sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

COMPARATIVO - SEDÃS EXECUTIVOS


TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO
DADOS DE TESTE: REVISTA QUATRO RODAS 
(NÍVEL DE RUÍDO DO PEUGEOT - REVISTA CARRO)

O Brasil é um país subdesenvolvido mas o segmento de sedãs executivos é bem variado. Além do Ford Fusion, Honda Accord, Kia Optima, Nissan Altima, Peugeot 508 e Volkswagen Passat, modelos que vão participar do comparativo que você lerá abaixo, o mercado tem outras opções como Chrysler 300C, Citroën DS5, Hyundai Azera, Genesis e Equus, Kia Cadenza e Quoris (em breve) e Toyota Camry, sem falar dos representantes das marcas premium como Audi, BMW, Mercedes, Volvo, Jaguar e Porsche.

Por causa das motorizações pequenas e únicas do recém-lançado Nissan Altima e do Peugeot 508, foquei em versões mais baratas. Hyundai Azera, Kia Cadenza, Chrysler 300C e Toyota Camry só oferecem motores V6, disponível como opção para o Honda Accord, e por isso não participam. O Ford Fusion também tem uma versão com motor 2.0 Ecoboost turbinado e com injeção direta de 240 cv, potência equivalente aos dos seis cilindros. O Kia Optima é mais compacto (e mais barato) que o Cadenza. O Sonata ficou de fora porque, além da Hyundai não ser clara na informação correta de lista de equipamentos e preço, ela acabou de anunciar que suspendeu a importação do modelo. E o Passat vai participar sem opcionais.


Assim, além do Volks, serão comparados o Ford Fusion 2.5 (o único flex do mercado) com teto solar, o Honda Accord de quatro cilindros 2.4, o mais equipado dos dois pacotes do Kia Optima e as opções únicas do Nissan Altima e do Peugeot 508. São modelos entre a faixa de 100 e 120 mil reais (patamar que o Citroën DS5 ultrapassou e por isso foi excluído), já que os R$ 99.800 pedidos pelo Nissan americano é puro marketing.

Por muito tempo, esperei o lançamento da versão reestilizada do Chevrolet Malibu. Mas a sua vinda ainda é incerta. Talvez nem venha mais. Talvez a General Motors esteja concentrada na vinda da marca Cadillac, que deve ficar restrita a São Paulo, como é a Lexus, da Toyota. É uma pena, pois eles ficam de fora de um segmento que tem mais opções do que os hatches médios.  

A nona geração do Honda Accord é muito parecida com a anterior na lateral e em algumas partes do painel interno, mas a plataforma é nova.  Com certeza, não foi isso que o deixou em último em seu primeiro comparativo contra os seus principais rivais.

Pesaram contra o elevado preço de R$ 119.900 pedido pelo motor 2.4 16v, sem a contrapartida de bons equipamentos de série. Tem até poucos. Não que ele seja pelado, já que traz de série ar condicionado digital de duas zonas, câmera de ré com 3 ângulos de imagem, duas telas informativas no painel, piloto automático, sensor de estacionamento traseiro, trio elétrico, som com MP3, bancos em couro, bancos dianteiros elétricos, assistente de partida em subida, seis airbags (frontais, laterais e cortina), freios ABS com assistência de frenagem e controle de estabilidade. Mas a sua lista é uma das mais triviais para um sedã executivo, ao lado do Passat. Bossas como a câmera no retrovisor externo direito que identifica pontos cegos, entrada sem chave, botão de partida, teto solar e até saída do ar para o banco traseiro, que não é bossa, são exclusivos da versão V6, que ainda pode desligar metade dos seus cilindros.

O câmbio automático tem apenas cinco marchas, contra seis dos outros quatro rivais e o CVT de sete do Nissan Altima. E também não tem possibilidade de mudanças manuais no volante. Outro resultado ruim vem da frenagem. Parando em 65,2 metros a 120 km/h, segundo a revista Quatro Rodas, ficou atrás de todo mundo.


