domingo, 29 de maio de 2011


Texto: Gustavo do Carmo
Fotos: Divulgação

A Lifan tem vendido bem, embora menos que as conterrâneas chinesas JAC Motors e Chery. Boa parte deste sucesso razoável se deve à repercussão do genérico do Mini Cooper: o 320. O 620 também imitou o tcheco Skoda Octavia de antiga geração, mas não chamou tanta atenção.

E parece que a marca oriental, representada pelo grupo Effa Motors, ainda não aprendeu a ser criativa. Seu próximo lançamento no Brasil, o utilitário esportivo X60 tem nome de Volvo (XC60) e de BMW (X6), frente inspirada no Hyundai Santa Fe, traseira da antiga geração do Toyota RAV4 e painel interno semelhante ao da atual versão deste último. Mesmo assim, o interior parece ter evoluído um pouco em acabamento. O porta-malas tem capacidade para 405 litros.

Chegará em outubro, possivelmente montado no Uruguai, com motor 1.8 a gasolina, de 134 cavalos de potência e câmbio manual de cinco marchas. Custará a partir de 55 mil reais em opções de tração 4x2 ou 4x4. Como todo carro chinês, que deseja conquistar o seu público pelo custo-benefício, o Lifan X60 vai oferecer de série ar-condicionado digital, freios ABS com EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem), teto solar, direção hidráulica, bancos em couro, vidros com acionamento elétrico, sistema de navegação por GPS, CD Player com MP3 (e Bluetooth) e rodas de liga leve de 16 polegadas.

O X60 vai concorrer diretamente com o conterrâneo Chery Tiggo. Mas também vai tentar dissuadir interessados no Ford Ecosport, Citroën Aircross, Chevrolet Captiva e Mitsubishi ASX. Será que vai funcionar?


FICHA TÉCNICA - LIFAN X60

Motor: Quatro cilindros, transversal, gasolina, 16 válvulas, 1.8
Potência: 134 cv
Aceleração de 0 a 100 km/h: 11,2 segundos
Velocidade máxima: 170 km/h
Consumo médio: não divulgado
Comprimento/largura/altura/entre-eixos: 4,32/1,79/1,69/2,60 m
Porta-malas: 405 litros
Tanque: 55 litros
Preço: R$ 55.000

0

terça-feira, 24 de maio de 2011

Texto: Gustavo do Carmo
Fotos: Divulgação

A Citroën tem na sua história uma galeria de carros inesquecíveis. Nela estão presentes o Traction Avant, o 2CV, o DS, o SM, o CX... e o AMI 6, que está completando 50 anos em 2011.

Mais conhecido na Europa, o AMI 6 se destacou pelo estilo incomum da carroceria, para não dizer estranho. Lançado em 1961, era construído sobre o chassi do 2CV e posicionava-se entre o clássico popular de 1948 e o sedã de luxo DS, de 1955. Tinha 3,96m de comprimento, 2,40m de distância entre-eixos e pesava apenas 620 kg. Disputava mercado com os ingleses Ford Anglia, Vauxhall Viva e Morris 1100; o alemão Opel Kadett, o italiano Fiat 1100 D e os conterrâneos Peugeot 204, Renault 10 e Simca 1000.

A frente lembrava uma coruja. O capô se afundava com uma quina ondulada acima dos faróis retangulares de moldura oval. O teto caía para dentro, totalmente oposto aos dos outros sedãs. Isso deixava o perfil lateral com um formato de Z. Os para-lamas traseiros cobriam um pouco as respectivas rodas. O terceiro volume era reto e mais estreito, com pequenas lanternas quadradas concentradas mais ao centro, junto com a placa. Já as extremidades tinham dois recortes inclinados. O desenho foi assinado por Flaminio Bertoni, também autor do Traction Avant, do 2CV e do DS.

O nome AMI significava "milieu de gamme", de médio alcance, em português. E também queria dizer amigo. Já o número 6 se referia ao primeiro dígito da cilindrada do motor, que era de 602 cm³. Mesmo sendo um carro médio, tinha um interior simples.

O painel abrigava o retrovisor interno, velocímetro, marcador do nível de combustível, hodômetro total, um cinzeiro, a alavanca do câmbio de quatro marchas sincronizadas, botões e hastes no volante de apenas um braço, típico dos primeiros Citroën. Quatro ou cinco passageiros viajavam com conforto e as bagagens dispunham de ótimo espaço.

O motor era refrigerado a ar, de dois cilindros opostos, com um único carburador Solex montado em posição invertida e potência de apenas 22 cavalos. A tração era dianteira, também já característica da marca desde 1934. A suspensão tinha braços oscilantes, rodas independentes e molas helicoidais em posição horizontal.

Apesar de feio e com motor fraco, o AMI 6 agradou. Tinha desempenho honesto para aqueles tempos românticos: alcançava os 110 km/h. O consumo de 16 km/l era o que mais agradava e o tanque podia ser abastecido com até 25 litros. Entre outras qualidades estavam a estabilidade e o conforto de rodagem.

Se o 2CV visava o trabalhador rural e o DS o executivo, o AMI 6 era o veículo ideal para o público urbano, especialmente as mulheres, ou melhor, as senhoras, a quem a campanha de lançamento do incomum sedã foi dirigida.

O motor aumentou de potência no decorrer dos anos: 26 cv, depois 28 cv e, finalmente, 35 cavalos em 1968, quando ganhou carburador de corpo duplo. Em 1964, foi lançada a perua Break, com uma carroceria mais harmoniosa. Havia também uma versão comercial e o Club, com quatro faróis redondos.

