TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO


Ao contrário do Civic (sedã que lhe emprestou a plataforma e vários componentes), que mudou radicalmente de estilo, a quinta geração do crossover CR-V (que nasceu como um jipinho compacto em 1995), é mais um daqueles modelos totalmente novos que conservaram traços da geração anterior para manter a identidade. Faróis, cromados da grade e da traseira e lanternas lembram muito o face-lift de 2014. 


Mas é possível identificar uma nova carroceria, sim. A grade ficou mais hexagonal e o seu enfeite cromado, mais tridimensional, ocupando a parte superior. Ele também está integrado aos faróis, que estão mais finos e totalmente em LED. O para-choque está mais "queixudo" e tem a cor da carroceria até a altura da grade auxiliar, onde o material é escuro e fosco. As duas grades têm formato de colmeia.

CR-V 2015

A lateral ficou mais musculosa na altura das rodas e das maçanetas das portas. A base das janelas ficou mais ascendente em direção à traseira. Na tampa do porta-malas, as lanternas (em LED) têm dois formatos: um em bumerangue, que se estende até o vidro, nas colunas, e o prolongamento na tampa do porta-malas, abaixo do friso cromado. A tampa se estende até o para-choque e é realçada por vincos, inclusive nas extremidades. O vinco no teto se estende até o aerofólio sobre o vidro. 


CR-V 2015

As linhas praticamente foram mantidas, mas o CR-V evoluiu bastante. A plataforma do Civic aumentou a distância entre-eixos em quatro centímetros (2,66) e o comprimento em 3 cm (4,56m). Isso melhorou o espaço interno do CR-V, mais precisamente para as pernas de trás, em 5 cm.

O acabamento está mais refinado, com mais superfícies macias e a volta dos botões físicos de rádio e climatização, atendendo à reclamação de proprietários de Civic, City, Fit e HR-V, insatisfeitos com os comandos touch. O interior pode ter bancos e revestimentos das portas pretos ou brancos. 


O painel continua com o estilo horizontal, mas está mais moderno que o modelo anterior e também o Civic. O velocímetro é totalmente digital (provavelmente na versão mais cara, a Touring). A tela multimídia é colada sobre a faixa de couro do tablier, mas a estrutura do aparelho faz com que ela tenha um efeito flutuante. As saídas centrais de ar ficam destacadas no alto, lembrando o Jeep Renegade ou mais intensamente com o Nissan  Kicks. Em segundo plano da cobertura de couro está um aplique de madeira. Abaixo do painel, mas ainda elevada, está a posição da alavanca de câmbio, disposta nesta forma desde a terceira geração.


A lista dos novos itens de segurança do novo CR-V estão num pacote chamado Honda Sensing, que inclui aviso de colisão frontal, advertência de saída involuntária de faixa, controle de cruzeiro adaptativo e auxiliar de manutenção em faixa de rodagem. Caso não seja possível evitar a batida, os freios suavizam o impacto. O crossover também traz freio de estacionamento elétrico, abertura elétrica do porta-malas e sistema multimídia com Android e Apple. 


O novo CR-V ganha, como opção, o mesmo conjunto motriz do Civic: o motor 1.5 turbo de injeção direta de 190 cavalos e o câmbio automático CVT nas versões EX, EX-L e Touring. A básica LX vai usar o 2.4 16v do antigo Civic Coupé Si, de 184 cavalos (uma evolução do usado na geração retrasada), com o câmbio CVT. A tração integral será opcional. 

O CR-V chega no ano que vem, importado do México, agora para ocupar um segmento de luxo.