Todos os seis modelos são bem espaçosos, mas, para ser mais objetivo, a classificação do espaço interno foi baseada na distância entre-eixos. Assim, com os seus 2,77m (três centímetros a menos que a geração anterior), o Accord ficou em penúltimo lugar.

O Honda não venceu nenhum item. Seu melhor resultado foi no desempenho, onde ficou em segundo lugar, atrás apenas do Passat, mesmo com o mediano motor 2.4 16v de 175 cavalos e o câmbio limitado de cinco marchas. O Accord acelera de 0 a 100 km/h em 9,4 segundos e retoma entre 80 e 120 km/h em 6 segundos.

O consumo de 9,3 km/litro na cidade e 13,4 km/l na estrada ficou na terceira posição, superado pelos empatados Nissan Altima e Peugeot 508. Bons resultados também vieram no acabamento (atrás destes mesmos modelos) e na rede de 191 concessionárias (menor apenas que as tradicionais Volkswagen e Ford). Nível de ruído (64,5 decibéis a 120 km/h), porta-malas (447 litros) e o estilo (poderia ter ousado mais) obtiveram resultados medianos.

Os deslizes mencionados no início do seu texto e um único segundo lugar como melhor resultado indicam que é preferível pagar R$ 147.900 pelo motor V6. Sedã tradicional, o Accord foi um dos primeiros importados do início dos anos 90. Nesta nona geração voltou a ser fabricado nos Estados Unidos, mesma origem do arquirrival japonês Nissan Altima. Lá, a briga é mais feia.


FICHA TÉCNICA

Motor: Quatro cilindros em linha, transversal, gasolina, 2.356 cm³, 16 válvulas
Potência: 175 cv
Câmbio: Automático de cinco marchas 
Tração: dianteira
Aceleração de 0 a 100 km/h: 9,4 segundos (revista Quatro Rodas)
Velocidade máxima: não divulgada
Consumo: 9,3 km/l na cidade e 13,4 km/l na estrada (Quatro Rodas)
Comprimento/largura/altura/entre-eixos: 4,89/1,85/1,47/2,77m
Porta-malas: 447 litros
Tanque: 65 litros
Preço:  R$ 119.900 


Junto com o sedã da Honda, o Kia Optima foi um dos que não venceram nenhum item. Pelo menos ficou com dois segundos lugares: no câmbio automático de seis marchas com borboletas no volante para mudanças manuais - mesmo sistema do Peugeot 508, que dividiu a posição com ele - e no estilo diferenciado, superado em ousadia e charme apenas pelo Ford Fusion.

Pesaram na classificação do Kia o pior desempenho (aceleração de 0 a 100 km/h em 11 segundos e retomada entre 80 e 120 km/h em 7,8 segundos) e o acabamento mais modesto para um carro desse porte, que refletiu no nível de ruído mais alto, de 65,3 decibéis a 120 km/h. O porta-malas de 437 litros só não é o menor porque o do Nissan Altima tem 436, mas declarei empate técnico na quinta posição. O consumo de gasolina de 8,3 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada só é melhor que o do Fusion flex, abastecido e testado com álcool pela revista Quatro Rodas.

O sucessor do Magentis também obteve muitos resultados medianos, entre o terceiro e o quarto lugar. O motor 2.4 16v tem 180 cavalos e ficou atrás dos 211 cv do Passat e dos 182 cv do Altima. O espaço interno tem como referência a distância entre-eixos de 2,80m, menor apenas que o Fusion e o Peugeot.


Frenagem (64,2 metros a 120 km/h, tecnicamente empatado com o Fusion) e a rede de 166 concessionárias, mesmo número da Nissan e um ponto de venda/assistência a mais que a Peugeot, ficaram no quarto lugar, assim como o preço e a lista de equipamentos.