O que poderia se tornar um ofensa por dedicar um carro tão feio a um público tão delicado naquele início dos anos 60, acabou se tornando um sucesso. Claro que Break, que respondia por 55% das vendas, colaborou bastante para o sucesso. O AMI 6 foi o veículo mais vendido da França em 1966 e emplacou 1.039. 384 exemplares até o fim de sua carreira, em 1969.

Desde então foi substituído pelo AMI 8, com uma frente suavizada, as mesmas portas do 6 e a traseira convencional, lembrando muito o concorrente Renault 16. A perua, lançada em 1970, ganhou uma versão de três portas e outra furgão. Em 1972, surgiu o AMI Super, com motor de quatro cilindros, 1.0, 53 cavalos, que alcançava os 145 km/h. A linha AMI foi extinta em 1978, com a saída de linha da perua. O sedã já havia se despedido dois anos antes.

O AMI 6 inaugurou a fábrica de Rennes-La-Janais, que se tornaria uma das maiores da Citroën. Além dele e da versão 8, a unidade também montou o GS/GSA, Visa, BX, XM, Xantia, Xsara, C5 e o C6. Para celebrar os seus 50 anos, o local será ponto de partida de uma volta da França organizada pelo Ami Club da França, no dia 8 de julho. Proprietários de AMI 6, AMI 8, AMI Super e M35 (um cupê da linha, fabricado entre 1969 e 1971) farão uma jornada de 2 600 km em 14 etapas.

O AMI 6 pode não ter renascido inteiramente na atual onda retrô, mas inspirou a traseira do já
extinto C4 coupé VTR, comercializado no Brasil entre 2007 e 2009.

0

quarta-feira, 18 de maio de 2011


Texto: Gustavo do Carmo

Fotos: Divulgação



Já disponível para entrega no mercado brasileiro, o novo Audi A1 não vem para substituir o custo-benefício do A3, produzido no Paraná entre 1999 e 2006 e hoje importado. Apesar de se tornar o Audi mais acessível, o A1, também oriundo do exterior, tem a pretensão de oferecer a tecnologia da marca alemã em tamanho reduzido e encantar pelo estilo, não pelo porte do carro.


Aliás, carro compacto sofisticado e com estilo diferenciado ou retrô já virou moda. Tanto que o A1 vai concorrer com o Mini Cooper (representado pela BMW), o Smart ForTwo (pela Mercedes) e o Fiat 500. Em breve (se o governo da Dilma deixar) chegarão o novo VW Beetle e o Citroën DS3.


O Audi A1 está sendo vendido em versão única, com motor turbo 1.4, por R$ 89.900, sem opcionais, que são muitos.



Estilo ***


Baseado no conceito Metroproject Quattro, apresentado no Salão de Tóquio de 2007, é um hatchback de duas portas que mede 3,95 metros de comprimento, 1,74 m de largura e 1,42m de altura.



Seu desenho reúne todos os elementos estéticos da atual linha Audi: faróis geométricos com filetes de LED, grade trapezoidal invadindo o para-choque e lanternas horizontais em formato de asa, se destacando da região da placa. O que dá personalidade ao A1 são as colunas que ligam a traseira ao para-brisa, atravessando o teto. Elas formam um par de arcos que podem ter (pagando mais, é claro) cores contrastantes com o carro: cinza clara, grafite, branca ou preta, dependendo da pintura da carroceria, dando a impressão de um carro targa, principalmente na versão com teto de vidro, também opcional. Com tudo combinando o A1 fica engraçadinho, mas desengonçado. Lembra um pouco o Fiat 500.





Acabamento ***


O revestimento das portas e o painel são bem montados, mas abaixo da qualidade dos carros luxuosos da Audi. Peca pelo excesso de plástico duro. O tablier tem desenho simples, com saídas de ar circulares (com molduras também de cores escolhidas pelo comprador) e tela de LCD retrátil de 6,5 polegadas para o som (Audi Music Interface) e funções do carro. O volante de três braços e a alavanca do câmbio são revestidos de couro, ausente nos bancos envolventes, que são de tecido. O quadro de instrumentos tem fundo preto (inclusive o display do computador de bordo) com letras brancas. A influência visual do interior e alguns comandos do painel vem da Volkswagen, dona da Audi, que também emprestou a plataforma PQ25, estreada no novo Polo, uma geração à frente do nosso.




Espaço interno **


O Audi A1 é assumidamente um cupê 2 + 2 (para quem não sabe, são dois lugares na frente e dois atrás). O banco traseiro não tem nem cinto de segurança para o passageiro do meio. Seu assento tem um ressalto, que abriga um porta-copos opcional. Já quem vai nas pontas raspará a cabeça no teto se tiver mais de 1,70m. O espaço para as pernas também é curto, confortável apenas para viagens breves. O A1 foi um carro pensado para dois passageiros. Tanto que o motorista e o carona têm boa folga. Um veículo que tem quase quatro metros e 2,47m de distância entre-eixos poderia acomodar melhor os seus quatro ocupantes.




Porta-malas **

Com capacidade para apenas 270 litros, também é razoável. Menor que o do Uno, que tem 280. Visualmente parece que tem ainda menos. O batente do revestimento roubou bastante espaço. Como as lanternas sobem junto com a tampa há um par extra de luzes para sinalização quando o porta-malas está aberto. Se houvesse compensação no espaço interno dos passageiros estaria de bom tamanho.



