseiras horizontais.

Para o Brasil, país traumatizado pelos carros de duas portas e que, desde a chegada dos importados, prefere os de quatro, a Audi trouxe primeiro o Sportback. 

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sexta-feira, 1 de setembro de 2017


O veículo fabricado por mais tempo no Brasil estaria completando 60 anos. Sua história se encerrou no final de 2013, por causa da obrigação de todo o carro fabricado no país ser equipado com airbags frontais e freios ABS a partir do ano seguinte, o que era inviável na Kombi.

Sindicalistas e o ex-ministro da fazenda do desgoverno do PT tentaram adiar a morte do utilitário, isentando a Kombi desta obrigação. Mas o bom senso falou mais alto.

Na Alemanha, a Kombi nasceu em outubro de 1949, sugerida dois anos antes por Ben Pon, um empresário holandês, dono de concessionária que se tornou o primeiro representante da Volkswagen em seu país natal e fora do país de origem da marca. Pon rabiscou em seu caderno de anotações o esboço de um automóvel revolucionário que pudesse transportar cargas de forma eficaz. A ideia veio do Plattenwagen, uma espécie de carrinho motorizado de transporte de peças dentro da fábrica da Volkswagen, que tinha chassi e motor de Fusca, mas a cabine com o volante ficava na parte de trás.


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segunda-feira, 28 de agosto de 2017


Lançado em 2003, o Ford Ecosport foi o primeiro SUV compacto do mercado brasileiro, abrindo as portas para vários modelos do gênero, nacionais ou importados. A primeira carroceria passou por dois face-lifts (2007 e 2010) e em sete anos viu surgir os primeiros concorrentes, como o Citroën Aircross e o Renault (Dacia) Duster.

Em 2012, o Eco ganhou uma nova geração, com carroceria, estilo e plataforma inteiramente novos, mas que não foram capazes de resolver os problemas de espaço e acabamento. No primeiro caso, o estepe continuou exposto na tampa do porta-malas para aumentar a capacidade de bagagem. E os painéis continuaram abusando do plástico duro.






Ford Ecosport 2013


Em compensação, se tornou um carro mundial, com fabricação na Índia e exportação de lá para a Europa, onde é vendido sem o "cafona" estepe na tampa traseira. Por aqui, a concorrência foi ficando ainda mais forte. No ano seguinte surgiu o Chevrolet Tracker. Mas foi a partir de 2015 que o Ecosport ficou definitivamente para trás, tanto em modernidade, quanto em vendas. Surgiram no mesmo ano, quase no mesmo mês o Honda HR-V, Jeep Renegade e o Peugeot 2008. No ano passado chegaram o o face-lift do Tracker, o Nissan Kicks e este ano a sua versão nacional, o Hyundai Creta e o Renault (autêntico) Captur. O Chevrolet foi até prejudicado pelas cotas limitadas do México, onde é fabricado. Hoje, o Ecosport ocupa o quarto lugar em vendas acumuladas no ano em seu segmento. 

Assim, cansada de ver o seu querido produto fragilizado, a Ford resolveu se mexer. Reestilizou a frente do seu pequeno SUV, dando-lhe faróis maiores e uma grade mais avantajada que a anterior, lembrando o luxuoso Edge. Foi a única mudança externa, pois o estepe continua lá na tampa do porta-malas, ainda de abertura lateral, já que o brasileiro se incomodaria em perder mais espaço para bagagem do que ele não tem (são 356 litros). Pior que perdeu mesmo sem tirar o estepe do lugar. O assoalho ganhou reforço para permitir três níveis de acomodação, inclusive plano. 


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segunda-feira, 21 de agosto de 2017


Carros subcompactos não são muito populares no Brasil. Mas há quem goste. E para essas pessoas existem opções desde o Mini Dacon dos anos 80, os primeiros Renault Twingo e Ford Ka na década de 90 e o Fiat 500, na última década. Só que o Dacon era fora de série, o francês não é mais vendido no país há mais de quinze anos, o 500 ficou com a importação suspensa por alguns meses e o Ka precisou se transformar em hatch compacto comum para ser aceito no mercado.

Mesmo com modelos que não pegaram, o segmento ainda existe. Atualmente, três opções são o chinês Chery QQ, em sua segunda geração e agora fabricado em Jacareí, interior de São Paulo, o Fiat Mobi e o Volkswagen Up!, que se enfrentam neste comparativo. O também chinês JAC J2 só não foi incluído porque também parou de ser importado. 