O Optima básico custa R$ 107.900 e ficaria como o terceiro mais barato se eu tivesse considerado também o Fusion sem o teto solar, seu único opcional. Mas achei melhor considerar o segundo pacote do Kia, o mais caro, que sai por R$ 115.900 e adiciona faróis de xenônio e lavador, chave que abre as portas e o porta-malas à distância, botão de partida e teto solar panorâmico.

Ele já vem de série com bancos em couro, freios ABS com EBD (enquanto os outros também têm assistência de frenagem), rodas de aro 18, faróis e lanternas com LED, sensores de chuva e estacionamento, banco do motorista elétrico e com memória, CD Player com MP3 e entradas USB e para iPod, assistente de partida em subidas, controles eletrônicos de tração e estabilidade, seis airbags e piloto automático. Venceu o Passat e o Accord por trazer botão de partida e acesso sem chave por menos preço (o Honda só o oferece na versão V6 e a Volks cobra como opcional), mas a sua câmera de ré é vista modestamente no retrovisor interno e não há um navegador com GPS, que o deixaria mais próximo do Peugeot. 

Único dos sedãs deste comparativo genuinamente asiático (os japoneses Accord e Altima são importados dos Estados Unidos), o sul-coreano Kia Optima é até visto como um objeto de desejo, mas mostrou que precisa de mais requinte e equipamentos para conquistar os executivos mais exigentes.

FICHA TÉCNICA 

Motor: Quatro cilindros, transversal, gasolina, 2.359 cm³, 16 válvulas
Potência: 180 cv 
Câmbio: Automático sequencial de seis marchas com borboletas no volante
Tração: dianteira
Aceleração de 0 a 100 km/h: 11 segundos (revista Quatro Rodas)
Velocidade máxima: 220 km/h (fabricante)
Consumo: 8,3 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada (Quatro Rodas)
Comprimento/largura/altura/entre-eixos: 4,85/1,83/1,46/2,80m
Porta-malas: 437 litros
Tanque: 70 litros
Preço: R$ 107.900 (básico) e R$ 115.900 (completo)



Se este comparativo fosse contado por vitórias, como eu fazia até 2011, o Volkswagen Passat ia ganhar um presentão e tanto pelos seus 40 anos de presença no Brasil em 2014. Ao lado do Nissan Altima, foi o que mais venceu itens, principalmente os técnicos, como o motor (211 cavalos gerados pelo 2.0 turbo de injeção direta) e os testados pela revista Quatro Rodas (desempenho, frenagem e nível de ruído). Ah, claro! A rede de 636 concessionárias da VW também é imbatível. 

A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,1 segundos e a retomada entre 80 e 120 km/h em 4,9 segundos. A frenagem a 120 km/h foi feita em 52,7 metros e o nível de ruído na mesma velocidade é de 61,8 decibéis, quatro décimos mais alto que o do Ford Fusion, mas com empate técnico. O único segundo lugar, que ainda o deixaria empatado com o Altima, vem do porta-malas de 485 litros.  

Mas o Passat perderia o título porque não ficou em nenhum quesito com o terceiro lugar. Conquistou dois quartos: no consumo (único dado da Quatro Rodas que ele não venceu) de 9,1 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada e no acabamento simples, de materiais duros, apesar dos detalhes em alumínio. 

Como o comparativo é decidido por pontos, os penúltimos lugares no câmbio, preço e equipamentos de série, além das lanternas no espaço interno e no estilo, o deixaram no quarto lugar geral. 

A transmissão DSG do Passat tem seis velocidades como os rivais (exceto o Accord com cinco e o Altima, que é CVT) e borboleta no volante, como no Optima e no 508. Mas ficou em penúltimo porque é automatizado e não um automático de verdade. Pelo menos tem dupla embreagem.


Básico, o Passat custa R$ 118.150. Tem de série ar condicionado digital de duas zonas com saída para a traseira, som com CD Player, discotequeira, MP3 e Bluetooth, banco do motorista com regulagem elétrica, controles eletrônicos de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, seis airbags, freios ABS com assistência e bancos em couro. É uma lista respeitável, mas inferior à maioria dos concorrentes, exceto o Honda Accord, com quem ficou empatado de forma subjetiva.