Motor ****


O bloco 1.4 TFSI tem volume real de 1.390 cm³, turbo com intercooler, injeção direta de combustível e quatro válvulas por cilindro com duplo comando. Produz 20,4 kgfm de torque e 122 cavalos de potência. Poderia render mais. O Fiat 1.4 T-Jet usado no Punto e no Bravo, que não tem injeção direta, gera 152 cv. Mesmo assim, a potência é muito boa e proporciona economia. O A1 se destaca por oferecer, como opcional, o sistema Start Stop, que desliga o motor quando se pisa no freio e religa quando aciona o acelerador, tudo automático. O objetivo, além de reduzir o consumo de gasolina (único combustível do carro), é diminuir a emissão de poluentes, que ficou, segundo a Audi, em 122 g de gás carbônico (CO2) por km rodado.




Câmbio *****


O câmbio é o manual automatizado S-Tronic, com sete marchas, duas embreagens e comando por borboletas no volante. Pode ser usado de forma normal (posição D) ou esportiva (S). A quinta estrela foi obtida graças à segunda embreagem, que pré-engata a marcha seguinte. Se não tivesse, ficaria igual aos já conhecidos câmbios i-Motion (Volkswagen) e Dualogic (Fiat).



Desempenho ****


O A1 acelera de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos (8,9 segundos, de acordo com a Audi) e alcança 203 km/h (segundo a fábrica). Números muito bons. Ganhou quatro estrelas por arrancar em menos de dez segundos com a potência do turbo limitada. A retomada de 80 a 120 km/h, também medida pela revista Quatro Rodas, em apenas 6,7 segundos, é excelente. Por falar em retomada, o A1 também tem (como opcional) o sistema KERS, usado na Fórmula 1, que armazena energia a cada frenagem na bateria.



Consumo *****


O principal argumento para o uso de motores turbinados de baixa cilindrada, o chamado conceito down-sizing, é a economia de combustível. E o A1 cumpre muito bem a promessa. Anda 12,6 quilômetros por litro de gasolina na cidade e 17,2 km/l na estrada. Os números da Audi (15,4 km/l e 21,7 km/l, respectivamente) achei otimistas demais. Por isso, usei, como sempre, os dados da publicação da Editora Abril.



Segurança *****


A segurança é outro item do Audi A1 que eu classifiquei como ótimo. Vem completo de série em relação a itens do gênero: freios ABS, airbags frontais, laterais dianteiros e de cortina, controles de estabilidade e tração, faróis com lâmpadas de xenônio em ambos os fachos, regulagem de altura, iluminação diurna em LED e lavador automático, faróis de neblina, assistente de saída em aclives e sistema ISOFIX de encaixe de cadeiras infantis. Além disso, a frenagem medida pela Quatro Rodas também é muito boa: 24,3 metros a 80 km/h e 55,6 m a 120 km/h.




Conforto ***


O conforto dos passageiros de trás já foi sacrificado pela falta de espaço para as pernas. Para o motorista, a posição de dirigir é boa: o banco acomoda bem o corpo e há regulagem lombar do seu banco. Já o ruído é agradável, mas não excelente. A Quatro Rodas obteve médias de 60 e 66 decibéis a 80 e a 120 km/h, respectivamente.



Preço e equipamentos de série ***



Um carro que custa quase noventa mil reais (R$ 89.900) deveria vir completo de verdade. A lista do A1 é considerada boa por oferecer um excelente pacote de segurança de série, além do KERS e do Start & Stop como opcionais. Mas peca por deixar itens essenciais para o seu preço na lista extra e indisponibilizar outros. Ar condicionado manual, direção eletro-hidráulica, volante multifuncional regulável, trio elétrico, computador de bordo, som com MP3, Bluetooth e conexão com ipod estão no pacote básico. O climatizador digital poderia estar incluído nesse preço. Só que é opcional, junto com os porta-objetos (!), sensores de chuva, iluminação e estacionamento traseiro, retrovisor interno anti-ofuscamento, banco do passageiro com ajuste de altura, piloto automático, acesso ao interior e partida sem chave e por botão, teto solar panorâmico, sistema de áudio Bose e iluminação interna por LEDs. Tirando os quatro últimos, o pacote custa R$ 6.900. O teto solar custa R$ 4.500. O arco de cor diferente sai por 1.350 reais e as molduras das saídas de ar R$ 790. A partida por botão, R$ 2.500. O som Bose, R$ 3.374. As rodas de 17 polegadas são vendidas como acessório. Os pneus originais medem 16 polegadas. Bancos em couro, navegador GPS e câmera traseira não são oferecidos nem como opcionais. Uma pequena decepção.



Em relação ao preço, é compatível com a imagem da marca e próximo do principal rival, o Mini Cooper. Mas o Fiat 500, que tem o mesmo espaço, custa pouco menos de R$ 60 mil.




Conclusão ***


As qualidades do Audi A1 são o motor 1.4 TFSI, o câmbio S-Tronic de dupla embreagem, o desempenho, o consumo e a segurança. O compacto também se destaca pela personalização das colunas e das saídas de ar. Defeitos como o espaço interno traseiro e o porta-malas são justificados pela proposta esportiva do carro, que foi pensado para apenas dois passageiros. Mas a incompleta lista de equipamentos de conforto e conveniência e o preço relativamente caro mostram que a emoção será a principal motivação para o mais acessível dos Audi conquistar 3.000 compradores até o final do ano, meta estipulada pela importadora. Seiscentos fãs já encomendaram e estão recebendo o seu. Nesta análise o A1 provou mesmo ser um carro de imagem.




Cores



Sólidas (sem custo adicional): Branco Amalfi, Preto Brilhate e Azul Cúmulo

Metálicas (R$ 1.901): Prata Gelo, Vermelho Shiraz, Azul Esfera, Azul Scuba e Marrom Teca.