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017





Embora muito querido pelos norte-americanos, o Honda Accord nasceu no Japão, país de origem do seu fabricante, em 1976. No mesmo ano começou a ser exportado para os Estados Unidos, onde chegou a ser o carro de passeio mais vendido em 1992, 1993 e 1994.

Inicialmente era um hatch de duas portas, com 4,12m de comprimento e 2,38m de distância entre-eixos. A versão sedã de quatro portas só foi lançada três anos depois. Foi reestilizado em 1981, 1986, 1990, 1994, 1997, 2002, 2007, 2013 e agora em 2017. O Brasil recebeu todas a partir da quarta geração, sempre importado. Chegou a vir do México, mas hoje vem do Japão e, se a nova vier, será oriunda dos Estados Unidos, onde chegou a ser o mais vendido.


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domingo, 6 de agosto de 2017


Cultuado no Brasil, o Honda Civic é bem aceito nos Estados Unidos. Tanto que a atual geração foi lançada lá. Mas o queridinho mesmo dos norte-americanos é o sedã grande Accord, considerado médio por eles e um dos carros mais vendidos do país de Donald Trump.

O Accord está chegando à sua décima geração desde 1976, quando o carro, então um hatch compacto (ou médio para nós), foi lançado no Japão e exportado para eles. 

O atual Civic emprestou (é a palavra mais correta, tamanha a semelhança entre os dois) o estilo e a sua plataforma modular para o novo Accord (e também para o utilitário CR-V), com aço mais resistente e ao mesmo tempo mais leve.
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017


A tradicional marca britânica Jaguar, hoje controlada pelo grupo indiano TATA, estreou na categoria de utilitários esportivos no ano passado, com o médio F-Pace. Agora, ela segue o exemplo de suas concorrentes premium, Mercedes, BMW, Audi, Porsche e Volvo, e começa a se expandir em seu novo segmento com o compacto E-Pace.



Com a mesma plataforma modular iQ-AI do F-Pace, usada também pelo sedã XE e os Land Rover Discovery Sport e Evoque (do mesmo grupo indiano), o E-Pace tem um estilo mais arrojado que o irmão mais velho. As linhas, com o vidro traseiro quase horizontal, e o desenho bem pontudo das janelas laterais se aproximam de um cupê. Mas a grade ampla e plana, com tela colmeiada até o para-choque, e as lanternas horizontais finas posicionadas a maioria na lateral são características da Jaguar. A identidade frontal do E-Pace está no desenho 1/4 de círculo dos faróis, delineados pelas luzes diurnas de LED, diodo que também compõe a iluminação principal. A inspiração veio do cupê esportivo F-Type. 
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domingo, 30 de julho de 2017


A partir do primeiro Audi A8, em 1994, os modelos da marca alemã da antiga Auto Union evoluíram em estilo. Os quadradões 80, 100 e V8 deram lugar aos arredondados A4, A6 e A8. E ainda surgiram os compactos A1, A2 e A3, os cupês A5, A7, TT e R8 e os utilitários Q7, Q5, Q3 e Q2, além de outras variações.

Mas desde a segunda geração do sedã médio-grande A6, em 1998 (a primeira era um mero face-lift do 100), as linhas dos Audi ficaram estagnadas. E repetitivas. Só se diferem no formato da carroceria (sedã, cupê, cupê de quatro portas, utilitário ou perua). Não há como negar que a Audi priorizou seu investimento em tecnologia. E o novo A8 é um grande exemplo disso.


A quarta geração do seu maior sedã continua com o teto arredondado, presente na Audi desde a década de 1990, mas evoluiu na grade, que ficou mais larga e com o formato hexagonal mais definido, nos faróis a laser e nas lanternas interligadas por um friso iluminado por OLEDs e uma fina barra cromada. A carroceria convencional mede 5,17m de comprimento e a alongada, chamada A8L, 5,30m.


Se o novo A8 não revolucionou o estilo, não podemos reclamar da tecnologia. Só o interior tem três telas de alta definição: uma de 12,3 polegadas que ocupa o quadro de instrumentos e tem 1920 x 720 pixels; a segunda de 10 polegadas e resolução de 1540 x 720 no centro do painel, responsável pelo sistema multimídia, e a terceira, de 8,6 polegadas e 1280x660, que fica no túnel do console e representa a tela do sistema de climatização. Tudo comandado por toque, gestos e voz, dispensando, pela primeira vez, o tradicional botão giratório MMI.