Equipamentos como botão de partida e entrada sem chave, GPS, banco do carona elétrico, faróis em LED, câmera de ré e teto solar, presentes na maioria dos seus concorrentes, são opcionais. Os pacotes custam entre  R$ 2.767 e R$ 30.080. Se estivesse equipado com o piloto automático adaptativo ACC, que mantém não só a velocidade como a distância para o veículo da frente, mas também freia em iminência de acidente, banco do motorista com massageador, aquecimento e ajuste lombar elétrico dos dois bancos da frente e retrovisores externos com memória de regulagem, o Passat até seria o mais equipado, mas seu preço pularia para mais de 148 mil reais e o tornaria bem mais caro. 

O Passat não é apertado para os passageiros que vão no banco de trás, mas a sua distância entre-eixos de 2,71m e o reduzido espaço para quem vai no meio do banco traseiro o deixaram em último lugar. O problema pode ser resolvido na próxima geração do modelo, que deve ser lançada no Salão de Paris, tal como o estilo mais antigo dos seis. A carroceria atual é de 2005, com o face-lift de 2011. Ficar em quarto lugar foi uma despedida honrosa para a quinta geração de um modelo que foi fabricado no Brasil como hatch médio por quinze anos e hoje é um sedã executivo importado. 

FICHA TÉCNICA

Motor: Quatro cilindros, transversal, gasolina, turbo, injeção direta, 1.984 cm³, 16 válvulas
Potência: 211 cv
Câmbio: Automatizado, DSG, de seis marchas e dupla embreagem
Tração: dianteira
Aceleração de 0 a 100 km/h: 7,1 segundos
Velocidade máxima: 210 km/h
Consumo: 9,1 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada
Comprimento/largura/altura/entre-eixos: 4,77 /1,82/1,48/2,71 m
Porta-malas: 485 litros
Tanque: 70 litros
Preços: De R$ 118.150 a 148.230 (completo)

Durante seis anos o Ford Fusion foi vendido com uma carroceria de desenho bem conservador, para não dizer careta, principalmente depois do face-lift de 2010. Tipicamente norte-americano, chegou ao Brasil em 2006, em plena Copa do Mundo na Alemanha. Com preço acessível, caiu nas graças do empresário de meia idade brasileiro e substituiu o europeu Mondeo, que ganhava a sua terceira geração na época.

Em 2012 o Fusion foi inteiramente reestilizado. As linhas sóbrias dos states se fundiram com a ousadia jovial europeia do Mondeo, que agora tem a mesma carroceria do Fusion. E no final daquele ano, o novo modelo chegou ao Brasil ainda com o nome americano, de olho nos executivos jovens. E de fato, o estilo moderno já garantiu uma das quatro vitórias do Fusion no comparativo. Mérito das linhas angulosas, os faróis estreitos e a enorme grade dianteira hexagonal, igual a dos esportivos ingleses da Aston Martin. Todo mundo gosta de carro que se parece com carro de rico.

As outras três vitórias foram no nível de ruído testado pela revista Quatro Rodas (61,4 decibéis a 120 km/h), no porta-malas de 514 litros e no espaço interno proporcionado pela distância entre-eixos de 2,85m.

Quando chegou ao nosso mercado, ficou a impressão de que o Fusion deixaria de ser o carro de luxo acessível que sempre foi. A primeira versão a desembarcar do México, a Titanium com tração integral, o novo motor Ecoboost 2.0, com turbo e injeção direta de 240 cavalos, atualmente custa R$ 118.900.