Perolizadas (R$ 1.901): Cinza Daytona, Vermelho Misano e Preto Fantasma

Cores dos arcos (R$ 1.350):



  • Cinza Daytona (somente com o carro branco)

  • Prata Gelo (nas cores Vermelho Shiraz, Azul Scuba, Cinza Daytona, Vermelho Misano e Preto Fantasma)

  • Preto Brilhante (com Azul Esfera Metálico)

  • Branco Amalfi (Marrom Teca)







FICHA TÉCNICA - AUDI A1 1.4 TFSI









Motor: Quatro cilindros, transversal, turbo, 16 válvulas, injeção direta de gasolina, 1.390 cm³

Potência: 122 cv

Aceleração de 0 a 100 km/h: 8,9 segundos

Velocidade máxima: 203 km/h

Consumo médio: 18,55 km/l

Comprimento/largura/altura/entre-eixos: 3,95/1,74/1,41/2,47 m

Porta-malas: 270 litros

Tanque: 45 litros

Preço: R$ 89.900
0

quarta-feira, 11 de maio de 2011



Texto: Gustavo do Carmo
Fotos: Divulgação

Com quatro anos de atraso, o Renault Sandero aderiu ao padrão estético da matriz francesa. Agora, a grade dianteira é fechada e o ar passa a entrar pelo para-choque.

Esperava um conjunto mais caprichado, integrado à tampa do motor. Mas a montadora baseada em São José dos Pinhais (PR) apenas trocou a grade bipartida e o para-choque por outro novo e uma placa lisa entre os faróis. A fenda entre a nova peça e o capô deixou o Sandero parecido com o antigo Ford Fiesta 1995 importado da Espanha.

Apesar da crítica, o pacote visual é a maior atração da linha 2012 do compacto. Na traseira, as lanternas mudaram apenas a disposição das luzes. A assinatura do carro passou para o centro da tampa do porta-malas, para padronizar com o Fluence e a Grand Tour. As rodas de alumínio de todas versões ganharam novos desenhos.

No "aventureiro" Stepway, que tem suspensão elevada, o visual ficou realmente mais moderno, com a grade, a base dos para-choques e o arco das rodas em plástico cinza escuro fosco. A entrada de ar é emoldurada por apliques cinza claro simulando reforços. Os outros detalhes são os estribos laterais, o bagageiro de teto e as máscaras de faróis escurecidas.

O interior foi corrigido no acabamento e na ergonomia. Bancos e painéis das portas ganharam novos revestimentos. As portas receberam os botões dos vidros elétricos que estavam no console central, que por sua vez ganhou acabamento em black-piano, ou seja, plástico brilhoso preto, nas versões mais caras. O painel do som com MP3 e Bluetooth cresceu e é outro opcional. O quadro de instrumentos também foi redesenhado, com detalhes exclusivos para o Stepway. O tanque de combustível agora é aberto por dentro. O bom espaço interno para cinco passageiros continua o mesmo.

As versões de acabamento e os motores também não mudaram muito: Authentique, Expression e Privilegé, além da Stepway, com mecânica 1.0 (75/77 cv) e 1.6 8 válvulas (92/95 cv) HiFlex. O Stepway, no entanto, é mais potente: 107 cv com gasolina e 112 cv com álcool. O mesmo conjunto usado na perua Grand Tour e no Nissan Livina. O prometido câmbio automático não veio. Continua o manual de cinco marchas.

A Authentique só tem motor 1.0 e é equipada de série apenas com brake-light, aviso sonoro de luzes acesas, luz-espia do nível de combustível do tanque de partida a frio e abertura interna do tanque principal, novidades na linha. Ar condicionado e direção hidráulica são opcionais. Custa R$ 28.700.



A Expression está disponível com os dois motores e adiciona direção hidráulica, regulagem de altura do volante, retrovisores na cor da carroceria, rodas de 15 polegadas, iluminação no porta-malas e detalhes internos em cinza. Custa a partir de R$ 31.300 com motor 1.0 e R$ 33.600 com 1.6. Ar condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros e travas elétricos, travamento em movimento das portas, alarme, som (com MP3, comandos na coluna de direção e quatro alto-falantes), terceiro apoio de cabeça traseiro, freios ABS e airbags frontais são opcionais.

A Privilegé é a mais completa. Só tem o motor 1.6 e incorpora na lista de série o ar condicionado, o trio elétrico (incluindo o vidro traseiro), o travamento em movimento, o painel do som ampliado, além de acrescentar o computador de bordo, faróis de neblina, rodas de alumínio de 15 polegadas, banco traseiro bipartido, maçanetas na cor da carroceria e adesivos pretos em soleiras e coluna B. Sem o pacote de segurança e o revestimento em couro, opcionais, custa R$ 40.400.

A "esportiva" Stepway básica sai por R$ 42.600 somente com o motor 1.6 mais potente e rodas de liga-leve de 16 polegadas de desenho exclusivo. O pacote de equipamentos é semelhante ao do Privilegé, só que estranhamente o comando elétrico dos vidros traseiros e dos retrovisores, o alarme e o som com MP3 voltam para a lista de opcionais. Esta mancada deve estar pagando a redução de preço de toda linha 2012 em relação ao modelo antigo.

A Renault pode ter sido econômica demais na reestilização do Sandero, mas o novo visual vai dar um pouco mais de fôlego ao seu hatch compacto premium e deixá-lo tão moderno quanto o seu irmão de plataforma, o sedã Logan, renovado no ano passado.