Os difusores de ar ficam escondidos por uma tampa revestida de madeira quando o carro está desligado. A tela multimídia, por sua vez, está protegida por um filme escuro e também some durante a hibernação do veículo, camuflando-se no acabamento em preto brilhante do painel. 


Os bancos dianteiros possuem ventilação, aquecimento e massagem com sete programas e três níveis de intensidade. Os de trás têm os mesmos recursos de conforto, mas opcionalmente é oferecido um pacote executivo, com apenas dois lugares, sendo que o direito tem reclinação, apoio para as pernas, mesa de trabalho e até aquecimento e massagem para a sola dos pés. Entre o "patrão" e o "secretário" há um compartimento refrigerado e uma tela de OLED (no concorrente Série 7 é um tablet removível) para ajustar a climatização e botões para o ajuste elétrico dos bancos. Na versão L, os dois têm direito a uma tela de entretenimento de 10 polegadas nas costas dos bancos da frente. A iluminação interna pode ser em LED, OLED ou laser, dependendo da versão.




No entanto, o protagonista tecnológico do novo A8 é o sistema que o coloca no nível 3 de condução autônoma, que vai de 0 a 5. É o primeiro automóvel do mundo a atingir esse nível. Na fase de lançamento o sedã já pode andar sozinho em rodovias a até 60 km/h. Já é possível até, se a legislação local deixar (o que não acontece no Brasil) tirar a mão do volante e ficar fazendo outra coisa durante o trajeto. O sistema é comandado por uma unidade de controle (zFAS) e funciona através da mescla de dados das câmeras 360º, sensores de radar, sensores ultrassônicos e, pela primeira vez, scanners a laser, embora de menor alcance, mas com mais definição. O AI, como é chamado, gerencia a saída da imobilidade, a aceleração, a direção e a frenagem. Ele é ativado por um botão no console. Caso seja necessário, o motorista é "chamado" para assumir o controle. No ano que vem, ele já vai poder estacionar sozinho, mesmo sem a presença do motorista no carro, que também pode manobrá-lo do lado de fora através de um aplicativo do smartphone.


Inicialmente, o novo A8 terá apenas motores V6 3.0 turbo a gasolina (TFSI, de 340 cv) e a diesel (TDI, de 286 cv). Também em 2018 serão lançadas as motorizações V8 4.0 turbo, também a gasolina (TFSI de 460 cv) e diesel (435 cv). Em  2019 será a vez da híbrida E-tron, associando um motor elétrico a um V6 TFSI, combinando uma potência de 455 cv, e a W12, de doze cilindros, que na verdade são dois V6 unidos. Este e os motores V8 possuem sistema de desativação de metade dos cilindros e anulação de ruído interno, que faz com que o auto-falante inverta o sinal de som. O sistema também está presente na versão E-tron. O câmbio é automático de oito marchas e a tração é integral Quattro. 



Outro show de tecnologia do A8 está na suspensão. Além de pneumática, ela tem um motor elétrico em cada roda, que prepara os eixos para os obstáculos da pista, devidamente detectados pela mesma câmera frontal do sistema de direção autônoma. Em caso de iminência de colisão lateral, a suspensão se eleva automaticamente no lado do acidente, de modo que a estrutura das soleiras das portas absorva o máximo de impacto possível. E as rodas traseiras também são esterçáveis, ou seja, viram no mesmo sentido das rodas da frente para melhorar a estabilidade ou no sentido contrário, para facilitar as manobras em curvas.  Pena que boa parte destes equipamentos aqui citados sejam opcionais. 


O Audi A8 2018 começa a ser vendido na Alemanha em setembro, a partir de 90.600 euros para a carroceria normal e 94.100 euros para a L. Convertendo para o real, custaria R$ 335.220 e R$ 348.170, respectivamente. Isso sem o imposto de importação, que levaria o modelo para os 600 mil, preço da versão V8 4.0 da geração atual vendida no Brasil. A carroceria longa custa R$ 839 mil com motor W12. 

Como todos esses recursos de condução autônoma dependem de mudanças na legislação, provavelmente o novo modelo vai chegar ao Brasil desfalcado de boa parte deles. 


TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO 
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