Mas a fama de acessível do Fusion foi mantida com a chegada da versão 2.5 Flex, com tração dianteira, que é a que participa deste comparativo. Sem o teto solar, o Ford seria o mais barato, custando R$ 96.900. Mas como o Nissan Altima já vem equipado assim, incluí este único opcional do Fusion, que passa a custar R$ 100.900, o que faz dele o segundo mais barato, sendo ultrapassado pelo nipo-americano do grupo Renault. A rede de 400 concessionárias da Ford também é a segunda maior, atrás apenas da Volkswagen.


Neste encontro de sedãs executivos, curiosamente, o melhor custo-benefício veio dos três modelos mais baratos que, coincidência ou não, ficaram no pódio. O Nissan Altima é o mais barato e o que oferece mais equipamentos. O Peugeot 508 ficou em terceiro no preço e segundo na lista de equipamentos. Já o Fusion, de quem estamos falando agora, é o segundo mais barato e terceiro mais equipado.

Apesar de ser o único dos seis com oito airbags (dianteiros, laterais, cortina e joelhos de motorista e passageiro) o Fusion ficou atrás do 508 porque não oferece botão de partida (exclusivo da Titanium), ar condicionado de quatro zonas e nem projeção de informação na altura do para-brisa. Mas tem câmera de ré, navegador, sistema multimídia SYNC, acendimento automático dos faróis, controles de tração e estabilidade, ar condicionado digital de duas zonas e bancos em couro.

O Fusion era o grande favorito deste comparativo. Mas resultados medianos no câmbio automático de seis marchas (se tivesse mudança manual no volante e não no modesto botão na lateral da alavanca do console central ficaria empatado em segundo com o Kia Optima e o Peugeot), na frenagem de 64,4 metros a 120 km/h (empatado tecnicamente com o Kia) e no acabamento o deixaram no terceiro lugar geral.

O motor 2.5 Flex de 167 cavalos com gasolina (com álcool tem 175cv, mas nenhum dos seus rivais é flex) mais potente apenas que o 1.6 THP do 508, o desempenho modesto (aceleração de 10,7 segundos e retomada de 7,4 segundos, mais rápido apenas que o Optima) e o consumo mais alto de todos (7,3 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada) - culpa do etanol usado no teste da Quatro Rodas - também o afastaram da vitória. Pelo menos o Fusion é o mais vendido do mercado.


FICHA TÉCNICA 

Motor: Quatro cilindros, transversal, flex, 2.489 cm³, 16 válvulas 
Potência: 167 cv com gasolina e 175 cv com álcool
Câmbio: Automático sequencial de seis marchas com mudanças manuais na alavanca
Tração: dianteira 
Aceleração 0 a 100 km/h: 10,7 segundos (Revista Quatro Rodas, com álcool)
Velocidade máxima: não divulgada
Consumo: 7,3 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada (Quatro Rodas, com álcool) 
Comprimento/largura/altura/entre-eixos: 4,87/1,91/1,48/2,85 m
Porta-malas: 514 litros
Tanque: 62,5 litros
Preço: R$ 96.900 (básico) / R$ 100.900 (com teto solar)


2º Peugeot 508 1.6 THP



Com lançamento pouco badalado e vendas modestas, o Peugeot 508 também mostrou discrição ao ficar em segundo lugar geral no comparativo. Só ganhou um único item e, ainda assim, divide o posto de mais econômico de combustível com o Nissan Altima. A média obtida pela Quatro Rodas é de 9,1 km/l na cidade e 14,8 km/l na estrada.

Depois disso, bateu um recorde de segundos lugares por aqui: câmbio (automático de verdade de seis marchas com borboletas no volante), frenagem (57,9 metros), acabamento, espaço interno (distância entre-eixos de 2,81m) e equipamentos de série.