0

sábado, 7 de maio de 2011


Texto: Gustavo do Carmo
Fotos: Divulgação

A China já se tornou o maior mercado mundial de veículos. E para celebrar este momento, montadoras globais como Ford, General Motors, Volkswagen, Audi, Kia e Nissan escolheram o Salão de Xangai, antes de interesse local, como palco para o lançamento dos seus modelos com os quais pretendem conquistar os chineses e o mundo, inclusive o Brasil.



Citroën, Peugeot e Mercedes optaram pelos conceitos. O Citroën DS5 é uma perua luxuosa baseada no C5 e dará continuidade à série DS, presente no DS3 e DS4. O Peugeot SXC é um crossover desenvolvido na China, de olho (de leão) no mercado local. O Mercedes Concept A antecipa a terceira geração do antigo monovolume que foi fabricado em Juiz de Fora. Agora será um hatch esportivo para concorrer com o Audi A1, o BMW Série 1 e o DS4.

Nesta série vou falar de quatro modelos definitivos apresentados no salão chinês que têm grandes chances de chegarem ao Brasil, apesar de ainda não ter nada confirmado sobre a vinda deles: Volkswagen Beetle, Chevrolet Malibu, Nissan Tiida e Audi Q3.


0

Texto: Gustavo do Carmo
Fotos: Divulgação

Uma das atrações de modelos definitivos é a segunda geração do Volkswagen New Beetle. Aliás, agora será simplesmente Beetle. Ele adota o visual do conceito Ragster, de 2005. O teto ficou mais baixo e menos arredondado. O para-brisa ficou mais plano. Mas tudo de forma suave. Os faróis não mudaram muito o formato, mas ganharam máscara negra e iluminação em duplo xénon e diurna em LED. O para-choque ficou mais reto. A lateral ganhou um estribo mais aparente, como no velho Sedan. Já as lanternas traseiras ficaram ovais e não mais redondas. Modificações que deixaram mais esportivo a reencarnação do Fusca, sem trair o modelo original.


A esportividade é maior por dentro. O Beetle deu adeus ao vasinho de flor e a enorme distância do painel para o para-brisa em favor de um tablier mais próximo ao vidro e mais discreto, porém com acabamento superior. Com direito a instrumentos off-road na sua cobertura (como no Aircross). Velocímetro e conta-giros agora são separados. Antes ficava num só conjunto, como no antigo Fox (aliás, foi o primeiro New Beetle que inspirou o compacto brasileiro). Os bancos ficaram envolventes e o volante teve a base achatada, típica dos esportivos da Volkswagen. A inspiração foi em outro cupê esportivo da marca alemã, o Scirocco, mas até que o painel lembra os últimos Fuscas.

O veículo terá três opções de acabamento - Beetle, Design e Sport - e cada uma delas vai contar com revestimentos e itens exclusivos, embora a VW não tenha revelado detalhes. O Beetle pode ser equipado com itens até então inéditos no modelo, como partida sem chave, sistema de navegação por satélite e teto solar panorâmico. Na segurança, o novo modelo faz bonito, com a oferta de controle de estabilidade (ESP) e seis airbags de fábrica. A versão mais luxuosa será equipada também com o bloqueio eletrônico do diferencial (XDS) que equipa a sexta geração do Golf.

O Beetle terá seis opções de motorização no mercado externo. Na Europa, os motores a gasolina serão o 1.2 TSI, de 105 cv, o 1.4 TSI de 160 e o global 2.0 TFSI de 200 cv do novo Jetta, do jipe Tiguan e do Passat. O 2.5 de cinco cilindros e 170 cavalos (que equipava o antigo Jetta sedã e a ainda comercializada perua) será exclusivo dos Estados Unidos e Canadá. Os movidos a diesel terão 105 e 140 cavalos.

Além do Salão de Xangai, o novo Beetle foi apresentado simultaneamente no Salão de Nova York e em Berlim. Na América do Norte será apresentado oficialmente entre setembro e outubro. O lançamento na Europa está previsto para outubro e novembro, um mês após o Salão de Frankfurt. Na Ásia, o modelo chega em fevereiro de 2012 e, na América do Sul, seu debute está agendado entre o fim de 2012 e o começo de 2013.

0

sexta-feira, 6 de maio de 2011


Texto: Gustavo do Carmo
Fotos: Divulgação

Outra atração foi a nova geração do Chevrolet Malibu. O sedã médio-grande chegou dos Estados Unidos para o Brasil já prestes a ser desatualizado. E agora a obsolescência se confirmou com o modelo apresentado em Xangai.

O novo Malibu está com as arestas mais robustas. A grade, ainda com o DNA da marca, ficou mais imponente, com a gravata dourada maior e lembra bastante o Cruze, que chegará em agosto para nós. Os faróis também cresceram. A lateral ficou mais encorpada, sem deixar de lado alguns traços da primeira versão. Os retrovisores externos receberam luzes de direção. A traseira trocou a inspiração no Corvette pelo Camaro, onde podemos facilmente identificar no desenho das lanternas, em LEDs na versão completa.

O interior melhorou o acabamento. O painel manteve o conceito "cockpit" para motorista e passageiro, mas o console adotou formas ovais e agora tem som com tela de 7 polegadas sensível ao toque no centro e que é móvel: esconde um porta-objetos. Os instrumentos individuais de molduras retangulares também beberam na fonte do Camaro. O novo volante ganhou braços vazados. O espaço interno para os ombros aumentou graças à maior largura. Já o comprimento e a distância entre-eixos diminuíram.

A General Motors anuncia um motor 2.5 Ecotec de quatro cilindros e injeção direta, com 192 cavalos de potência. Em breve haverá um V6. O câmbio será automático de seis marchas, recém-desenvolvido. Entre os recursos de segurança, destaque para os alertas de risco de colisão frontal e saída da faixa de rolamento na estrada, câmera traseira para orientar as manobras e dez airbags: frontais, laterais dianteiros, laterais traseiros, cortina e joelhos, sendo dois para cada.

Linhagem original de 1964, a sétima geração do Chevrolet Malibu chegou atrasada ao Brasil. Era pra ter chegado logo no seu lançamento em 2006. Mas o dólar oscilou tanto que só foi possível trazê-lo em junho do ano passado, a doze meses de surgir esta oitava edição, que esperamos que chegue logo.

0

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Texto: Gustavo do Carmo
Fotos: Divulgação

O Nissan Tiida nunca foi um grande sucesso de vendas no Brasil, mas, ultimamente, causou muita polêmica ao protagonizar um comercial em que provocava o Ford Focus 1.6 com um rap da dupla fictícia MC Deu Bem e Rapper Xis Por Cento.

O Focus já tinha nova geração no exterior. Agora é a vez do Nissan Tiida também ficar desatualizado no mercado brasileiro. O modelo reestilizado foi apresentado em Xangai, no país que comprou 85 mil unidades do médio da marca japonesa do grupo Renault.

Chamado de Versa por lá, o novo Tiida ganhou nova plataforma, ficando mais arredondado, harmonioso e maior que o modelo anterior. Faróis, grade, lanternas e base do vidro traseiro ganharam formato triangular. Na lateral muitos vincos. Não houve alinhamento das quinas da frente e da traseira, mas felizmente o Tiida perdeu o ar desengonçado que tinha na primeira geração. A intenção foi deixá-lo mais esportivo. O Tiida Sedan ficará entre o hatch e o Micra: será o Sunny, mostrado aqui no primeiro post do ano.

O interior ficou mais moderno e requintado. O painel caixote deu lugar a um conjunto mais ondulado e flutuante. O espaço interno aumentou para os lados e para as pernas graças ao aumento da largura e 10 centímetros a mais na distância entre-eixos.

Na China será fabricado na planta de Guangzhou e terá motor 1.6 16 válvulas e câmbio automático CVT. No resto do mundo começa a chegar no início do ano que vem e até 2014 estará em todo o mundo. Será que vai chegar antes ao Brasil, que recebe o lote do México, antes deste prazo? E será que a Nissan vai abrir mão do motor 1.8 com o qual alfinetou o Focus?

0

quarta-feira, 4 de maio de 2011


Texto: Gustavo do Carmo
Fotos: Divulgação

O último lançamento da série sobre o Salão de Xangai é o Audi Q3, mais um utilitário esportivo da marca alemã das quatro argolas, menor que o Q5. O estilo segue os outros modelos: faróis com LED e iluminação diurna, grade de moldura hexagonal, vidro vigia na lateral e lanternas horizontais também com diodo emissor de luz. O interior é simples, mas muito bem acabado, tendo seis opções, além de cinco possibilidades de cores, três variedades de tecido e outras três de couro. Não faltou o sistema multimídia MMI e som da marca Bose.

Com 4,39 metros de comprimento, 1,83 metro de largura, 1,60 metro de altura e 460 litros de porta-malas, o Q3 terá quatro variações de motor quatro cilindros 2.0: duas do TFSI a gasolina (conhecido do VW Jetta), com 170 e 211 cavalos de potência, e duas do turbodiesel TDI, de 140 e 177 cavalos. O câmbio automático S-Tronic de sete marchas e dupla embreagem será de série para as três potências mais altas. A tração integral Quattro será para todos. Há ainda o Audi Drive Select, um sistema de última geração que altera as respostas do motor, da direção e até a rigidez dos amortecedores, priorizando o conforto ou a esportividade, por exemplo. Tem também um modo econômico, que ajusta o ar-condicionado e o piloto automático para funcionarem visando um menor consumo de combustível.

O Audi Q3 será fabricado em Martorell, na Espanha. Chegará às concessionárias europeias em junho custando a partir de 29.900 euros (R$ 70.265). No Brasil, a previsão é para o fim do ano ou início de 2012. Deverá concorrer com o BMW X1, o Mitsubishi ASX e o Volvo XC60, entre outros utilitários esportivos compactos.