Falando neles, o 508 tem pacote único com som premium Arkamys composto por CD Player e MP3, Bluetooth, navegador com GPS, acendimento automáticos dos faróis, ar condicionado com regulagem individual e digital para os dois passageiros da frente e os dois de trás (quadrizone), bancos dianteiros com regulagem elétrica, projeção de informações numa pequena tela de LCD retrátil - próxima ao para-brisa e acima do quadro de instrumentos, cortina para-sol lateral e traseira, assistente de estacionamento, piloto automático, retrovisores externos rebatíveis eletricamente, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, entrada sem chave e botão de partida, teto solar elétrico, volante multifunções, bancos em couro, rodas de 18 polegadas, seis airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração, faróis de xenônio direcionais, freio de estacionamento elétrico, freios ABS com EBD e assistente de frenagem, assistente de partida em rampa e luzes diurnas de LED. Merecia até ser o mais completo, mas o Altima surpreende por ter quase tudo isso e mais aviso de mudança de faixa, detector de ponto cego por menos preço. O Peugeot custa R$ 111.990, mais caro apenas que o próprio Nissan e o Focus.


Além do preço, o 508 também ficou em terceiro lugar no porta-malas de 473 litros e no nível de ruído de 63,3 decibéis (somente este dado é da revista Carro).

A rede da Peugeot tem 165 concessionárias, uma a menos que a Nissan e a Kia. O estilo é moderno, embora discreto, de inspiração alemã como o Passat. O 508, aliás, inaugurou o atual padrão estético da marca francesa, que aboliu o bocão da grade. Um face-lift já lhe cairia bem. Defeito mesmo só o motor 1.6 THP, com turbo e injeção direta de gasolina, tão banalizado na linha Peugeot-Citroën. O  desempenho não é sofrível (ficou em quarto com aceleração de 0 a 100 km/h em 10,4 segundos e retomada de 6,8 segundos), mas perante aos concorrentes aqui analisados os mesmos 165 cavalos se mostraram os mais fracos.

A Peugeot não é novata no segmento de sedãs de luxo. Já esteve presente, inclusive no Brasil, com os finados 605 e 607. O 508 é sucessor direto do 407, que também foi vendido aqui. Graças à matemática da soma de pontos, conquistou o vice-campeonato do comparativo, apenas um ponto à frente do Ford Fusion, terceiro colocado, mas cinco atrás do Nissan Altima, o grande vencedor.

FICHA TÉCNICA

Motor: Quatro cilindros, transversal, gasolina, 1.598 cm³, turbo, injeção direta, 16 válvulas
Potência: 165 cv 
Câmbio: Automático sequencial de seis marchas com borboletas no volante
Tração: dianteira
Aceleração de 0 a 100 km/h: 10,4 segundos (revista Quatro Rodas)
Velocidade máxima: 220 km/h
Consumo: 9,1 km/l na cidade e 14,8 km/l na estrada (Quatro Rodas)
Comprimento/largura/altura/entre-eixos: 4,79/1,85/1,45/2,81 m
Porta-malas: 473 litros
Tanque: 72 litros
Preço: R$ 111.990


1º Nissan Altima SL 2.5 16v



A Nissan não é novata no segmento de luxo. Começou a sua trajetória no Brasil, no início dos anos 90, justamente nele, com o Maxima, que não despertava muitas paixões pelas suas linhas retas e conservadoras demais e pelo pós-venda difícil, mas ainda é bem lembrado pelos seus poucos proprietários.

Com o Altima, a montadora japonesa volta a oferecer um sedã de luxo e se destaca justamente no custo-benefício. Mesmo importado dos Estados Unidos (mais precisamente do Tennessee) e pagando imposto de importação, ele consegue ser, ao mesmo tempo, o mais barato e com a melhor lista de equipamentos de série (em termos de qualidade e não de quantidade).