0

últimos posts

Tópicos

Lançamento Nacional (205) História (129) Volkswagen (125) Chevrolet (120) Ford (105) Fiat (86) Lançamento Internacional (86) Carro do Ano (82) Comparativos (81) Retrospectiva (68) Em Breve no Brasil (63) Honda (51) Toyota (49) Hyundai (47) Renault (47) Peugeot (46) Sonhos de Consumo (45) Citroën (44) Nissan (42) Especial (38) Audi (37) Baba Brasil (35) Mercedes (34) Kia (31) BMW (29) História em Fotos (24) História em Miniatura (22) Lembra de mim? (22) No Mercado (22) Cruze (20) Motor do Ano (19) Gol (18) Volvo (18) Corolla (17) JAC (17) Mário Coutinho Leão (17) Opel (17) Editorial (16) Focus (16) Ka (16) Pré-estreia (16) Rádio Motor (16) Analisando (15) Civic (15) Fiesta (15) Golf (15) Ecosport (14) Jeep (13) Mitsubishi (13) Fox (12) Palio (12) Salão de Genebra 2014 (12) Carro do Ano 2013 (11) Carro do Ano 2014 (11) Carro do Ano 2015 (11) Fit (11) Guscar em Genebra (11) HB20 (11) Polo (11) Retrospectiva 2016 (11) Uno (11) up! (11) 3008 (10) Carro do Ano 2010 (10) Carro do Ano 2011 (10) Corvette (10) Suzuki (10) Utilitário do Ano (10) Avaliação (9) Carro do Ano 2012 (9) Carro do Ano 2018 (9) Chery (9) Jaguar (9) March (9) Onix (9) Retrospectiva 2017 (9) i30 (9) 500 (8) C3 (8) Carro Premium (8) Carro do Ano 2016 (8) City (8) Dodge (8) Duster (8) McLaren (8) Mustang (8) Prêmios Suplementares (8) Retrospectiva 2015 (8) Retrospectiva 2018 (8) Siena (8) Sportage (8) Alfa Romeo (7) CR-V (7) Cerato (7) Fluence (7) Jetta (7) Land Rover (7) Melhores do Ano (7) Mini (7) Porsche (7) Ranger (7) Renegade (7) S10 (7) Salão de Genebra 2012 (7) Seat (7) Versa (7) Voyage (7) 208 (6) 308 (6) Aircross (6) Bentley (6) C4 (6) Carro do Ano 2017 (6) Etios (6) Ferrari (6) Fusion (6) Lamborghini (6) Passat (6) Picape do Ano (6) Punto (6) Salão de Xangai (6) Sandero (6) Saveiro (6) Sentra (6) Strada (6) Toro (6) Tracker (6) 408 (5) 508 (5) A3 (5) A5 (5) Accord (5) Campeões de Audiência (5) Classe E (5) Clube dos Quinze (5) Cobalt (5) Eles são 10! (5) Equinox (5) Escort (5) Frontier (5) Guscar MOTO (5) HR-V (5) Hilux (5) Lifan (5) Logan (5) RAV4 (5) Salão de Pequim 2014 (5) Série 3 (5) Teste de pista (5) 2008 (4) A4 (4) Agile (4) Amarok (4) Astra (4) Captiva (4) Captur (4) Classe A (4) Classe C (4) Corsa (4) DS4 (4) Edge (4) Especial Crossovers (4) Fusca (4) GLE (4) HB20S (4) Hilux SW4 (4) Ibiza (4) Jumpy (4) Kicks (4) L200 (4) Livina (4) Mini Cooper (4) Mégane (4) Opala (4) Optima (4) Picanto (4) Polara (4) Prisma (4) Q3 (4) S60 (4) Sonic (4) Swift (4) Série 1 (4) Vitara (4) Willys (4) XE (4) 911 (3) A1 (3) AMG GT (3) Ayrton Senna (3) Bravo (3) Camaro (3) Camry (3) Celta (3) Chevette (3) Classe ML (3) Compass (3) Continental GT (3) Creta (3) DS3 (3) Direto do Arquivo (3) Discovery (3) Expert (3) Fim de Temporada (3) GLC (3) Giulia (3) J3 (3) Kadett (3) Malibu (3) Mobi (3) Monza (3) Omega (3) Outlander (3) P1 (3) Panamera (3) Parati (3) Prius (3) QQ (3) Salões (3) Santa Fe (3) Sorento (3) T-Roc (3) T5 (3) TT (3) Tiggo (3) Tiguan (3) Tucson (3) Utilitário do Ano 2011 (3) Vectra (3) Veloster (3) X60 (3) XC40 (3) XC90 (3) Yaris (3) 147 (2) 164 (2) 405 (2) 5008 (2) 507 (2) A8 (2) ASX (2) Adam (2) Aero (2) Altima (2) Argo (2) Arona (2) Azera (2) Bentayga (2) Bolt (2) Brasília (2) C1 (2) C4 Cactus (2) C4 Lounge (2) C4 Picasso (2) CLA (2) Calibra (2) Carro Verde do Ano (2) Challenger (2) Chrysler (2) Classe B (2) Classe S (2) Classic (2) Corcel (2) Cronos (2) DS5 (2) Daewoo (2) Datsun (2) Dauphine (2) Elantra (2) Elba (2) Espero (2) Estão comentando (2) Fiorino (2) GLA (2) Genesis (2) Go (2) Golf Variant (2) Importados de Ontem (2) Insignia (2) J2 (2) J5 (2) J6 (2) Journey (2) Kadjar (2) Kombi (2) La Ferrari (2) Lancia (2) Leaf (2) Linea (2) Maverick (2) Mazda (2) Mille (2) Mini Clubman (2) Mondeo (2) Montana (2) Motor do Ano 2011 (2) Motor do Ano 2013 (2) Motor do Ano 2014 (2) Motor do Ano 2015 (2) Motor do Ano 2016 (2) Motor do Ano 2017 (2) Motor do Ano 2018 (2) Oroch (2) Pajero Dakar (2) Pontiac (2) Pré-estréia (2) Q5 (2) Qoros (2) RS6 (2) Range Rover (2) Rinspeed (2) S-Cross (2) Santana (2) Senna (2) Silverado (2) Skoda (2) Smart fortwo (2) Soul (2) Spacefox (2) Symbol (2) Série 2 (2) Série 4 (2) Série 5 (2) Série 8 (2) T-Cross (2) T6 (2) Tipo (2) Touareg (2) Transit (2) Twingo (2) Utilitário do Ano 2010 (2) Utilitário do Ano 2013 (2) Utilitário do Ano 2014 (2) Utilitário do Ano 2015 (2) V40 (2) V90 (2) Vectra GT (2) Veneno (2) Virtus (2) Volkswagen Jetta (2) Volt (2) X1 (2) X3 (2) X6 (2) ZX (2) i8 (2) 107 (1) 108 (1) 124 Spider (1) 155 (1) 156 (1) 159 (1) 203 (1) 206 (1) 207 Passion (1) 2CV (1) 300C (1) 301 (1) 4008 (1) 401 (1) 402 (1) 403 (1) 404 (1) 406 (1) 407 (1) 4C (1) 500X (1) 504 (1) 505 (1) 530 (1) 570GT (1) 650S (1) 75 (1) A Concept (1) A6 (1) Alaskan (1) Ami (1) Ampera (1) Anísio Campos (1) Apollo (1) Arteon (1) As Belas do Salão (1) Aston Martin (1) Audi A3 Sedan (1) Aygo (1) B-Max (1) BMW K 1300 R (1) Bertone (1) Blazer (1) Brivido (1) Bugatti (1) C-Elysée (1) C-XR (1) C3 Picasso (1) C5 (1) Cadenza (1) Cambiano (1) Carens (1) Carro Premium 2010 (1) Carro Premium 2011 (1) Carro Premium 2012 (1) Carro Premium 2013 (1) Carro Premium 2014 (1) Carro Premium 2015 (1) Carro Premium 2016 (1) Carro Premium 2017 (1) Carro Premium 2018 (1) Carro Superpremium do Ano (1) Carro Superpremium do Ano 2018 (1) Carros Antigos (1) Cee'd (1) Celer (1) Cherokee (1) Citigo (1) Classe G (1) Classe X (1) Clio (1) Clubman (1) Colorado (1) Concept Coupé (1) Concept Estate (1) Concept XC Coupé (1) Continental (1) Cordoba (1) Cross Coupé (1) Crossland X (1) Cullinan (1) D-Max (1) DS 6WR (1) Dacia (1) Dacia Logan (1) De olho na Notícia (1) Del Rey (1) Delta (1) Direto da Tela (1) Divulgação (1) Doblò (1) Dock+Go (1) E-Pace (1) E-Type (1) EC7 (1) Eclipse (1) Eclipse Cross (1) Emerge-E (1) Enjoy (1) Entre linhas (1) Eos (1) Equus (1) Espace (1) Evoque (1) Explorer (1) F-Type (1) FF (1) Face (1) Faróis (1) Ferrari 812 Superfast (1) Fiat Coupé (1) Fiat Uno Turbo i.e. (1) Fiat. Ford (1) Firebird (1) Ford GT (1) Ford T (1) Ford. Ka (1) Freemont (1) GS (1) GT4 Stinger. Soul (1) GTC4Lusso (1) Geely (1) Ghibli (1) Giulietta (1) Guscar 10 Anos (1) Hall da Fama Autoesporte (1) Hi-Cross (1) Hoggar (1) Honda CB 600F Hornet (1) Huracan (1) I-Oniq (1) Idea (1) Inca (1) Infiniti (1) Intrado (1) Invitation (1) Isuzu (1) Italdesign (1) KAWASAKI Z300 (1) KTM 390 Duke (1) Karl (1) Kawasaki (1) Kawasaki Ninja 250R (1) Kawasaki Ninja 300 (1) Koleos (1) Kona (1) Kuga (1) LF320 (1) LF620 (1) Lexus (1) Lincoln (1) Lodgy (1) Logus (1) Lotus (1) MX3 (1) Maserati (1) Matérias Especiais (1) Mercedes. A3 (1) Meriva (1) MiTo (1) Mii (1) Miura (1) Model S (1) Mokka (1) Motor do Ano 2010 (1) NMC (1) NS4 (1) NSX (1) New Beetle (1) Nexon (1) Notícias (1) Nuccio (1) Oldsmobile (1) Pacifica (1) Pajero (1) Picape do Ano 2010 (1) Picape do Ano 2011 (1) Picape do Ano 2013 (1) Picape do Ano 2014 (1) Picape do Ano 2015 (1) Picape do Ano 2016 (1) Picape do Ano 2017 (1) Picape do Ano 2018 (1) Pininfarina (1) Ponto a Ponto (1) Proace (1) Prêmio (1) Pulsar (1) Q2 (1) Qoros 2 (1) Qoros 3 (1) RX (1) RX7 (1) Raridade (1) Rolls-Royce (1) Romi (1) Romi Isetta (1) S18 (1) S90 (1) SL (1) SLK (1) SP2 (1) SVX (1) SX4 (1) SXC (1) Scirocco (1) Scudo (1) Scénic (1) Smart (1) Smart forfour (1) Sonata (1) Spin (1) Ssangyong (1) Subaru (1) Sunny (1) Série 6 (1) Série 7 (1) T40 (1) T8 (1) Talisman (1) Tata (1) Tempra (1) Tempra Pick-up (1) Tesla (1) Teste de Consumo (1) Tigra (1) Tiida (1) Toledo (1) Toronado (1) Tourneo (1) Toyota Corolla (1) Trailblazer (1) Trax (1) Urus (1) Utilitário do Ano 2012 (1) V60 (1) Vale a Pena? (1) Vario (1) Vedette (1) Veraneio (1) Versailles (1) Vezel (1) Viaggio (1) Vision C (1) Vito (1) Volkswagen GOLF (1) Volkswagen Gol Comfortline 1.0 (1) Vídeos (1) Wrangler (1) X-ChangE (1) X2 (1) XC60 (1) XF (1) XIV-2 (1) Yamaha XT 600Z Ténéré (1) Yamaha YBR 250 Fazer (1) Z4 (1) Zest (1) Zoe (1) ix35 (1) recall (1)