Custou R$ 72 mil por um dia no seu pré-lançamento. Mas agora é vendido por R$ 99.800, preço que deve aumentar nas próximas semanas. Apesar de dever sensor de estacionamento traseiro, o Altima compensa com câmera de ré e detector de movimento atrás do carro. Este segundo item, junto com aviso de mudança involuntária de faixa e detector de ponto cego (ausentes em alguns concorrentes e opcionais em outros como o Passat e o Accord) determinaram a vitória do Nissan, que também tem controle ativo de subesterço (mantém o carro sob controle em curvas fechadas), faróis de neblina, freios antitravamento (ABS) com distribuição eletrônica de força entre os eixos (EBD) e assistência adicional em emergência, cinto de três pontos e encosto de cabeça para os cinco ocupantes, monitor de pressão dos pneus, ancoragem Isofix para cadeiras infantis, bolsas infláveis frontais, laterais dianteiras e de cortina, ar-condicionado automático com duas zonas de ajuste com saída para a traseira, chave presencial para acesso e partida com comando para ligar o motor a distância, câmera traseira para manobras, aquecimento do volante, controlador de velocidade, navegador no painel, retrovisor interno fotocrômico, teto solar com controle elétrico, volante com regulagem de altura e distância e controle elétrico dos vidros, travas e retrovisores. O sistema de áudio Bose inclui rádio/CD, função MP3, entradas auxiliar e USB, tela colorida de 7 pol sensível ao toque, interface Bluetooth, nove alto-falantes, rodas de 17 polegadas. E para fechar a extensa lista os famosos bancos Zero Gravity. Na verdade, apenas os dois dianteiros com espuma de densidade variável e que teria sido testada pela agência espacial norte-americana (a NASA). São aquecidos e o do motorista tem regulagens elétricas, mas sem memória (o que é um outro deslize). Aliás, o revestimento de todos os bancos (incluindo os traseiros) é em couro.


Por falar em acabamento, o do Altima é primoroso e levou o primeiro lugar, posição que ele também levou no câmbio CVT, continuamente variável, mas com limite de sete velocidades, e no consumo de 9,5 km/l na cidade e 14,5 km/l na estrada, este dividido com o Peugeot 508.

O motor de quatro cilindros 2.5, com quatro válvulas por cilindro, é o único do Altima e, por esse motivo, escolhi o Fusion 2.5 e o Accord 2.4. Rende 182 cavalos e só ficou atrás dos 211 cv do Passat. O desempenho, porém, ficou em terceiro lugar. A aceleração é feita em 9,7 segundos e a retomada em 7 segundos. Também mediana é a frenagem de 60,3 metros a 120 km/h.

Mesmo se dependesse só do seu estilo, o Altima iria se dar bem. Não é tão ousado quanto o Fusion e o Optima, mas se destaca no trânsito, embora seja muito parecido com o irmão menor, o Sentra. Entretanto, a enorme e curvada grade em forma de V, os faróis triangulares e as lanternas traseiras duplamente pontudas combinaram melhor no sedã grande.

Nível de ruído (64,8 decibéis a 120 km/h), assistência (166 concessionárias) e espaço interno (distância entre-eixos de 2,78m) são razoáveis. O único pecado do Nissan Altima é o porta-malas de apenas 436 litros, empatado com o Kia Optima.

Mas a vitória geral do comparativo ninguém tira do Nissan Altima. A conquista foi um belo ensaio para introduzir oficialmente a marca Infiniti no Brasil. Audi, BMW, Mercedes, Volvo e Jaguar que se cuidem. Alertar a Rolls Royce já é exagero. 

FICHA TÉCNICA 

Motor: Quatro cilindros, transversal, gasolina, 2.488 cm³, 16 válvulas
Potência: 182 cavalos
Câmbio: CVT X-Tronic
Tração: dianteira
Aceleração de 0 a 100 km/h: 9,7 segundos (Revista Quatro Rodas)
Velocidade máxima: 210 km/h (Nissan)
Consumo: 9,5 km/l na cidade e 14,5 km/litro na estrada (Quatro Rodas)
Comprimento/largura/altura/entre-eixos: 4,86/1,83/1,47/2,77 m
Porta-malas: 436 litros
Tanque: 68 litros
Preço: R$ 99.800 (SL)


Um comentário:

lucas silva disse...

top esse post, parabéns amigo

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